DOTA: Dragon´s Blood T.3

A abordagem narrativa nesta temporada ficou aquém das minhas expectativas, sobretudo pelo facto de entrar numa redundância que pouco acrescenta à aventura dos nossos heróis. Adicionalmente, cria alguma dificuldade em abordar os eventos que ocorrem sem partilhar detalhes críticos. Digamos que o caminho seguido assenta na criação de um universo alternativo, por parte de The Invoker, com o intuito de garantir a a sobrevivência da sua filha, Filomena.

Slyrak é derrotado por Terrorblade, que colhe mais uma alma para aumentar o seu poder. Luna e a legião Dark Moon são forçados a retirar, dado que se encontram enfraquecidos após o aprisionamento de Selemene. Davion e Bran descobrem que os dragões estão a convergir para Broken’s Peak, com o objetivo de atacar o castelo de The Invoker.

Após uma violenta batalha, é forjada uma aliança entre The Invoker e Mirana, com Davion a receber novamente a alma dos dragões. Adicionalmente, Fymryn assume o poder de Selemen, após a mesma recusar-se a ser uma deusa mais focada nas necessidades dos seus adoradores.

O momento mais marcante ocorre no segundo episódio desta temporada, em que temos uma gigantesca batalha em Foulfell, com o sacrifício de um dos nossos heróis, permitindo que The Invoker crie uma realidade alternativa, em que Filomena e Selemene estão vivas. Por motivos que serão desvendados mais tarde, Mirana é a única que manteve as memórias do passado, dando início a uma missão que visa reverter os efeitos desta mudança.

Filomena é uma das personagens fulcrais desta temporada, que vai desenvolver o arco narrativo associado a Mirana. Temos igualmente várias cenas de ação e uma realidade bem distinta para alguns dos nossos heróis, que foram “manipulados” pelas ações de The Invoker.

Confesso que não sou fã desta visão narrativa, embora reconheça que está repleta de ação e contém alguns momentos memoráveis. A quarta temporada está ainda por confirmar mas deverá ser uma realidade em 2023.

The Dark Phoenix Saga

O arco narrativo da entidade Dark Phoenix é da responsabilidade de Chris Claremont, que conta com a incrível arte de John Byrne para dar vida aos painéis. Tudo tem início numa missão espacial, em que Jean é atingida por raios provenientes de uma explosão solar, unificando duas entidades num único corpo, numa constante batalha pelo controlo.

O Hellfire Club, liderado por Jason Wyngarde, Sebastian Shaw e Harry Leland elabora um plano maquiavélico, que visa ludibriar Jean Grey, utilizando as memórias de Madelyn Pryor. Graças à ajuda da telepata Emma Frost, os X-Men são capturados, em conjunto com uma jovem de nome Kitty Pride, que terá um papel importante nos capítulos seguintes.

A equipa vai conseguir libertar-se, localizando Jean na sede do Hellfire Club. A primeira batalha corre terrivelmente mal, dado que os líderes são igualmente poderosos mutantes, mas a ligação entre Cyclops e Jean acaba por ser demasiado forte para manter o controlo telepático de Mastermind. É precisamente neste primeiro arco que é introduzida a personagem de Dazzler, que tem um papel secundário, embora importante no resgate de Jean Grey.

Após estes eventos e de forma a quebrar os laços com os X-Men, Jean sai do planeta, rumo ao espaço sideral, no sentido de descobrir os limites do seu poder de Phoenix. De forma a recarregar a sua energia, consome uma estrela, que se converte numa supernova, aniquilando mais de 5 mil milhões de seres vivos no processo. Uma nave de guerra Shi’ar em patrulha testemunha este evento, atacando, sem sucesso, a entidade Dark Phoenix, que assumiu o controlo absoluto após consumir a estrela.

Num derradeiro ato de coragem, o capitão informa a Emperatriz Lilandra, que convoca o Conselho Intergaláctico, que é composto pelo Império Shi’ar, Kree e Skrull, sendo determinado a extinção da Dark Phoenix. No Planeta Terra, a família Grey recebe a visita da Dark Phoenix, que acaba por ser derrotada pelo Professor Xavier, com a ajuda telepática de Jean. São criadas novas barreiras psíquicas para conter a entidade cósmica mas nesse preciso momento, a equipa é teleportada para a Blue Area of the Moon, onde são confrontados com a acusação de genocídio.

Os X-Men ficam horrorizados quando tomam conhecimento das ações de Dark Phoenix, mas defendem Jean, alegando que não estaria em controlo. Numa derradeira tentativa de evitar a morte de Jean, o Professor Xavier desafia Lilandra para um Arin’n Haelar, que é essencialmente um duelo de honra. Duas equipas irão defrontar-se, na superfície lunar, até que exista um vencedor. As possibilidades da equipa são reduzidas, dado que os seus adversários são Skrull, Kree, a Guarda Real e o seu líder Gladiator.

Os X-Men acabam por ser derrotados, com excepção de Cyclops e Jean, que num ato de desespero, utiliza uma antiga arma Kree para se destruir. Após estes eventos, é realizada uma espécie de lobotomia a Jean Grey, ficando a sua forma corpórea entregue aos X-Men. Lilandra tenta obter perdão pelos actos, mas a dor de Cyclops é demasiado intensa, concluindo desta forma este arco narrativo.

O derradeiro painel tem uma expressão icônica de Uatu, The Watcher, que afirma o seguinte:

“Jean Grey could have lived to become a god. But it was more important to her that she die…a human. “

Na minha modesta opinião, esta é uma das históricas mais icónicas dos X-Men, que recomendo vivamente. Passaram aproximadamente quarenta anos desde a sua publicação, mas a narrativa permanece sólida, assente numa emotividade intensa e que é elevada pela arte incrível de John Byrne. 

Night Teeth

Há várias décadas que a paz impera em Los Angeles, resultado de uma trégua entre vampiros e humanos. No entanto, uma facção liderada por Victor vai iniciar uma sequência de eventos que alimentará a narrativa de Night Teeth.

Benny, o irmão mais novo de Jay, vai ocupar o seu lugar como motorista de duas jovens, Blaire and Zoe, que pretendem visitar uma série de clubes noturnos. Como é evidente, estas duas jovens são vampiras enviadas por Victor, que irão semear o caos e destruição. A maioria da população desconhece a existência da raça vampírica, o que origina algumas cenas hilariantes com Benny, que tenta escapar a todo o custo.

A narrativa vai igualmente explicar o papel fundamental de Jay no cumprimento das tréguas, assim como o motivo pelo qual Victor pretende entrar em guerra com os humanos. Night Teeth garante entretenimento, mas tem uma narrativa simples, previsível e que nada acrescenta ao género.

No que diz respeito ao elenco, destaque para a participação de Jorge Lendeborg Jr. (Alita), Alfie Allen (GoT), Sydney Sweeney (Handsmaid´s Tale) Raúl Castillo, Debby Ryan e Megan Fox, que são competentes o suficiente para tornar este filme suportável.

O derradeiro acto tem a batalha final entre as duas facções, com um desfecho previsível e que acaba por ser satisfatório, do ponto de vista dos protagonistas. Se procuram algo para vos entreter, numa tarde cinzenta de inverno, esta pode ser uma alternativa a considerar.

Mediano
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