The 100 T.3

Em seguimento dos eventos que ocorreram no Monte Mayweather, existem alterações profundas na organização dos Grounders, que aceitam os humanos como a 13ª Tribo. No entanto, esta paz tem opositores em ambos os lados, que irão tentar quebrar a aliança a qualquer custo. É nesta altura que a narrativa passa a ter duas histórias paralelas, em que vamos acompanhar a subida ao poder de Pike, do lado do Skaikru e de Ontari nos Grounders.

Como pano de fundo, começamos por ter conhecimento do paradeiro de Jaha e Murphy, que partiram na busca pela Cidade da Luz, algo que se vai revelar fundamental para o desfecho da temporada. Sem colocar demasiados spoilers, posso adiantar que vão encontrar uma inteligência artificial, de nome ALIE, que tem um plano muito específico para o Planeta Terra, algo que é explicado em detalhe com inúmeros flashbacks.

A partir do momento em que Pike se torna o líder de Arkadia, a guerra é instalada, sobretudo após a morte de Lexa pelas mãos de Ontari. Esta situação vai levar a inúmeras baixas de ambos os lados, assim como a várias traições, resultantes de um chip proveniente da Cidade da Luz.

Como habitualmente, as personagens têm sempre decisões moralmente dúbias para tomar, que são interpretadas de acordo com as necessidades. Esta temporada continua repleta de surpresas, com a morte de elementos importantes na narrativa, mas que parecem sempre ter uma razão para acontecer.

Nos últimos dois episódios são lançados os “dados” para o que irá ocorrer na quarta temporada, quando Clark descobre que a sobrevivência do planeta pode estar em risco. Para terminar, resta-me apenas dizer que esta série continua a surpreender pela positiva, apesar de, em certos momentos, a narrativa seguir por caminhos que parecem não ter saída.

Castlevania T.2

A segunda temporada retoma a batalha de Belmont, Cypha e Alucard, que tentam aceder ao Castelo de Drácula, com o intuito de o assassinar. Vamos conhecer em detalhe o Conselheiro de Guerra de Drácula, com devido enquadramento das suas raízes.

Diria que o tom destes 12 episódios é claramente mais dark e violento, mantendo no entanto alguns momentos de humor dignos de registo. Há a preocupação de humanizar as personagens e acompanhar as várias narrativas que nos são apresentadas ao longo desta temporada.

Apesar de tardio, é fundamental destacar o extraordinário casting, com destaque para Richard Armitage, James Callis, Matt Frewer, Jaime Murray e Graham McTavish, entre muitos outros. A música é igualmente fenomenal, trazendo lembranças de um passado distante da minha adorada NES.

Não vou colocar spoilers, mas posso adiantar que gostei bastante do ritmo desta temporada, assim como da evolução constante das personagens e das suas motivações. Existe a preocupação de mostrar ambos os lados, não existindo limites claros para definir quem está certo ou errado.

Recomendo vivamente Castlevania a todos os leitores deste espaço, sejam ou não fãs e/ou conhecedores das suas raízes em termos de videojogos. Estamos perante uma homenagem fantástica mas que não depende dessa ligação para proporcionar uma experiência fenomenal.

A terceira temporada está confirmada e estará disponível algures no decorrer de 2019.