Luke Cage T.1

Após a sua aparição em Jessica Jones, Luke Cage está de regresso, numa aventura que irá decorrer maioritariamente em Harlem. Vamos tomar conhecimento de toda a história em redor de Carl Lucas, assim como os pormenores da sua estadia em Seagate, onde foi alvo de experiências médicas.

Luke é um funcionário da barbearia de Pop, um local icónico do bairro e que é considerado terreno neutro para as várias facções criminosas que controlam a zona. Tudo começa a correr pelo pior quando Cage é persuadido por Pop a encontrar um jovem (Chico), que se encontra envolvido nos negócios de Cottonmouth (Maershala Ali), o mais poderoso criminoso daquela zona.

É nesta altura que vou evitar os detalhes (spoilers), salientando apenas que existirá um catalisador para uma mudança profunda em Luke Cage, que faz da sua missão eliminar o crime da zona de Harlem. O facto de ser negro e à “prova de bala”, torna-o num herói local, o que chama a atenção de Shades por consequência Diamondback, o líder máximo do crime organizado.

Vamos igualmente tomar conhecimento dos jogos de bastidores políticos, na figura de Mariah Dillard, assim como de um aliado inesperado de Luke na Polícia (Misty Knight). Contem com situações inesperadas, traições constantes e mudanças de facção, tudo com o intuito de subir na cadeia do poder e obter riqueza.

Gostei particularmente da inclusão da personagem de Claire Temple (Rosario Dawson), que dá uma continuidade necessária à série. Apesar do ritmo lento da primeira metade da temporada, o desenvolvimento de personagens é fundamental para dar um sentido de urgência ao que ocorre nos derradeiros episódios.

Vamos ter uma batalha final épica entre Diamondback e Luke Cage e um cliff hanger interessante para o derradeiro episódio. Nem tudo é perfeito em termos de narrativa mas no global considero que estamos perante um excelente início para esta personagem. Como sempre, conto com a vossa participação e sentido crítico, no sentido de iniciarmos um debate construtivo.

Next

Cris Johnson “Frank Cadillac” tem uma espectáculo de ilusionismo em Las Vegas e vive uma vida aparentemente normal. Contudo, esconde um segredo que o tornará num alvo a abater: a possibilidade de visualizar dois minutos do seu futuro e mudar o curso dos acontecimentos. Quando a cidade de Los Angeles é alvo de um provável ataque nuclear a agente do FBI Callis Ferris, conhecedora das capacidades de Frank, vai solicitar ajuda.

Admito que o argumento não é dos mais credíveis, mas como sou fã de Nicolas Cage e Julianne Moore optei por este filme. Está muito longe de ser bom, mas tem os seus momentos, com um twist muito interessante.

E claro a Jessica Biel dá o toque final a este Next, ou Sem Alternativa (brilhante tradução)…

National Treasure

Mais uma vez fui atraído pelo elenco (Harvey Keitel, Nicholas Cage e Jon Voight). Quanto à trama parecia igualmente interessante: Cage é Benjamin Franklin Gates, um estudioso da história americana e membro de uma família que durante gerações se tem dedicado à busca de um tesouro incalculável.

O filme faz muitas referências à maçonaria e a períodos históricos dos EUA (independência) tendo sempre como pano de fundo a luta contra o mal. Nicholas Cage vê-se obrigado a roubar o documento da Declaração da Independência para poder ter acesso à pista seguinte do tesouro.

A ele juntam-se um informático, uma responsável do governo e o seu pai. Este filme tem cerca de duas horas e vê-se bem. A história tem alguma credibilidade e as interpretações não são más (tinham actores para melhor).

Contudo é um filme demasiado patriótico (porque raio é que o maior tesouro da Humanidade tem que estar nos EUA?) e que a partir de certo ponto se torna “irritante”. Tem um final interessante (cheira-me a sequela) mas esperava mais deste tesouro. Tem no entanto uma grande virtude: não caíu no erro de imitar Indiana Jones.