Devil May Cry T.1

Adi Shankar é o responsável pela nova série de animação de Devil May Cry, que já se encontra disponível via Netflix. A narrativa vai introduzir a origem de Dante, um jovem caçador de demónios, cujo passado vai estar ligado a um evento apocalíptico. A ação decorre nos EUA, em que a DARKCOM (Dark Realm Command), uma organização financiada pelo vice-presidente, tenta erradicar a ameaça demoníaca, com a utilização de armas muito específicas.

Dante vê-se envolvido numa gigantesca conspiração, liderada pelo White Rabbit, que tem como objectivo desactivar a barreira que separa o mundo dos humanos do Inferno. A narrativa está muito bem conseguida e introduz de forma muito competente William Baines, Enzo Ferino e Mary Arkham. No que diz respeito a lore, existem obviamente algumas adaptações mas temos pequenos vislumbres da predileção de Dante por por pizza e sundaes de morango, assim como do seu trágico passado familiar, que será fundamental para o impasse em que terminamos esta primeira temporada.

São oito episódios repletos de ação, em que a nossa perspectiva pode alterar significativamente, em função das revelações que vão sendo introduzidas a meio da temporada. O arco de White Rabbit é fantástico, assim como a sua personagem, convertendo esta série numa experiência muito agradável e que recomendo sem hesitação. Quero igualmente destacar o privilégio de termos a voz de Kevin Conroy no elenco, naquela que terá sido um dos seus derradeiros trabalhos.

No global, há muito para destacar de forma positiva nesta série, que já tem a segunda temporada confirmada. Apesar de ser evidente qual o caminho seguido, confesso que estou curioso no que diz respeito a potenciais ambiguidades na narrativa, à semelhança do que ocorreu nesta primeira temporada.

Devil May Cry

Em 2007, a CAPCOM criou uma parceria com a Madhouse, para criar o anime de Devil May Cry, uma das suas principais franchises.

Dante é um híbrido humano/demónio que tem uma predileção por ingerir pizza e sundaes de morango em doses industriais. Mas o seu principal vício é caçar demónios ou aceitar trabalhos que envolvam lutar contra o supernatural. Os doze episódios desta série apresentam-nos várias personagens, com destaque para JD Morrison, Patty Lowell, Lady, Trish e Sid.

A ação decorre entre o primeiro e segundo jogo desta franchise e é composta por diversos episódios one-shot, aliados a um arco narrativo que engloba os episódios 1, 11 e 12. A personagem de Dante sofre um desenvolvimento significativo, mostrando a sua faceta humana e de preocupação com os seus amigos, bem complementado com momentos humorísticos.

Torna-se complexo falar desta série sem partilhar detalhes, mas contem com uma narrativa fluída, assente em elementos sobrenaturais, mas que consegue criar uma ligação com o espectador. As cenas de ação estão muito bem conseguidas, com a dose qb de violência, tornando esta série numa experiência agradável e que tem um final satisfatório, embora aberto.

Caso pretendam investir tempo, recomendo a sua visualização através do Netflix.