Aquaman and the Lost Kingdom

A sequela de Aquaman decorre quatro anos após os eventos do filme original. Arthur Curry converte-se no Rei de Atlantis e após o seu casamento com Mera, gera um herdeiro para o trono, Arthur Jr. O primeiro acto introduz um Aquaman frustrado com a burocracia real e os estigmas do passado, que continuam a impedir qualquer relacionamento com a superfície.

David Kane continua apostado em destruir o nosso herói, contando desta vez com a ajuda do Dr Shin. Numa expedição à Antárctida, Black Manta vai encontrar o Black Trident, que pertence ao Rei Kordax, soberano do sétimo reino dos Mares, dando início a um plano que visa aquecer o planeta e reavivar a cidade de Necrus. Para tal, Kane recorre à utilização de Orichalcum, um mineral que se encontra na posse de Atlantis, o que vai originar uma série de confrontos com Aquaman.

Este filme tem várias limitações, nomeadamente no que diz respeito ao (terrível) CGI, para além da polémica com Amber Heard, que foi consequentemente relegada para um papel secundário. A ausência de Vulko cria um vazio no que diz respeito ao papel de mentor, abrindo caminho para várias tentativas de humor, que raramente conseguem ter o efeito pretendido.

Sem relevar pormenores narrativos, o regresso de Orm é forçado mas acaba por ser o ponto mais positivo de um filme que fica muito aquém do seu predecessor. Compreendo que o reboot de James Gunn tenha tido um efeito devastador em todos os projetos mas Lost Kindgom merecia mais e melhor.

Se procuram entretenimento, esta é uma escolha possível mas apenas confirma a péssima fase da DC no que diz respeito a live action dentro do género de super-heróis. Termino apenas com uma nota de rodapé, que diz respeito à presença da portuguesa Jani Zhao, no papel de Stingray.

Mediano
62%

Kotobukiya Iron Man Mark IV 1/6

Após a decisão de colecionar estátuas na escala 1/6 era fundamental adicionar um Iron Man à coleção. A escolha acabou por recair na Kotobukiya, mais concretamente na versão mark IV da armadura, que coincide com o segundo filme da Marvel.

Esta criação data de 2010, mede aproximadamente 33 centímetros e foi esculpida por Ryoichi Ito. Acabei por conseguir um negócio muito interessante, através do Ebay e em pouco mais de uma semana consegui ter esta estátua exposta na minha Detolf.

Gosto bastante do design e da pose (clássica). A base tem a forma do arc reactor e apresenta iluminação independente da estátua, o que permite várias opções de apresentação. A pintura está bem conseguida, com um look matte e texturas metalizadas, que dão uma aspecto final muito do meu agrado.

A cereja no topo do bolo foi o preço final, tornando este peça numa das mais acessíveis da minha coleção, o que é excelente. Termino com algumas fotos, convidando-vos, como sempre, a partilhar a vossa opinião.

This slideshow requires JavaScript.

Aquaman

Os mais recentes projetos da DC foram bastante decepcionantes, com excepção de Wonder Woman, que aliou narrativa, desenvolvimento de personagens a um casting de qualidade. Essas premissas foram mantidas em Aquaman e o resultado é francamente positivo, algo que parecia impensável há cerca de um ano atrás, aquando da estreia de Justice League.

Vamos acompanhar a história de Arthur Curry, filho da Rainha Atlanna e de um humano, que terá a dura tarefa de evitar a guerra entre a Humanidade e os reinos de Atlântida. Para tal, vai necessitar de localizar o Tridente de Atlan, que lhe permitirá dominar todas as criaturas marinhas e unificar os vários reinos.

O primeiro acto é francamente interessante, com destaque para a interpretação de Nicole Kidman, que confere um dinamismo e sentido de grandiosidade em todas as cenas em que participa. Vamos igualmente conhecer Atlântida, mais concretamente a Princesa Mera e o Rei Orm, irmão de Arthur, que tem motivações muito específicas para detestar a Humanidade.

Aquaman tem uma entrada triunfante, com uma cena inicial no submarino, que consegue ser épica e apresentar-nos a génese da criação de Black Manta, um dos seus arqui-inimigos. As cenas de CGI estão espectaculares, conferindo um sentido de escala significativo ao Reino de Atlântida, assim como as coreografias de luta, que são de altíssimo nível.

A narrativa leva os nossos heróis a locais remotos, dos quais destaco Malta e a Fossa das Marianas, onde se localiza o tridente. Ao longo das quase duas horas e meia de filme existe a preocupação de contar uma história, sem esquecer o humor, o que contribui decididamente para que Aquaman seja o (segundo) melhor filme da DC.

O casting foi igualmente muito bem conseguido, apresentando um vilão convincente (Patrick Wilson), duas personagens secundárias altamente relevantes (Dolph Lungdren e Willem Dafoe) e uma química extraordinária entre Jason Momoa e Amber Heard.

Aquaman foi uma excelente forma de terminar o ano de 2018, fazendo crer que a DC pode ter franchises de qualidade, desde que seja exigente nos seus padrões. E agora sim, estou entusiasmado com o potencial da DC em termos cinematográficos.