Captain Marvel

Em contagem decrescente para a estreia de Endgame, temos a estreia de Captain Marvel, num filme que narra as aventuras de Carol Danvers, um piloto da Força Aérea Americana que se vê envolvida numa batalha intergaláctica entre os Kree e os Skrulls.

Estamos perante uma história de origem bastante competente, que começa por nos mostrar o quotidiano de Danvers em Hala, a capital de Kree, assim como a sua relação com o mentor Yon-Rogg, interpretado por Jude Law.

Vamos acompanhar uma missão de resgate, em que a nossa heroína, conhecida por Vers, acaba por ser capturada por Talos, o líder dos Skrulls. Graças a uma ousada fuga, Danvers acaba por regressar inadvertidamente ao planeta C-53, mais conhecido por Terra, no ano de 1995.

Uma série de acontecimentos acaba por forjar uma aliança com Nick Fury, na tentativa de compreender qual a ligação com o Projeto Pégaso e a Dra Wendy Lawson, que parece estar ligada ao passado escondido de Carol Danvers.

O primeiro acto de Captain Marvel está bem conseguido, apresentando a premissa inicial do filme e as motivações das várias personagens. Nota de destaque para a (curta) presença do Agente Coulson e para a excelente coreografia das cenas de ação, aliada a uma banda sonora soberba.

É nesta fase que a narrativa perde alguma fluidez, sobretudo aquando da redescoberta de algumas memórias de Danvers, mas consegue recuperar no terceiro acto, com muita ação e algumas revelações. Gostei bastante da adição das personagens de Maria e Monica Rambeau, assim como da história em redor de Fury e de Goose, que na realidade é um Flerken.

É igualmente nesta altura que Danvers consegue atingir a plenitude dos seus poderes, defendendo o planeta do ataque de Ronan the Accuser. No final, Captain Marvel abandona o planeta, com uma missão específica, mas deixa a Nick Fury um pager alterado tecnologicamente, para que possa estar contactável para uma emergência, numa clara alusão à derradeira cena de Avengers.

Existem adaptações face à história da BD, o que é perfeitamente natural mas este filme não consegue atingir, na minha opinião, o patamar de Black Panther, Ragnarok ou Infinity Wars.

Gostei bastante do primeiro e terceiro acto, assim como da interpretação de Samuel L Jackson e Jude Law, que complementam Brie Larson, que sem ser brilhante, consegue ter uma boa prestação.

Bom
75%
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hugocardoso

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