The Hunger Games

Lentamente a minha “lista da vergonha” vai sendo percorrida. Tive finalmente oportunidade de assistir ao primeiro filme da saga e vou partilhar a minha opinião sobre o tema.

A obra de Suzanne Collins serve de inspiração para este universo distópico, em que a Nação de Panem está dividida em doze distritos. No primeiro acto ficamos a compreender a hierarquia social, assim como os eventos que levaram a uma revolta e à eliminação do décimo terceiro Distrito.

Como forma de tributo, é celebrado anualmente os Hunger Games, que são essencialmente um sorteio, em que são escolhidos dois jovens de cada distrito, para combater numa arena até à morte. Para tornar o cenário ainda mais surreal, apenas pode existir um vencedor, que se converte num símbolo e no treinador/conselheiro para as gerações futuras deste evento.

Katniss Everdeen é uma jovem do Distrito 12, que se voluntaria para os Jogos, de forma a salvar a sua irmã mais nova, que foi sorteada para a edição 74. Peeta Mellark é o outro jovem que a acompanha, por motivos totalmente distintos mas que serão revelados ao longo do filme.

Adicionalmente, existe uma ligação entre ambos, que será desenvolvida ao longo da narrativa. O primeiro acto consegue envolver-nos neste mundo, mostrando as assimetrias entre a pobreza dos vários distritos, sobretudo quando comparado com o luxo da capital, que interpreta os jogos como pura diversão e entretenimento. Existem igualmente inúmeros jogos de bastidores, que implicam apoio por parte de patrocinadores, o que fará toda a diferença em termos de sobrevivência.

A floresta é o cenário escolhido para a batalha, em que serão forjadas alianças, assim como traições inesperadas. Não vou obviamente divulgar o desfecho, mas posso salientar que será algo relevante e que irá sustentar a narrativa para o filme seguinte.

Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemnsworth, Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Stanley Tucci, Donald Sutherland e Lenny Kravitz são as personagens mais relevantes deste primeiro filme, que retrata muito bem a ambiguidade desta sociedade, dando início a uma revolução que será liderada por Katniss.

Mediano
70%

Lisboa Games Week 2019

Pelo sexto ano consecutivo marquei presença na LGW, que continua a ter a FIL como palco central. O evento ocupa (uma vez mais) dois pavilhões e aglomera experiências de realidade virtual, palestras, workshops, torneios de eSports, divulgação de títulos indie e os inevitáveis blockbusters da Sony, Microsoft e Nintendo.

Na edição deste ano, houve poucas novidades no que diz respeito a expositores mas parece-me sempre importante destacar a presença da Nostalgica, que apresentou um stand diferente e com algumas componentes didácticas. Como vem sendo habitual, a faixa etária entre os 14-18 compareceu em força, ocupando a maior parte dos espaços dedicados a merchandising e lançamento de novos títulos.

Continua a ser fácil circular pelo recinto e assistir a torneios ou experimentar alguns jogos de tabuleiros, desde que evitem o fim de semana, que é claramente o pico da exposição. Na edição deste ano confesso que não encontrei muitos projetos do meu agrado, com excepção de A Horde Too Many, um título indie desenvolvido em Portugal e que aparenta ter enorme potencial.

Espalhado pelos dois pavilhões podem igualmente encontrar vários stands dedicados exclusivamente ao merchandising, com destaque para temas como Anime e Funko Pop, assim como alguns adereços de filmes da MCU e de outras franchises da cultura pop.

No global, a LGW é uma experiência interessante, embora tenha ficado com a clara sensação que a edição deste ano poderia ter apresentado mais diversidade. Talvez seja o facto de marcar presença em vários eventos semelhantes ao longo do ano mas, para mim, faltou o wow factor na edição de 2019.

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