A Haunting in Venice

Após a aventura no Nilo, o belga mais famoso do Mundo escolhe Veneza para usufruir da sua reforma. O primeiro acto transporta-nos para 1947, introduzindo o quotidiano de Poirot, que contratou os serviços de Vitale Portfoglio para sua proteção. A pacata existência, com a busca pelos prazeres simples da vida, parece ter seduzido o o ex-detective, que se encontra claramente desiludido com o rumo da Humanidade.

Na véspera de Halloween, Ariadne Oliver faz uma visita, para apresentar um desafio ás células cinzentas do belga mais conhecido do Mundo. Essencialmente, pretende assistência para identificar os métodos fraudulentos de Joyce Reynolds, uma psíquica que afirma conseguir falar com os espíritos. De forma algo relutante, Poirot concorda deslocar-se ao local escolhido, um ex-orfanato, que serve de residência para Rowena Drake, uma famosa cantora de ópera que perdeu recentemente a sua filha.

Poirot consegue rapidamente expor alguns dos truques da psíquica, que propõe uma segunda sessão, para tentar obter informação adicional acerca da morte da jovem. Lamentavelmente, Joyce Reynolds acaba por ser assassinada, em circunstâncias peculiares, o que leva ao início de uma investigação, que terá ramificações inesperadas.  O segundo acto foca-se na investigação e nos elementos paranormais que envolvem este crime, que coloca à prova as capacidades do detective belga.

Sem colocar spoilers, posso adiantar que o desfecho é distinto da obra literária (Halloween’s Party) de Agatha Christie, assim como da série televisiva. Na minha opinião, é o filme mais fraco da trilogia de Kenneth Branagh, mas continua a proporcionar uma experiência positiva. O elenco é competente, destacando-se os nomes de Kyle Allen, Camille Cottin, Jamie Dornan, Tina Fey, Jude Hill,  Emma Laird, Kelly Reilly, Riccardo Scamarcio e Michelle Yeoh.

Se procuram uma adaptação fiel à obra literária, esta não é a melhor opção. No entanto, estamos perante um filme interessante, que explora o sobrenatural e coloca à prova as capacidades dedutivas do ilustre e único Hercule Poirot. A derradeira cena do filme deixa em aberto a possibilidade de uma nova aventura, que ainda não tem qualquer confirmação oficial.

Mediano
68%

Death on the Nile

Kenneth Branagh está de regresso no papel de Poirot. Após o Expresso do Oriente, a escolha recaiu noutro livro icónico de Agatha Christie, que decorre maioritariamente no Egipto.

O primeiro acto mostra-nos um jovem Poirot, em pleno cenário da Primeira Grande Guerra Mundial. A informação que recolhemos é relevante e tem impacto para o resto do filme, dado que humaniza a personagem e dá algum contexto para o acto final de Death on the Nile.

O filme original é um clássico e esta adaptação mantém-se relativamente fiel, retratando o assassinato de Linnet Ridgeway-Doyle, herdeira de uma vasta fortuna e que se encontrava em lua de mel.

Sem colocar spoilers, Poirot vai ser o investigador principal deste caso, que é bem mais complexo do que inicialmente possa parecer. Lentamente, vão sendo reveladas a agenda oculta dos convidados a bordo,

O elenco é de luxo, destacando-se Annete Benning, Kenneth Branagh, Russell Brand, Gal Gadot, Dawn French, Armie Hammer, Emma Mackey e Letitia Wright.

A realização fica a cargo de Branagh e Ridley Scott garante a produção, que consegue retratar com credibilidade o ambiente da época. Pessoalmente, considero-o superior ao primeiro filme, embora fiquem aquém do projeto original, lançado em 1978.

Mediano
69%