Deathstroke: Knights & Dragons

Um dos mais recentes projetos de animação da DC centra-se em Slade Wilson e a sua vida de mercenário. O primeiro acto mostra-nos o seu passado, mais especificamente uma aventura sentimental no Camboja que será relevante para o resto da narrativa.

Adicionalmente, temos a introdução da H.I.V.E., que procura a todo o custo recrutar Deathstroke para as suas fileiras. Para tal, solicitam a Jackal uma abordagem mais agressiva, que implica raptar o seu filho, Joseph. A tentativa de resgate não corre conforme esperado e acaba por ter consequência devastadoras para a vida familiar de Slade.

Essencialmente, a história que vamos acompanhar diz respeito a Jericho e Rose, que vão formar uma aliança e punir todos aqueles que os abandonaram. No decorrer do segundo acto, temos a adição de Bronze Tiger e Lady Shiva, como antagonistas e uma missão nas Kerguelen Islands, que se converteu na nova base da H.I.V.E. As cenas de ação estão bem conseguidas e são terrivelmente violentas, ao bom estilo da DC. O casting é bastante sólido, com destaque para Michael Chiklis, Sasha Alexander e Chris Jai Alex.

No que diz respeito ao derradeiro acto, teremos uma nova missão, que implica resgatar o Air Force One e eliminar Jackal. Para tal, Slade conta com o apoio de Adeline e William Wintergreen. Conforme referi, Knights & Dragons é um filme competente, mas fica aquém do patamar que a DC nos habituou.  O final é aberto, abrindo espaço para uma sequela, algo que ainda não foi confirmado pela Warner Brothers.

Mediano
70%

Green Lantern: Beware My Power

John Stewart é um sniper altamente decorado das Forças Especiais, que tem dificuldade em integrar-se na sociedade após passar à reserva. Ao longo do primeiro acto acompanhamos a sua faceta altruísta, culminando no momento em que uma nave, proveniente de OA se despenha.

É precisamente neste momento que um dos Guardiões entrega um anel a John Stewart, enfatizando que é a escolha certa para salvar o Green Lantern Corps . Relutantemente, o nosso herói aceita a dádiva embora tenha claras dúvidas acerca da sua capacidade para desempenhar um papel relevante no destino da Galáxia.

Existem alguns momentos hilariantes, sobretudo na forma como John Stewart aprende a controlar os seus novos poderes. É curiosa a abordagem no que fiz respeito ao anel, que é representado como uma espécie de inteligência artificial, respondendo a perguntas e dando enquadramento ao passado dos Green Lantern.

A narrativa acaba inevitavelmente por introduzir a Justice League, mais especificamente Green Arrow, Martian Manhunter e Vixen, embora apenas o primeiro tenha um papel relevante no desfecho desta aventura. O segundo acto introduz igualmente Hawkgirl e Adam Strange, que vão concluir o quarteto de heróis que vai desmascarar uma conspiração que visa destruir a civilização de Thanagar, que se encontra numa guerra sangrenta com Rann.

Não vou revelar mais detalhes da narrativa, mas contem com as habituais mudanças de fação e revelações surpreendentes. No entanto, confesso que esperava mais, sobretudo pelo nível cósmico da ameaça e das entidades envolvidas.

O casting cumpre a sua função, mas está igualmente longe de outros tempos, o que converte Beware My Power num filme mediano.

Mediano
68%

Supergirl T.5

Esta temporada introduz alterações profundas na narrativa, que culminam com a saída de personagens importantes, assim como a introdução de novas, tais como Andrea Rojas, Kelly Olsen e William Dey. A primeira parte da temporada foca-se no ataque de vários reclusos da Phantom Zone, que foram libertados por alguém muito próximo do Martian Manhunter.

Paralelamente, temos o habitual desenvolvimento de personagens, com destaque para a relação entre Brainy e The Dreamer, assim como o facto de Kara finalmente revelar a sua identidade secreta a Lena Luthor. A organização Leviathan assume um papel mais relevante na narrativa, revelando Rama Khan como o seu líder.

O ritmo frenético da primeira metade da temporada abre caminho para os eventos de Crisis on Infinite Earths, que tem um desfecho muito interessante (sem spoilers), mas que é, na minha opinião, uma oportunidade falhada. A adição de Lex Luthor e Gamemnae é um dos pontos fortes, dado que cria dois antagonistas poderosos e que desafiam a equipa na tentativa de os derrotar.

O ultimo terço de episódios foca-se na nova “realidade”, em que apenas um grupo restrito tem memória dos eventos passados. Temos o regresso de Mxyzptlk e Ben Lockwood, para um arco narrativo muito relevante, que terá impacto para a derradeira temporada.

A derradeira batalha entre Supergirl e Leviathan decorre na realidade virtual da Obsidian e acaba por ser bem sucedida, terminado numa nota muito positiva e que muitos poderiam indicar que conclui a participação de Lex Luthor. Mas digamos que ainda estão reservadas muitas novidades para a derradeira temporada.