Legends of Tomorrow T.6

A sexta temporada leva-nos para inúmeros períodos temporais, mas foca-se nas relações interpessoais dos vários membros da tripulação. Conforme referi noutras ocasiões, os guionistas focam-se em criar cenários extremos, com humor constante, que acaba por funcionar, na maior parte dos casos.

A adição de Spooner traz uma energia diferente, assim como o papel mais relevante de Gary, que se converte finalmente num membro da equipa. Adicionalmente, a relação de Astra e Constantine continua a ser extremamente complexa, após os eventos no Inferno. Ava e Sara tentam desesperadamente iniciar a sua vida a dois, sem sucesso.

Diria que o arco narrativo inerente a Bishop, é um dos pontos mais positivos desta temporada, assim como a perda dos poderes mágicos de Constantine. O episódio 10, Bad Blood, é um dos meus preferidos, introduzindo uma fonte mágica, vampiros e uma mudança na dinâmica narrativa, que se converte num dos pontos mais interessantes.

Os derradeiros episódios ficam reservados para a saga dos Zagurons, que se converte em algo verdadeiramente épico e hilariante. Sem revelar demasiado, envolve uma ligação inesperada entre Mick e Kayla, que marcará o fim de um era na equipa. No global, esta sexta temporada tem 15 episódios divertidos, na sua maioria. Está longe de ser algo que recomende, mas tomei a decisão de ver a sétima e derradeira temporada, com o consequente artigo acerca do desfecho desta disfuncional equipa de heróis.

Thunderbolts

O trigésimo sexto filme da MCU introduz os Thunderbolts, que são essencialmente uma junção de diversos elementos que criam uma equipa disfuncional.

O primeiro acto introduz a nova realidade de Yelena Belova, que executa missões secretas para a Condessa Valentina Allegra de Fontaine, actual directora do FBI. Tomamos igualmente conhecimento que os Avengers desapareçam da equação, o que deixou o Mundo desprotegido e à mercê de diversos grupos terroristas.

Existe um inquérito ás acções do FBI, que visam a destituição de Allegra de Fontaine. Para evitar este desfecho, é realizada uma limpeza de activos e infra-estruturas, dando início à premissa narrativa que sustenta este filme.

Como sabem, evito dar spoilers, mas posso adiantar que John Walker, Ghost e Yelena vão unir esforços para escapar de uma cilada, que visa eliminar activos que possam ser ligados à investigação do Congresso. No decorrer da ação, encontram um completo estranho, de nome Bob, que se encontrava congelado nas instalações do FBI.

O segundo acto vai introduzir a história de origem deste desconhecido, lançando uma das personagens mais interessantes da Marvel, a nível psicológico. A ação é complementada com algum humor, que fica a cargo de Red Guardian.

Como é apanágio, o CGI e as sequências de ação são absolutamente fabulosas, demonstrando os poderes deste novo herói, que irá ser manipulado e corrompido por Allegra de Fontaine.

O terceiro acto tem a participação mais activa de Winter Soldier, que irá auxiliar os Thunderbolts na sua batalha com Bob. O filme termina com algo que é visível no trailer, relançando esta equipa como os Novos Avengers.

Sugiro que vejam as duas cenas pós créditos, com maior destaque para a segunda, que, na minha opinião, introduz algo que estará relacionado com Avengers: Doomsday.

Pessoalmente, confesso que gostei de Thunderbolts. Está longe de ser brilhante, mas garante entretenimento, com uma dose qb de humor, com o bónus de introduzir Robert Reynolds na MCU.

Mediano
72%

Thursday Murder Club

Baseado na obra literária de Richard Osman, temos este projecto que engloba uma componente cómica, com o crime. O elenco é de luxo, destacando-se nomes como Hellen Mirren, Pierce Brosnan, Ben Kinsgley, David Tennant, Celia Imrie, Jonathan Pryce e Richard E.Grant, entre muitos outros.

A premissa é simples, centrando-se num grupo de reformados, que gosta de debater crimes que não foram resolvidos. No primeiro acto, vamos conhecer Ian Ventham, um dos sócios quer vender Coopers Chase para construir apartamentos de luxo mas vê-se bloqueado por Tony Curran, o segundo sócio, que pretende manter a propriedade e ajudar os reformados.

O assassinato de Curran abre caminho para uma investigação do Thursday Murder Club, que vai adicionar Joyce Meadowcroft, pelos seus conhecimentos a nível de medicina.

A narrativa está longe de ser brilhante, mas cumpre a sua função. Existem momentos sérios, combinados com humor , que convertem este filme numa experiência agradável e que recomendo.

Posso adiantar que nem tudo aparenta ser tão simples como parece, pelo que podem contar com algumas surpresas no derradeiro acto, em que é revelado o verdadeiro assassino, assim como as suas motivações.

Chris Columbus fez um bom trabalho na realização e espero que possamos ter uma sequela. Existe material suficiente para tal (livros) e os actores estão claramente entusiasmados com essa possibilidade.

Caso pretendam assistir em território nacional, TMC é um exclusivo Netflix.

Mediano
70%