Knives Out

Rian Johnson reuniu um elenco de luxo para narrar a história por detrás do assassinato de Harlan Thrombey, um conhecido escritor, ligado a obras de crime e suspense. Ao longo dos mais de 120 minutos de duração deste filme, vamos conhecendo os membros da família, as suas motivações e os pontos mais obscuros do seu passado.

Benoit Blanc é o detective encarregue de investigar o caso, com o auxílio do Tenente Elliot, que tentam a todo o custo encontrar o “buraco do donut” num caso que tem contornos peculiares. Marta Cabrera, a enfermeira de Harlan, torna-se na parceira improvável de Blanc, pelo simples facto de sofrer de uma condição que a faz vomitar caso minta.

Knives Out tem um tom leve, com alguns momentos cómicos mas que explora a disfunção familiar dos Drysdale, associado à capacidade inata de sobrevivência do ser humano. Com o evoluir da narrativa, a máscara da maioria das personagens vai caindo, revelando as sua reais intenções e o próprio final (sem spoilers) valoriza a recompensa de realizarmos boas acções.

Conforme referi no parágrafo inicial, o elenco é soberbo, com destaque para Daniel Craig, Chris Evans, Don Johnson, Christopher Plummer e Jamie Lee Curtis. O detective Blanc é uma curiosa simbiose de Sherlock Holmes e Poirot, mas com sotaque típico do Sul, que fomenta alguns momentos hilariantes ao longo da narrativa.

Para terminar, diria que estamos perante um projecto que difere da norma de Hollywood e que tem uma sequela confirmada. Numa fase em que atravessamos uma inesperada quarentena, Knives Out é uma agradável surpresa, que alcança a honrosa (cof cof) recomendação do Portal Pessoal.

Bom
75%

Iron Studios Bane 1/10

A Iron Studios tem triunfado no competitivo mercado de colecionáveis, em seguimento da aposta nas licenças da Marvel e de uma fantástica relação qualidade/preço, nas mais diversas escalas.

A minha primeira estátua deste estúdio chegou ao meu QG há cerca de um ano e foi a réplica de 1/10 do vilão Thanos, da saga Infinity Wars. Dado que fiquei extremamente satisfeito com o produto final, acabei por adicionar mais um vilão à minha coleção.

A escolha recaiu em Bane, mais especificamente o exclusivo da San Diego Comic Con de 2019, baseado na arte de Ivan Reis. Como habitualmente, vou partilhar um slideshow mas posso adiantar que a pintura à mão está fantástica, numa escala de 1/10, em que o material utilizado é polystone.

Em termos de exclusivo, a estátua inclui um braço extra, que inclui a máscara de Batman, sendo de longe o meu preferido em termos de pose.

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Locke & Key T.1

Baseado na obra de Joe Hill e Gabriel Rodriguez, Locke & Key conta-nos a história de uma família que tenta ultrapassar a perda de Rendell Locke, que foi assassinado por um dos seus alunos, Sam Lesser.

De forma subtil, vamos conhecendo os membros da família e a forma como escolheram lidar com a dor. Nina Locke, a mãe, resolve mudar-se de Seattle para Matheson, para recuperar a casa de família dos Locke e vender, para obter o lucro necessário para recomeçar noutro local.

Bode, o filho mais novo, vai explorar a mansão e começa a encontrar uma série de chaves, que aparentam ter propriedades mágicas. Para tornar a narrativa ainda mais interessante, surge uma mulher (Dodge) no poço da casa, que aparenta ter uma agenda própria no que diz respeito a estas chaves.

Bode explica aos seus irmãos, Tyler e Kinsey, a utilidade das chaves encontradas e mais tarde, também a sua mãe acaba por ter conhecimento. O facto mais curioso é que os adultos não conseguem manter qualquer lembrança sobre as chaves, por motivos que acabam por não ser revelados nesta primeira temporada.

Ao longo dos episódios seguintes, vão sendo encontradas mais chaves, com propriedades perigosas e Dodge consegue libertar-se do poço, ficando com a grande maioria dessas chaves para si. Com a ajuda da chave da mente e das lembranças, os jovens Locke conseguem criar contexto para os eventos do passado e decidem lutar contra esta estranha entidade, que pretende obter a Omega Key, que lhe permite abrir um portal para uma dimensão paralela, habitada por demónios.

Em termos de personagens, a narrativa está bem conseguida, com alguns momentos repletos de humor. Gostei francamente do grupo de fãs de Savini e a sua interação com Kinsey Locke, que será relevante para o desfecho da temporada. Adicionalmente, discordo de algumas decisões tomadas, mas vou manter este artigo livre de spoilers. No derradeiro episódio, ficamos num gigantesco impasse, como deve ser, que lança uma premissa interessante para os eventos futuros.