Terminator: Dark Fate

Tim Miller é o realizador que tenta recapturar a essência da saga Terminator, que volta a contar com a colaboração (produção e co-argumento) de James Cameron. Desta vez, vamos acompanhar a história de Dani Ramos, que se irá converter na salvadora da Humanidade, muito ao estilo de John Connor.

Existem muitas similaridades com os dois filmes iniciais, embora exista uma tentativa de enquadrar esta aventura na timeline da saga. Sem colocar spoilers, são enviados dois elementos do futuro: Grace, uma cyborg que tem como missão a proteção de Dani e um Exterminador, modelo Rev-9, que é praticamente indestrutível e tem a capacidade de se duplicar.

O primeiro acto serve essencialmente para definir a premissa do parágrafo anterior, para além de explicar a história de Sarah Connor, que acaba por ter um papel relevante no desfecho final. As cenas de ação estão bem conseguidas e apesar de existirem alguns momentos inesperados em termos de narrativa, a realidade é que Dark Fate nunca consegue alcançar o patamar seguinte.

Como habitualmente, vou evitar os spoilers mas considero que, apesar de tudo, este é o terceiro melhor filme da saga. Diria que a presença de Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger são fundamentais para o aumento de qualidade na narrativa, que tem em Grace a sua personagem mais forte, em parceria com Gabriel Luna, que tem um extraordinário desempenho no papel de Rev-9.

Para terminar, diria que Dark Fate é um bom filme pipoca, que consegue melhorar o caminho seguido em Salvation e Genisys, apesar de ter sido uma desilusão em termos de receita de bilheteira.

Mediano
71%

Dark Phoenix

A minha infância foi passada a ler a BD dos X-Men, sobretudo na altura das férias de Verão, na Costa da Caparica. Sou igualmente um fã da primeira trilogia e dos dois primeiros filmes do reboot (First Class e Days of Future Past).

O último projecto ficou claramente aquém das minhas expectativas e a realidade é que Dark Phoenix não consegue fazer melhor. Vivemos numa realidade em que os mutantes são finalmente aceites pela sociedade, ajudando o Governo em missões de resgate e a manter a paz. Não existe qualquer explicação para tal, embora seja possível concluir que tal está relacionado com os eventos que ocorrem em Apocalypse.

Numa das missões a equipa, mais especificamente Jean Grey, é exposta a um estranho fenómeno cósmico que acaba por a transformar profundamente. Pelo meio, existem eventos dramáticos que juntam Magneto e Beast num objetivo comum: eliminar Jean Grey e evitar o fim da Humanidade e dos Mutantes.

Vamos igualmente conhecer a história dos D’Bari, uma raça ligada ao fenómeno da Dark Phoenix mas a realidade é que a narrativa nunca consegue ser fluida e captar a minha atenção. Tenho muita pena que uma das personagens mais icónicas do Universo X-Men seja reduzida a um filme tão mediano, quando a premissa e o potencial são enormes.

Nem a presença de Michael Fassbender e James McAvoy consegue dar a qualidade necessária para tornar Dark Phoenix em algo memorável, neste fecho de ciclo da franchise.

Mediano
63%

The Mummy

Quando a Universal anunciou a criação do Dark Universe, confesso que fiquei entusiasmado com o conceito. O primeiro reboot traz-nos The Mummy, que junta Tom Cruise e Russell Crowe, entre outros, para nos narrar a história de Ahmanet, uma princesa egípcia que é enterrada viva, após assassinar o Faraó.

A narrativa tem início em pleno conflito no Médio Oriente, onde vamos acompanhar Nick Morton e Chris Vail, dois marines que tentam resgatar tesouros perdidos para vender no mercado negro. O seu plano falha miseravelmente, mas permite-lhes encontrar um túmulo que vai mudar a vida de ambos. Nick torna-se parte integrante de uma maldição, convertendo-se no receptáculo humano para a entrada de Set no Mundo dos Vivos.

Vamos ter igualmente a presença da Dra Jenny Halsey, que demonstra um interesse peculiar em estudar o túmulo e os seus segredos. Por último, Russell Crowe interpreta a personagem do Dr. Henry Jekyll, o líder de uma organização governamental que lida com este tipo de ameaças e que tentará frustrar os planos de Ahmanet.

A grande maioria da acção decorre em Londres e no global, o filme é bastante fraco, nunca conseguindo cativar a minha atenção. Nenhuma das interpretações é particularmente envolvente, o que resulta na despreocupação absoluta em relação ao destino das personagens principais. A narrativa é francamente previsível e o casting de Cruise e Crowe pouco acrescentou em termos qualitativos.

Para terminar, apenas salientar que A Múmia de Brendan Fraser é francamente superior a este reboot, que é parcialmente inspirado nesse filme. Diria que o Dark Universe começa de forma muito negativa, deixando pouco espaço de manobra para o próximo projecto, que será a Noiva de Frankenstein.