Hellsing Ultimate

Baseado na manga e desenvolvido pelos estúdios Satelight e Madhouse, Hellsing Ultimate é uma OVA que narra as aventuras de Sir Integra Wingates Hellsing, que tem sob o seu controlo o vampiro Alucard.

Ao longo deste dez episódios vamos conhecer as várias facções que se opõem, com destaque para Iscariot, que serve o Vaticano e Millenium, uma organização nazi liderada por The Major, também conhecido por Montana Max.

Inicialmente, começamos por ser apresentados ás várias personagens e motivações inerentes, com destaque para Alucard, Seras Victoria e Alexander Anderson. A animação é fiel ao estilo anime, com um ambiente sombrio e sangrento, com inúmeras referências religiosas e algum exagero nas linhas e formas das personagens.

Conforme a narrativa vai evoluindo, são adicionais personagens fulcrais para o desfecho desta saga, nomeadamente Walter Dornez, o mordomo de Sir Integra, Pip Bernadotte, o líder dos Wild Geese e Schrödinger, um dos lacaios de The Major.

Preparem-se para batalhas épicas e longos monólogos, sobretudo a partir do episódio 7, em que se inicia a batalha de Londres. Como é evidente, não vou colocar qualquer spoiler acerca do desfecho final mas recomendo Hellsing Ultimate a quem tem algum conhecimento da manga ou do anime original, que estreou em 2001.

The Bird of Hermes is my name. Eating my wings to make me tame.

Titans T.2

Após a batalha com Trigon, a equipa passa por um período complexo mas acaba por reagrupar na Torre, com excepção de Starfire. Esta segunda temporada tem ligações fortes ao passado, especificamente à equipa original e a Deathstroke, que é o vilão escolhido para estes treze episódios.

A um ritmo bastante lento, vamos tomando conhecimento dos motivos que levaram à decisão de cancelar o projeto original dos Titans. Temos igualmente o enquadramento inerente à história de Aqualad e Donna Troy, assim como a explicação dos dilemas morais e culpa que consomem Dick Grayson.

Sem colocar muitos spoilers, posso adiantar que teremos o aparecimento de vilões como o Dr Light, assim como a organização Cadmus, na figura de Mercy Graves. Esta temporada conta igualmente com a participação de Ian Glen, que interpreta o papel de Bruce Wayne e funciona como uma espécie de mentor da equipa.

Existe muito desenvolvimento de personagens, no sentido de as humanizar e criar uma ligação que nos permita identificar com os seus receios e desafios. Pessoalmente, considero que esta temporada é uma evolução positiva, embora discorde de algumas decisões tomadas.

A equipa continua a ser extremamente disfuncional mas aparenta encontrar o equilíbrio com os eventos do derradeiro episódio. As personagens de Jericho, Rose Wilson, Superboy e Krypto trazem uma dinâmica distinta à equipa, representando uma mais valia para a narrativa.

Mas diria que esta temporada tem o seu ponto mais alto com a adição de Deathstroke, que é um vilão fantástico, bem complementado com as leves menções a Lex Luthor. Por último, aprecio a intenção de  lançar a Princess Blackfire como a próxima vilã, numa clara ligação ás origens de Kori.

Volto a dizer que Titans não é a típica série de super-heróis e tem uma abordagem psicológica que me agrada, embora nem sempre funcione nesta segunda temporada. Existem alguns episódios em que a narrativa sofre com essa abordagem embora reconheça que melhora drasticamente nos derradeiros três episódios.

A terceira temporada deverá estar disponível no último trimestre de 2020, caso a atual crise do COVID-19 o permita.