Men in Black: International

Ao longo dos últimos anos tornou-se frequente partilhar a minha opinião acerca dos filmes que vejo nas salas de cinema,  mas, com o actual cenário de pandemia, tenho focado a atenção no meu (longo) backlog. Dessa forma, preparem-se para inúmeros artigos neste espaço, sobre filmes disponíveis via plataformas de streaming.

Men in Black: International saiu em 2019 mas nunca despertou a minha atenção, pelo que entrei com expectativas muito moderadas. A narrativa aborda a divisão britânica de MIB, apresentado no primeiro acto as personagens principais: Agente H (Chris Hemsworth) , M (Tessa Thompson) e T (Liam Neeson).

A narrativa é francamente pobre mas envolve uma conspiração que envolve The Hive, uma raça de parasitas que pretende conquistar o Planeta Terra. O Agente H é encarregue de proteger Vungus, um membro da família real Jababian, que acaba por ser assassinado por dois estranhos alienígenas, com o poder de terraformar o ambiente em seu redor.

A investigação leva os nosso agentes para Marraquexe, Itália e termina em França, na Torre Eiffel, para a derradeira batalha. Pelo meio, temos inúmeras cenas de acção, com as armas e tecnologia a que os filmes anteriores nos habituaram.

A química entre o agente H e M acaba por ser o ponto mais alto do filme, que tem um enredo previsível, complemento com algum humor. Destaque para a participação especial de Frank, The Pug, no primeiro acto e de Emma Thompson, como Agente O.

No global, MIB International é a aventura mais fraca deste universo mas consegue ser divertido e proporcionar algum entretenimento. Por esse motivo, recomendo que invistam tempo, caso tenham necessidade de uma boa gargalhada, num típico “filme pipoca”.

Mediano
65%

Polar

Duncan Vizla é um assassino profissional que se encontra a catorze dias de celebrar o seu quinquagésimo aniversário, que marcará a sua reforma, cumprindo as regras da empresa Damocles. Nessa altura, estará elegível para receber um bónus de 8 milhões, de forma a poder viver confortavelmente o resto dos seus dias.

No entanto, Mr. Blut, o líder deste consórcio, tem outros planos, que implica assassinar todos os profissionais que atingirem a reforma, de forma a evitar o pagamento de quantias avultadas. O primeiro acto leva-nos ao Chile, onde vamos ser apresentados à equipa que trabalha para a Damocles, que consegue eliminar um dos assassinos prestes a atingir a reforma.

Duncan, mais conhecido por Black Kaizer, é persuadido a aceitar uma derradeira missão, que o leva para a Bielorússia, onde vai perceber que foi alvo de uma cilada. A partir dessa altura opta por aguardar pacientemente o seu aniversário numa pacata cidade, onde vai travar amizade com uma jovem tímida e aterrorizada com o seu passado.

Polar é baseado na novela gráfica de Victor Santos  e está repleto de cenas de nudez, humor sórdido e cenas over the top, o que poderá não agradar a todos. Confesso que esperava um pouco mais, embora no global tenha sido interessante, um pouco ao estilo de Killing Gunther.

Destaque para a presença de Katheryn Winnick, Vanessa Hudgens, Matt Lucas e Richard Dreyfuss, num filme que assenta essencialmente na personalidade badass de Vizla, que é interpretado de forma soberba por Mads Mikkelsen. Nota igualmente relevante para a banda sonora, que fica a cargo da lenda canadiana Deadmau5.

Para terminar e sem entrar em spoilers, preparem-se para muito sangue, mortes épicas e um twist algo previsível no derradeiro acto. Se são assinantes do Netflix e fãs deste género, recomendo que invistam duas horas em Polar. Para os restantes, diria que é melhor procurar entretenimento noutros projetos.

Mediano
63%

Black Panther

Após uma curta aparição em Civil War, vamos conhecer a história do Príncipe T’Challa e a sua ascensão ao trono. A narrativa retoma o atentado que vitimou o seu Pai, o rei T’Chaka e apresenta-nos Wakanda em todo o seu esplendor.

Confesso que sempre considerei fascinante o conceito da nação mais poderosa e tecnologicamente mais evoluída do Mundo optar por se “camuflar” no continente africano, como um país de agricultores.

Mas passemos à minha opinião. Black Panther consegue ter quatro actos bem definidos, que nos apresentam na perfeição os heróis e vilões, assim como as suas motivações. Como é habitual, vou manter este texto livre de spoilers, mas realço uma narrativa muito dinâmica, com fortes referências culturais, que aposta numa banda sonora apropriada e no humor típico que tem marcado os últimos projectos da Marvel.

Paralelamente, vamos conhecer a “fonte” do poder de Black Panther, mais concretamente as ervas em formato de coração, que terão um papel relevante no desfecho desta primeira aventura. O casting é francamente soberbo, com destaque para Michael B Jordan, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Letitia Wright e Danai Gurira.

A simbiose entre a componente tecnológica e ancestral é alcançada na perfeição, fazendo de Black Panther um dos melhores filmes da Marvel dos últimos anos. Nota de destaque para os efeitos especiais e para as excelentes coreografias de luta.

Para terminar, recomendo vivamente a ida ao cinema e, como sempre, convido-vos a partilhar a vossa opinião acerca deste tema.