Dark Matter T.2

A primeira temporada demonstrou potencial, embora tenha decorrido a um ritmo demasiado lento, na minha opinião. Paralelamente, ficou pendente um enorme cliff-hanger, que acaba por ser resolvido nos primeiros episódios, de forma pouco convincente.

A primeira fase, que decorre na prisão, é algo enfadonha e sinceramente acrescenta muito pouco à narrativa. É uma realidade que apresenta algumas novas personagens, que acabam por ser removidas da série de forma abrupta. Como habitualmente, vou evitar spoilers, pelo que vou manter as observações a um nível indirecto.

A parte mais positiva acaba por ser o destaque atribuído à androide da nave, assim como ao passado da tripulação, terminando com uma peça de tecnologia que irá permitir uma vantagem táctica à equipa da Razza.

Os últimos episódios são francamente melhores, com traições, mortes inesperadas, realidades paralelas e plot twists que podem fazer a diferença na terceira temporada, que se encontra confirmada. Tenho muito pena que Dark Matter continue a ficar muito aquém do seu potencial, sobretudo em termos de narrativa, que permanece redundante. Para terminar, gostaria apenas de saber se acompanham esta série. Qual a vossa opinião? Partilham dos meus receios?

Dark Matter T.1

Uma tripulação de seis humanos e um andróide despertam em pleno espaço, com uma total ausência de memórias. Esta é a premissa de Dark Matter, a mais recente série do Syfy. Confusos e sem capacidade de se recordarem de qualquer tipo de pormenor, atribuem números a cada um para se identificar. Rapidamente concluem que são uma equipa de mercenários de elite, com uma reputação tenebrosa, o que cria um ambiente de desconfiança, na tentativa de descobrir quem foi o responsável.

Ao longo dos episódios, vamos sendo apresentados ás personagens e respectivas histórias, o que nos permite tirar algumas ilações acerca dos verdadeiros motivos. Pouco é o que parece e ficamos claramente com a sensação de intenções secundárias. Pelo meio, temos algum humor e aparições especiais de David Hewlett, Torri Higginson, Rob Stewart e Will Wheaton.

Apesar de não ter os diálogos épicos de Firefly ou a narrativa envolvente de BSG, estamos perante uma série com muito potencial, que espero venha a ser desenvolvido na segunda temporada. Sem colocar spoilers, é desvendada a identidade do traidor e a tripulação acaba por ser capturada, deixando um enorme cliff-hanger para os próximos meses.

Se são entusiastas de ficção científica penso que ficarão agradados com Dark Matter. Apesar de começar a um ritmo muito lento, a narrativa desenvolve bastante nos últimos cinco episódios, deixando em perspectiva uma segunda temporada extremamente interessada e com acção redobrada.

Dentro da mesma temática, irei brevemente falar-vos de outra série do Syfy, intitulada KillJoys.

Batman: The Dark Knight Rises

Há sete anos atrás Christopher Nolan tomou as rédeas de Batman e criou um universo obscuro e envolvente para narrar a génese do herói de Gotham City. Com a estreia de Dark Knight Rises a trilogia termina, deixando saudades assim como um legado fantástico. Na minha opinião, o grande sucesso dos filmes recai no soberbo casting assim como na visão grandiosa de Nolan, que teve a capacidade de “renovar” uma franchise que em termos de cinema estava num estado moribundo.

Sou um fã confesso do Batman de Tim Burton mas esta trilogia é efectivamente marcante, conseguindo aglomerar interpretações fenomenais de Michael Caine, Gary Oldman e Heath Ledger. Não deixa de ser curioso que Christian Bale seja em parte uma personagem complementar da narrativa, que foca vários pontos da vida de Gotham, quer na perspectiva do herói como dos vilões.

Ra’s Al Ghul, Scarecrow, The Joker e Bane são antagonistas de peso e Nolan faz questão de desenvolver as personagens, dando um ambiente de grandiosidade épica ás batalhas e planos diabólicos dos vilões. The Dark Knight Rises não foge à regra e apresenta-nos Bane, que para mim é uma das grandes figuras do filme. O aspecto sinistro e a aura de invencibilidade que ostenta é genial, catapultando a sua personagem para um patamar muito próximo de The Joker, o que se apresentava bastante difícil.

Pessoalmente, continuo a considerar The Dark Knight como o melhor filme da trilogia e tenho quase a certeza que o The Joker teria igualmente um papel importante nesta aventura final mas por motivos que todos conhecemos Nolan foi forçado a alterar o resultado final. Sem dúvida que The Dark Knight Rises é um filme competente mas esperava mais. Se Bane e Catwoman foram agradáveis surpresas a verdade é que a narrativa em determinados pontos se arrasta, com explicações e twists algo previsíveis.

Nolan tenta ligar os três filmes, com pequenas participações de vilões de Batman Begins mas fico sempre com a sensação de algum vazio. Tenho alguma curiosidade em ver o director´s cut, que será lançado em Blu-Ray, de forma a poder tirar mais algumas ilações. O final é aberto (não vou colocar spoilers) mas espero sinceramente que Batman permaneça “intocável” durante alguns anos. Afinal de contas a trilogia de Nolan colocou Bruce Wayne no lugar que merece, bem no topo das grandes adaptações de super-heróis ao cinema.