Game of Thrones T.8

O primeiro grande momento da temporada é o primeiro encontro de Daenerys e Cersei, na companhia de uma comitiva que leva consigo um White Walker. A sequência está muito bem conseguida, agregando a componente de sobrevivência com a estratégica política, na tentativa de manter Cersei no poder.

A Norte, com a queda da Muralha, o Exército dos Mortos aproxima-se de Winterfell, aumentando drasticamente os seus números pelo caminho. No entanto, John regressa ao Norte, trazendo consigo Daenerys, os dragões e o seu exército de Dothraki e Unsullied, assim como a promessa de ajuda de King´s Landing.

A batalha de Winterfell é verdadeiramente épica, apesar da polémica em redor da fraca visibilidade, algo que é claramente propositado e com o intuito de “minimizar” o impacto dos dragões no desfecho final.

Arya, John, Brann e Sansa reunem-se finalmente, criando um plano que consiste em atrair o Night King para uma armadilha, aproveitando a sua clara obsessão com Brann. A batalha é violenta, repleta de baixas para ambos os lados, mas acaba por ser conquistada graças à intervenção de Arya, num dos momentos mais satisfatórios da oitava temporada.

Uma das minhas grandes críticas para esta derradeira temporada é o ritmo (frenético) da narrativa, que apresenta uma inversão clara na personalidade e intenções de diversas personagens, o que simplesmente não faz sentido.

A segunda batalha opõe os exércitos sobreviventes do Norte à Companhia do Ouro, um grupo de 20.000 mercenários contratados por Cersei, que conta ainda com a Frota de Ferro, liderada por Euron Greyjoy.

Tendo em conta a escala da batalha de Winterfell confesso que fiquei desiludido com a de King´s Landing. Aliás, toda a sequência tem como objetivo justificar uma mudança radical na conduta de uma das personagens, o que não me choca, caso não fosse sustentado de forma muito frágil. Pessoalmente, o momento mais satisfatório é a batalha entre os irmãos Clegane, que tem um fim poético, dando uma sensação de fecho de ciclo.

As várias mortes do penúltimo episódio são pouco memoráveis, apesar de relevantes para a narrativa, mas falham em ter o wow-factor que Game of Thrones merecia. Os eventos finais, com as escolhas de John Snow e sobretudo com os critérios de nomeação para o novo Rei, são altamente subjetivos, embora coerentes com o ritmo frenético que foi seguido.

Pessoalmente, gostaria que esta temporada final tivesse mais foco na narrativa, sobretudo para justificar as mudanças de comportamento que ocorrem. Não existem séries ou finais perfeitos, mas fico com a sensação que GoT merecia algo mais épico para terminar esta fantástica viagem de sete anos.

Kingsglaive: Final Fantasy XV

A história que vamos acompanhar complementa o épico jogo Final Fantasy XV, apresentando uma narrativa centrada no reino de Lucis, que tenta sobreviver à guerra com Niflheim. Após muitos anos de batalhas sangrentas, existe a possibilidade de tréguas, “bastando” para tal que o Príncipe Noctis aceda a casar com Lady Lunafreya, a princesa de Tenebrae.

O Rei Regis tem ao seu comando os Kingsglaive, uma força de elite que consegue utilizar magia para combater as forças inimigas e que vai ser fundamental para os eventos que se vão desenrolar. Estamos perante uma produção de qualidade, com CGI impressionante e que nos consegue agarrar durante os 110 minutos de duração.

Vou evitar os spoilers, mas como sempre, vamos ter traições e chegar à conclusão que Niflheim tem outros planos para o reino de Lucis. O derradeiro obstáculo para o inimigo é Nyx Ulric, um dos guerreiros da Kingsglaive, que fica encarregue da segurança de Lady Lunafreya.

Estejam preparados para batalhas épicas e fantásticas cenas de ação, envolvidos numa constante luta para sobrevivência. Destaco igualmente o fenomenal casting em termos de voz, com destaque para Lena Headey, Sean Bean e Aaron Paul, entre muitos outros.

Sejam ou não fãs da saga Final Fantasy, este é um filme que recomendo, pela sua qualidade e riqueza em termos de animação e narrativa. Ah e claro, está disponível no Netflix.

Final Space T.1

Olan Rodgers é o criador desta série, que tem a sua génese no canal de YouTube, em 2010, onde captou a atenção de Conan O´Brien, que demonstrou interesse em tornar o projecto numa realidade. Oito anos depois, Final Space está finalmente disponível e conta com a produção de O´Brien, que dá igualmente voz a uma das personagens secundárias.

Gary é o típico anti-herói, que se vai envolver, de forma peculiar, numa trama interestelar, de proporções épicas. Tudo começa a bordo da Galaxy One, uma nave prisão, onde Gary cumpre uma pena de cinco anos, após ter destruído uma frota da Infinity Guard, na tentativa de conquistar o afecto de Quinn.

Numa das suas reparações, vai conhecer uma estranha criatura, que apelida de Mooncake, originando uma série de eventos, envolvendo caçadores de recompensa e a primeira aparição de Lord Commander, que pretende capturar a criatura, que apelida de Espécime E-351.

Avocato, um dos caçadores de recompensa vai aliar-se a Gary nesta luta pela sobrevivência da Galáxia, que se avizinha complexa face ao poderio do vilão Lord Commander. A série está repleta de humor e conseguiu cativar a minha atenção ao longo dos dez episódios, apresentando de forma muito coerente as várias personagens e respectivas motivações.

Gary consegue ajudar Avocato a libertar o seu filho, Little Cato, unindo igualmente forças a Quinn e a uma misteriosa viajante do tempo (NightFall), no sentido de salvar o Planeta Terra. Ficamos igualmente a saber que Lord Commander pretende capturar Mooncake para o utilizar como fonte de energia para uma arma que vai criar uma ruptura no espaço, permitindo a passagem dos Titãs que se encontram aprisionados no Espaço Final.

Recomendo vivamente esta série, que está disponível via Netflix. A produção, como referi, é de Conan O´Brien, contando igualmente com um elenco soberbo, dos quais destaco Fred Armisen, Gina Torres, David Tennant, Steven Yeun, Ron Pearlman, Tika Sumpter e Tom Kenny, que conseguem elevar o nível de Final Space a um patamar muito elevado.

É com muito agrado que constato já ter sido confirmada a segunda temporada, que deverá ser disponibilizada em 2019, com um total de treze episódios. E caso não tenham ainda percebido, sou realmente um grande fã desta série de animação. Ainda estão aí? Agradeçam-me mais tarde pela sugestão.