Men in Black: International

Ao longo dos últimos anos tornou-se frequente partilhar a minha opinião acerca dos filmes que vejo nas salas de cinema,  mas, com o actual cenário de pandemia, tenho focado a atenção no meu (longo) backlog. Dessa forma, preparem-se para inúmeros artigos neste espaço, sobre filmes disponíveis via plataformas de streaming.

Men in Black: International saiu em 2019 mas nunca despertou a minha atenção, pelo que entrei com expectativas muito moderadas. A narrativa aborda a divisão britânica de MIB, apresentado no primeiro acto as personagens principais: Agente H (Chris Hemsworth) , M (Tessa Thompson) e T (Liam Neeson).

A narrativa é francamente pobre mas envolve uma conspiração que envolve The Hive, uma raça de parasitas que pretende conquistar o Planeta Terra. O Agente H é encarregue de proteger Vungus, um membro da família real Jababian, que acaba por ser assassinado por dois estranhos alienígenas, com o poder de terraformar o ambiente em seu redor.

A investigação leva os nosso agentes para Marraquexe, Itália e termina em França, na Torre Eiffel, para a derradeira batalha. Pelo meio, temos inúmeras cenas de acção, com as armas e tecnologia a que os filmes anteriores nos habituaram.

A química entre o agente H e M acaba por ser o ponto mais alto do filme, que tem um enredo previsível, complemento com algum humor. Destaque para a participação especial de Frank, The Pug, no primeiro acto e de Emma Thompson, como Agente O.

No global, MIB International é a aventura mais fraca deste universo mas consegue ser divertido e proporcionar algum entretenimento. Por esse motivo, recomendo que invistam tempo, caso tenham necessidade de uma boa gargalhada, num típico “filme pipoca”.

Mediano
65%

Dragon Ball – The Fall of Men

Ao longo dos anos, o Dragon Ball não tem sido bem tratado, com adaptações de fraca qualidade , que nada têm acrescentado à saga. Como tal, acabou por ser com naturalidade que um grupo de fãs uniu esforços para criar uma curta, que envolve a narrativa de Cell. Quem acompanhou a série, vai certamente associar os eventos à timeline e acredito que fiquem entusiasmados com os vinte e oito minutos que se seguem.

Há obviamente pontos de melhoria mas no global dou nota elevada a este projecto. Estão prontos para Trunks, Bulma, Krillin, Chaozu e Tenshinhan? Mantenham o segredo mas há uma breve aparição de Vegeta…

Children of Men

E se em pleno séc XXI o Homem deixasse de se conseguir reproduzir? É basicamente este o conceito de “os Filhos do Homem”. Mergulhado num regime totalitarista e extremamente xenófobo, a Grã Bretanha é a única nação ordeira existente no mundo.

Apesar de dezoito anos sem qualquer nascimento, os cidadãos acreditam que tudo correrá pelo melhor e que o o futuro será auspicioso. Em Londres é formada uma resistência que tenta a todo o custo inverter a situação e que irá contar com a involuntária ajuda de Theo (Clive Owen), um desiludido e alcoólico burocrata.

O milagre vai acontecer e Kee, uma jovem negra, que muito satíricamente representa a salvação da Humanidade, apresenta-se grávida. O filme desenrola-se numa viagem frenética e rodeada de perigos com o intuito de entregar a criança a um barco com rumo aos Açores (sim leram bem), último refúgio da comunidade resistente.

As cenas de accão estão incrivelmente realistas embora reconheça que é um filme “difícil” de se gostar. Michael Caine está soberbo no seu papel, pelo que este é um filme que recomendo.