Death on the Nile

Kenneth Branagh está de regresso no papel de Poirot. Após o Expresso do Oriente, a escolha recaiu noutro livro icónico de Agatha Christie, que decorre maioritariamente no Egipto.

O primeiro acto mostra-nos um jovem Poirot, em pleno cenário da Primeira Grande Guerra Mundial. A informação que recolhemos é relevante e tem impacto para o resto do filme, dado que humaniza a personagem e dá algum contexto para o acto final de Death on the Nile.

O filme original é um clássico e esta adaptação mantém-se relativamente fiel, retratando o assassinato de Linnet Ridgeway-Doyle, herdeira de uma vasta fortuna e que se encontrava em lua de mel.

Sem colocar spoilers, Poirot vai ser o investigador principal deste caso, que é bem mais complexo do que inicialmente possa parecer. Lentamente, vão sendo reveladas a agenda oculta dos convidados a bordo,

O elenco é de luxo, destacando-se Annete Benning, Kenneth Branagh, Russell Brand, Gal Gadot, Dawn French, Armie Hammer, Emma Mackey e Letitia Wright.

A realização fica a cargo de Branagh e Ridley Scott garante a produção, que consegue retratar com credibilidade o ambiente da época. Pessoalmente, considero-o superior ao primeiro filme, embora fiquem aquém do projeto original, lançado em 1978.

Mediano
69%

The Death of Superman

Baseado nos eventos da BD clássica de 1993, esta produção da DC conta os eventos que originam a batalha épica entre a Liga da Justiça e Doomsday. A narrativa apresenta-nos um Super-Homem confortável no seu papel de herói e jornalista, mas com alguma dificuldade em lidar com a relação amorosa de Lois Lane, que desconhece a sua identidade secreta.

O filme inicia com um ataque da Intergang na Câmara de Metropolis, que é interrompido pela intervenção de Kal-El . As suspeitas apontam na direção de Lex Luthor, que se encontra em prisão domiciliária e com vigilância apertada do Governo. Entre a diversa tecnologia alienígena apreendida, consta uma Mother Box, requerendo a assistência da STAR Labs e do Dr Silas Stone, o pai de Cyborg.

No espaço, o astronauta Hank Henshaw é alertado para uma colisão iminente de um meteorito com a estação espacial, que acaba por dizimar toda a tripulação. Após esse evento, o misterioso projétil embate na Terra, libertando uma estranha criatura, que tem como objetivo a destruição de todas as formas de vida.

A Liga da Justiça é chamada a intervir, mas Hawkman, Green Lantern, Flash, Martian Manhunter, Cyborg e Batman são incapazes de conter a criatura. Entretanto, Clark Kent decide revelar a sua identidade a Lois, acabando com o único segredo que poderia destruir a sua relação, quando é chamado para ajudar na batalha com Doomsday.

Wonder Woman é o último membro da Liga da Justiça a lutar contra Doomsday e acaba por ser salva por Super-Homem, que vai entrar numa batalha épica com esta criatura, que aparenta não ter pontos fracos. A destruição ao longo da cidade de Metropolis é massiva e o nosso herói parece ser incapaz de conter o inimigo, sobretudo com a quantidade de salvamentos que necessita de realizar.

Quando tudo parece perdido, Lex Luthor intervém, afirmando que irá salvar a Humanidade, mas rapidamente compreende o poder de Doomsday, acabando por ser resgatado por Super-Homem. A batalha continua a pender para o lado da criatura, mas num acto final de desespero, Kal-El consegue abater Doomsday, acabando por ser ferido mortalmente por uma das suas garras. Ambos os corpos permanecem no chão inanimados, perante o olhar horrorizado de Lois Lane e da Liga da Justiça.

É construído um gigantesco mural, onde é depositado o caixão de Kal-El, numa cena repleta de simbolismo e que serve de homenagem do Mundo e da Liga da Justiça. É evidente que o filme termina num gigantesco impasse, em que se confirma o envolvimento de Darkseid nestes eventos e uma estranha figura cyborg, com o rosto de Henshaw, emerge na direção da Terra.

Por último, o túmulo do Super-Homem aparenta ser atacado, desaparecendo o corpo e a nave, que aterra algures no Ártico.

The Death of Superman é um filme bem conseguido, com um incrível casting, conseguindo capitalizar na relação entre Lois e Clark, que tenta conciliar a sua vida pessoal com a de super-herói. Existem algumas narrativas secundárias, que serão exploradas na sequela, Reign of the Supermen, que irei igualmente partilhar no Portal Pessoal.

Bom
76%

Death Proof

E durante 127 minutos voltei aos filmes de série Z, em que o enredo pouco ou nada importava e a falta de qualidade na imagem e no som era uma constante. Quentin Tarantino regressa em grande e faz uma homenagem a todo um estilo cinematográfico.

O filme está dividido por uma timeline de 14 meses, em que dois grupos de quatro voluptuosas senhoras vão sentir a ira de Stuntman Mike (Kurt Russell). As cenas de acção são uma constante, mas chamo a atenção para os fantásticos diálogos femininos, que são um misto de comédia e nonsense quase perfeito.

Considero que não seja um filme para todo o tipo de pessoas, aliás foi hilariante ouvir os comentários da fila de trás, que saíram a meio do filme, indignadas com a falta de qualidade da projecção. Não é uma obra-prima, mas é claramente um bom filme, ou não fosse Tarantino o realizador. E que grande banda sonora (como é habitual).