The Ark T.2

A aventura continua e a tripulação da Ark 1 vai ser testada de forma recorrente. Após os eventos da temporada anterior, o plano passa por alcançar o planeta Trappist-1D, onde deverá ter sido estabelecida a colónia terrestre.

Ao longo destes doze episódios, vamos ter desenvolvimento de personagens, com ênfase no passado de Eva Mitrovic e do Tenente James Bryce. Paralelamente, vamos descobrir a real motivação de Kimimela Joma e o segredo do Dr. Marsh.

No entanto, o momento mais marcante é o falecimento de um dos membros, que vai despoletar eventos que honestamente, pouco acrescentam à série. Nas actuais séries do Syfy, raramente temos um grande foco no argumento, mas esta segunda temporada é bastante inferior à anterior, embora consiga recuperar algum do meu interesse nos derradeiros dois episódios.

Sem revelar pormenores, teremos a chegada a Trappist-1D, que criaram uma nova premissa narrativa, que será certamente explorada na terceira temporada, que já se encontra confirmada.

Sinceramente, torna-se difícil recomendar esta série, sobretudo a quem não investiu tempo na primeira temporada. Recomendo que direcionem a vossa atenção para outros projectos, que serão muito provavelmente uma escolha mais acertada.

Superman

Com o fecho de ciclo da era Snyder na DC, coube a James Gunn a tarefa de realizar (mais) um reboot. Apesar de gostar imenso de Cavill, compreendo a necessidade de escolher sangue novo, para um projecto que alegadamente terá a duração de oito anos.

Em primeiro lugar, quero enaltecer a decisão de termos um Super-Homem estabelecido, evitando a história de origem, que começa a ser repetitiva e a não acrescentar qualidade ao produto final.

A narrativa introduz um clima de tensão entre a nação de Boravia, que pretende invadir Jarhanpur. Após a intervenção do nosso herói, o “Hammer of Boravia”, um meta-humano controlado por Lex Luthor, inflinge uma pesada derrota ao Homem de Aço. A sua vantagem parte do facto de conseguir antecipar os movimentos do seu adversário, por motivos que serão revelados no segundo acto.

Adicionalmente, temos a introdução de The Engineer, uma personagem retirada do universo Wildstorm e que se alia a Lex Luthor, com o objectivo de derrotar o nosso herói. Há uma clara intenção de humanizar o Super-Homem, mostrando os seus erros e a forma emotiva como reage em determinadas situações. A sua ligação a Krypto e Lois Lane leva-o a ser manipulado por Luthor em inúmeras ocasiões.

No que diz respeito aos heróis, há que destacar a presença de Metamorpho, Hawkgirl, Guy Gardner e Mister Terrific, que são escolhas curiosas mas que resultam no contexto da narrativa.

No que diz respeito a interpretações, o destaque vai claramente para Nicholas Hoult, embora tenha de mencionar os momentos de humor proporcionados por Nathan Fillion e Sara Sampaio. No que diz respeito ás duas personagens principais, diria que existe química, mas David Corenswet e Rachel Brosnahan estão longe de deslumbrar .

James Gunn deu início à sua visão, introduzindo alguns conceitos da BD que podem atrair um público alvo mais velho. Mas, no imediato, diria que este filme é interessante, sem nunca atingir um patamar de excelência que o catapulte para uma referência no género.

Mediano
72%