Wonder Woman: Bloodlines

30O mais recente filme de animação da DC baseia-se na princesa Diana, de Themyscira, mais conhecida por Wonder Woman. Em Bloodlines, um ataque de Parademons cria as condições necessárias para o primeiro encontro entre um mortal e as Amazonas.

Contra a vontade da Rainha Hippolyta, Diana aceita juntar-se a Trevor e alertar a Humanidade para a iminente invasão. Para tal, irá contar com a preciosa ajuda da Dra Julia Kapatelis, a sua filha Vanessa e Etta Candy. Após este enquadramento, a narrativa avança cinco anos, para uma fase em que Diana já se consolidou como heroína e membro da Justice League.

Com o avançar do tempo, Vanessa não lidou bem com a atenção que Diana recebia da sua mãe e aliou-se à Doctor Poison, algo que a vai colocar no centro de um plano maquiavélico para destruir Themyscira.

Seguem-se batalhas épicas com Giganta, Cheetah e uma viagem ao templo de Pasiphaë, que colocará os novos heróis em confronto com um Minotauro. Pelo meio, Vanessa aceita ser cobaia para uma experiência da Doctor Cyber, que a vai transformar na Silver Swan, com a utilização de um vírus cibernético.

A animação está muito bem conseguida e o casting de voz complementa de forma muito positiva este projeto. Adicionalmente, parece-me igualmente importar destacar os pequenos momentos de humor que estão terrivelmente bem conseguidos.

Vou evitar os spoilers em termos de narrativa, embora conclua  este artigo com a recomendação de Wonder Woman: Bloodlines.

Mediano
70%

Bloodshot

Após o enorme sucesso da Marvel e da DC, a Valiant Comics resolveu lançar a adaptação cinematográfica do seu herói mais icónico. Ray Garrison é um marine altamente condecorado e competente, que é assassinado por uma organização secreta, em conjunto com a sua esposa.

O nosso herói jura vingança e acaba por ter a sua oportunidade, ao ser ressuscitado por uma equipa de cientistas, liderados pelo Dr. Emil Harting (Guy Pearce). A narrativa progride com a apresentação desta equipa, composta por três ex-soldados, todos mortos ou feridos em combate e que possuem melhorias cibernéticas significativas.

Ray é a mais recente adição à equipa, sendo o resultado de uma experiência que envolve nanotecnologia, que lhe confere uma capacidade regenerativa invulgar, assim como força sobre-humana. A desvantagem é que a experiência apagou quase na totalidade a memória do seu passado, com excepção de flashbacks e fragmentos dos eventos que levaram ao assassinato da sua esposa Gina.

Um desses eventos vai despoletar uma reação inesperada, que leva Bloodshot à presença de Martin Axe, o responsável pela sua morte. Seguem-se obviamente as cenas épicas de acção, com momentos cómicos à mistura e alguns twists francamente previsíveis.

Os efeitos especiais estão bem conseguidos, embora esperasse mais em termos de narrativa, que é francamente limitada. Bloodshot tem clara inspiração em Terminator mas falha ao nível do conteúdo e desenvolvimento de personagens, sobretudo no caso de KT e Ray Garrison.

O vilão está relativamente bem conseguido mas este projeto fica muito aquém das minhas expectativas. O facto de ter sido lançado numa altura particularmente complexa, face ao surto do coronavirus, vai certamente condicionar uma potencial sequela, face aos fraquíssimos resultados de bilheteira.

Mediano
60%