Euro 2016

Temos apresentado selecções de elevado nível nos últimos anos, embora sem resultados dignos de assinalar. Por esse motivo, as escolhas de Fernando Santos não me inspiraram particular confiança, pelos motivos que descrevi no artigo em questão.

Ficámos inseridos num grupo acessível, mas que nos causou muitas dificuldades, resultando em três empates, com exibições muito pouco convincentes. O futebol apresentado era defensivo e muito dependente de iniciativas individuais dos jogadores mais criativos, o que não antevia nada de positivo para o embate com a Croácia.

A realidade é que ultrapassámos os croatas, os polacos e os galeses, atingindo a final de Paris, frente à anfitriã França. E foi nessa altura que a selecção escreveu a sua página mais importante até à data. Num jogo épico, sofremos uma pressão asfixiante durante 70 minutos, perdemos CR7 ainda na primeira meia hora e sofremos um remate ao poste nos descontos do tempo regulamentar. A entrada de Éder para o lugar de Renato Sanches revela-se decisiva, com um golo aos 109 minutos, num remate fantástica a mais de 20 metros da baliza.

Portugal sagra-se campeão europeu, pela primeira vez, com o futebol menos atractivo dos últimos 20 anos. Fernando Santos foi o grande mentor de algo em que poucos acreditaram mas merece todo o meu respeito. Enquanto equipa, fomos quase perfeitos, mas parece-me justo destacar Raphael Guerreiro, Rui Patrício, Pepe e Renato Sanches, que foram absolutamente decisivos em determinados jogos.

A recepção foi apoteótica e merecida para esta selecção. No entanto, continuo a acreditar que podemos jogar mais e melhor, sobretudo com a enorme qualidade nos jovens que estão a despontar nos clubes portugueses. Dito isto, força Portugal e obrigado por este título inesquecível.

Heads Arena

Com o aproximar do Euro 2016, os meus amigos do Poki resolveram celebrar o evento com o lançamento de um jogo. Heads Arena é extremamente viciante e coloca-nos na pele de Bale, Pepe, CR7 e muitos dos jogadores que estarão a representar as 24 selecções nacionais, no torneio de França.

Existem dois modos: o Tournament, em que participamos numa competição composta com 8 equipas, a eliminar. A parte mais interessante é que temos a opção de jogar solo (um jogador) ou 2 VS 2 Coop (2 jogadores), o que aumenta a longevidade do título e acrescenta algo de diferente.

O modo Party apresenta as duas opções acima mencionadas, mas vai ainda mais longe, permitindo 1VS1 (jogador vs jogador) e 2V2 (mesma lógica), o que garante largos minutos de diversão. Vamos ser honestos, quem é que prescinde de tentar derrotar CR7 ou mesmo a poderosa selecção alemã?

A banda sonora de Heads Arena é envolvente e o grau de dificuldade do jogo é proporcional à diversão que fornece. Recomendo vivamente que partilhem a experiência com  amigos, mas não subestimem o adversário, dado que alguma selecções são bastante difíceis de derrotar.

Apesar de preferir a versão online, este título está igualmente disponível para telemóvel e tablet, via AppStore e Android Market. Se são fãs do desporto rei e pretendem seguir a competição com fervor, desafio-vos a tentarem ser campeões da Europa.

Dia 10 de Junho dá-se início ao torneio e cá estaremos para seguir os jogos da Selecção Nacional, apesar de ter pouca confiança nas escolhas realizadas por Fernando Santos.

A minha selecção para o Euro 2016

Foi divulgada ontem a lista dos 23 escolhidos por Fernando Santos para o Europeu e sem grande espanto, a “velha guarda” continua a fazer parte do núcleo duro. Pessoalmente, considero que é fundamental iniciar a renovação da selecção, pelo que vou realizar as minhas escolhas com base nesse critério. Paralelamente, terei em conta a polivalência, forma evidenciada nos últimos meses e um esquema táctico de 4x3x3.

Tenho plena consciência que não existem escolhas consensuais, mas está na altura de preparar o futuro, deixando de lado os lobbies dos empresários, escolhendo os jogadores que mais probabilidades nos dão de realizar uma boa campanha.

Antes de divulgar os nomes, quero apenas fazer menção a alguns atletas (Cedric, Daniel Carriço, Paulo Oliveira, André Pinto, Ricardo Ferreira, Hugo Vieira, Orlando Sá, Marafona, Anthony Lopes, Ruben Neves e William Carvalho) que excluí pelos critérios que mencionei, mas que podiam perfeitamente integrar os 23 finais, face à boa época que desenvolveram. De realçar que por lesão, Fábio Coentrão e Bernardo Silva também fica fora dos 23.

  • GR – Beto, Rui Patrício, João Silva
  • DF – Vieirinha, André Almeida, Pepe, José Fonte, Luís Neto, Josué Sá, Ricardo Pereira, Raphael Guerreiro
  • MD – Renato Sanches, Danilo Pereira, João Mario, André Gomes, Adrien Silva, João Moutinho
  • AV – Cristiano Ronaldo, Rafa Silva, Nani, Pizzi, Diogo Jota, Bruno Moreira

Para terminar, vou partilhar o meu onze inicial  e convidar-vos a opinar acerca do tema. Força Portugal!

  • GR – Beto
  • DF – Vieirinha, Pepe, José Fonte, Ricardo Pereira
  • MD – Danilo Pereira, João Mário, André Gomes
  • AV – Cristiano Ronaldo, Rafa Silva e Pizzi