Doctor Strange

Benedict Cumberbatch foi o actor escolhido para representar o papel de Stephen Strange, um neuro-cirurgião famoso, que sofre um terrível acidente de viação e se vê impossibilitado de prosseguir a sua carreira médica. O filme está dividido em três actos fundamentais, mais concretamente a parte mítica, a história de Strange e por último, a batalha final em que são tomadas decisões que terão impacto evidente no resultado final.

Gostei bastante do início, em que ficamos a conhecer a arrogância e o cepticismo de Strange, que se vai dissipando à medida que começa a treinar com The Ancient One, uma poderosa feiticeira/guru/shaman, que consegue controlar o poder de determinadas dimensões. O filme está repleto de misticismo, ilusão e claro, ameaças constantes ao mundo como o conhecemos.

Sem entrar em grandes pormenores, o vilão é Kaecilius, um antigo aluno da Ancient One, que tenta recriar um ritual antigo, no sentido de abrir esta dimensão ao poder de Agamotto. Para tal, necessita de destruir os três Sanctums existentes na Terra, de forma a poder concluir essa missão. Quando tudo parece estar perdido, Strange acaba por entender a sua verdadeira vocação, deixando para trás o seu individualismo e aceitando o seu novo papel como Feiticeiro Supremo.

As cenas de acção são absolutamente soberbas, com destaque para a Dimensão dos Espelhos, bem complementadas por uma narrativa fluida e com alguns momentos cómicos. O elenco está repleto de bons actores, como tem sido apanágio da Marvel, o que acrescenta qualidade ao produto final. Gostei francamente do primeiro filme de Doctor Strange, que tem sequela confirmada. Há um equilíbrio entre enredo e acção, o que era fundamental num tipo de herói que luta essencialmente com magia e encantamentos.

Para terminar, recomendo apenas que aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas. Posso adiantar que uma está relacionada com Ragnarok e a outra com a sequela deste filme.

Doctor Who T.8

Curiosamente é a primeira vez que vou falar neste espaço de uma das minhas séries preferidas. Doctor Who, para quem não sabe, conta as aventuras de um Time Lord, proveniente do planeta Gallifrey, que tem a capacidade de viajar pelo tempo, na tentativa de salvar o máximo de civilizações que conseguir.

Esta oitava temporada marca a regeneração e transformação para o décimo segundo Doutor, tendo a escolha recaído em Peter Capaldi, que deu um toque distinto à personagem. Os primeiros episódios mostram-nos um Doutor a roçar o bipolar, com mudanças frequentes de humor e com fases de loucura absoluta. No entanto, com o avançar da temporada, tudo começa a fazer sentido e a relação com Clara Oswald atinge um patamar elevado.

Na minha opinião, o sucesso da série está precisamente nas relações pessoais, assim como na qualidade da narrativa e esta temporada está repleta de episódio brutais. Recomendo vivamente o especial de Natal, que é absolutamente soberbo e tem algumas referências a Alien.

Esta pérola da BBC não é para todos, mas se são entusiastas de ficção científica e apreciam humor, não há como errar. Se possível, comecem pela primeira temporada, que é de 2005 e apresenta-nos Christopher Eccleston no papel do Doutor.

Doctor Who

O doodle de hoje diz respeito ao 50º aniversário de uma série de culto da BBC: Doctor Who. Como entusiasta de ficção científica não posso deixar de realçar esta iniciativa, até porque é uma das minhas séries de eleição. Para quem não conhece fica a sugestão: comecem pela remake de 2005 ou se preferirem os originais de 1963 e acredito que ficarão fãs.

Doctor Who conta as aventuras do último  Time-Lord, que visita o Universo em eras diferentes, com o intuito de resolver mistérios e ajudar a Humanidade. A sua viagem conta com um companheiro, que é normalmente escolhido de forma aleatória (ou talvez não) e partilha a experiência de viajar na Tardis, a famosa máquina do tempo, que tem o aspecto de uma velha caixa azul.

Existem inúmeros inimigos mas destacaria os Daleks, Cybermen, Sontarans, Silurians e o infâme The Master. Os episódios são absolutamente soberbos, repletos de humor e com uma toada não violenta. Pensem em Doctor Who como um Ghandi com uma sonic screwdriver.

E como diz a River Song… “no spoilers”. Recomendo sem hesitação que passem a acompanhar Doctor Who, que será representado por Peter Capaldi (o 12º Doutor).

 

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