O regresso ao antigo acampamento revela-se um fracasso, mas vai permitir-nos obter mais informação sobre o responsável pelos testes de Nekro.
Arquivo mensal: Junho 2020
Birds of Prey
Um dos (poucos) pontos positivos de Suicide Squad foi o casting de Margot Robbie como Harley Quinn. Quatro anos depois, a DC resolveu criar Birds of Prey, que narra as aventuras de uma equipa improvável, composta por Harleen Quinzel, Helena Bertinelli, Dinah Lance e Renee Montoya.
O enrendo engloba uma curta história de origem para Black Canary, Huntress e Black Mask, que é o vilão desta aventura. Na minha opinião, o primeiro erro está no título escolhido para o filme, dado que é claramente centrado na personagem de Harley Quinn, que lida com a separação de Joker, tentando encontrar a sua identidade.
Cassandra Cain é uma jovem, que se vê na posse uma jóia da Família Bertinelli, tornando-se de imediato no centro das atenções de Roman Sionis, um dos principais líderes criminosos de Gotham. Victor Zsasz é o seu braço direito, ficando encarregue da missão de localizar Cassandra, que se encontra detida na esquadra local.
Há muito humor, sobretudo no que diz respeito à nova realidade de Harley, que já não usufrui da proteção de Joker, ficando exposta à fúria dos seus inimigos. Gostei de alguns pormenores, como a presença da hiena Bruce, assim como o facto de em determinados momentos, Harley falar directamente para o espectador, quebrando a famosa quarta parede.
O filme tem coreografias de luta bem conseguidas mas a nível de interpretações deixa bastante a desejar, sobretudo no que diz respeito a Huntress e Montoya. A luta final entre Harley e Black Mask é igualmente muito fraca, o que quebra por completo o climax final da narrativa.
Caso optem por investir tempo em Birds Of Prey: and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn, sugiro apenas que aguardem pela cena pós-créditos.
Rick and Morty T.1
Para mim, o Netflix converteu-se numa necessidade absoluta em termos de conteúdo, permitindo-me descobrir pérolas como Final Space, High Score Girl e o remake de Danger Mouse, para citar alguns dos mais revelantes.
Rick and Morty é um projecto sobre o qual já tinha ouvido falar, mas que optei por alocar à minha lista de prioridades secundárias. Com os mais recentes eventos, tudo mudou e há algumas semanas consegui finalmente investir tempo, o que originou a partilha da experiência através deste artigo.
A premissa é simples: Rick Sanchez é um cientista brilhante, que abusa do consumo de álcool e que insiste em levar o seu neto, Morty, nas suas inúmeras aventuras espaciais. A personagem retira inspiração evidente de Doc Emmet Brown, de Regresso ao Futuro, mas a realidade é que a junção de humor e sátira funciona incrivelmente bem, criando 25 minutos de puro entretenimento.
A primeira temporada é composta por onze episódios, dos quais destaco Anatomy Park, M. Night Shaym-Aliens!, Raising Gazorpazorp e Meeseeks and Destroy. Lentamente, vamos conhecendo os restantes membros da família, Beth, a filha de Rick que tenta desesperadamente a sua aprovação, Summer, a irmã de Morty e Jerry Smith (pai de Summer e Morty), que odeia Rick e tem uma total ausência de confiança.
O resultado final é verdadeiramente fantástico, com constantes momentos hilariantes, aliados a diálogos politicamente incorrectos e constante sátira social. Diria que não é uma série para todos mas tem o meu selo de aprovação.