Blood of Zeus T.1

Ao longo de oito episódios, vamos acompanhar as aventuras de Heron, um dos filhos bastardo de Zeus. Apesar desta personagem ter sido criada especificamente para a série, há claramente uma influência da mitologia grega, em que é frequente a união entre deuses e humanos.

A narrativa arranca com o enquadramento histórico, dando a conhecer uma guerra entre Deuses e Gigantes, que acaba com a vitória do Olimpo. De forma a manter a paz, os Deuses guardam a alma dos Gigantes num caldeirão, que é protegido por Talos. A premissa desta primeira temporada é muito simples: Hera não aceita a infidelidade do seu marido e pretende a cabeça de Heron, dando início a uma revolta no Olimpo, que cria duas fações. Zeus impôs uma regra, que impede a interferência direta dos Deuses no destino da Humanidade, algo que não é cumprido por ambos os lados.

Adicionalmente, surge uma nova raça na Terra, os demónios, que resulta do consumo da carne dos Gigantes. O seu líder, Seraphim, vai acabar por assassinar a mãe de Heron, a pedido de Hera, dando início a uma série de eventos que culminará coma derradeira batalha entre Deuses e Gigantes.

Ao longo dos episódios, vamos assistir à evolução de Heron, que está consumido pela raiva e ódio aos Deuses, assim como à inesperada ligação a Seraphim. A Deusa Hera engendra um plano diabólico, que irá ter uma conclusão inesperada, que lança uma premissa interessante para as próximas duas temporadas, que já se encontram confirmadas pela Netflix.

Blood of Zeus é uma experiência agradável, com um casting em que destaco Jason O´Mara, Claudia Christian, Jessica Henwick, Melina Kanakaredes, Jennifer Hale e Fred Tatasciore. O equilíbrio entre o desenvolvimento de personagens e ação é soberbo, o que permite contar uma história envolvente e que ainda estará longe de concluída.

October Faction

A Netflix tem investido imenso em adaptações dos comics, motivo pelo qual não foi surpreendente a aposta nesta obra de Steve Niles, que é publicada pela IDW. Ao longo de dez episódios, vamos conhecer a família Allen, que regressa a Barrington-on-Hudson após a morte de Samuel, o pai de Fred Allen.

Rapidamente somos confrontados com a realidade sobrenatural, assim como a identidade secreta de Fred e Deloris Allen, que são agentes do Presidio, uma organização secreta que tem como missão proteger a Humanidade dos Monstros. Os seus filhos, Geoff and Viv começam a manifestar poderes, algo que será desenvolvido ao longo da narrativa e que apresenta ligações a Alice Harlow, uma feiticeira obcecada pela destruição dos Allen.

Os primeiros episódios tentam humanizar as personagens, detalhando o seu passado obscuro e os principais receios. No entanto, a narrativa é fraca e falha em garantir o nosso investimento nos eventos que antecedem uma gigantesca batalha entre as duas facções. Contem com os habituais clichés, que pouco acrescentam ao produto final, convertendo October Faction numa série pouco memorável e que sou incapaz de recomendar.

Adicionalmente, a Netflix confirmou o cancelamento da segunda temporada, o que apenas reforça a opinião partilhada nos parágrafos anteriores. No entanto, se procuram algo simples, com alguma ação e que vos ajude a passar um fim de semana, October Faction pode ser a escolha acertada.

Snow White and the Huntsman

Esta adaptação cinematográfica da mítica história da Branca de Neve tem início no reino de Tabor, numa fase em que o Rei Magnus tenta lidar com a morte da sua esposa. Após derrotar o Dark Army, encontra uma prisioneira, de seu nome Ravenna, com quem acaba por casar. Ficamos a saber que se tratou de uma armadilha, que termina com o assassinato do Rei e a ascensão do reinado de terror da Rainha Ravenna.

Um número limitado de elementos leais ao Rei, em que se inclui o irmão de Snow White, acabam por escapar do castelo. A princesa Snow White permanece encarcerada nas masmorras durante vários anos, até ao dia em que consegue escapar, na direcção da Floresta Negra. A Raínha Ravenna recorre aos serviços de Eric, um Huntsman caído em desgraça, que tem conhecimento único acerca da geografia do reino de Tabor, no sentido de a capturar e utilizar o seu coração para obter beleza eterna.

O Huntsman acaba por ajudar Snow White, causando a ira da Rainha, que envia inúmeros caçadores para eliminar a ameaça. No segundo acto, temos a introdução dos anões, num formato muito distinto da história original. Digamos que há uma clara inspiração na saga Senhor dos Anéis, mas a realidade é que funciona bem e introduz alguma componente humorística.

Ao contrário do que se possa imaginar, o tom deste filme é muito dark, com inúmeras mortes violentas e algumas cenas de ação competentes. Está longe de ser um clássico mas consegue captar a atenção do espectador e converter-se numa experiência agradável. Em termos de interpretações, diria que o ponto mais alto é sem dúvida Charlize Theron, num casting que tem vários nomes sonantes.

Se procuram algo diferente, esta é sem dúvida uma excelente escolha.

Mediano
65%