The Hobbit

Após a estrondosa adaptação da trilogia do Senhor dos Anéis temos o privilégio de voltar à Terra-Média para mais uma aventura. Desta vez a obra escolhida foi The Hobbit e Peter Jackson voltou a tomar conta das rédeas dum projecto que parecia condenado a falhar apos a saída de Guillermo Del Toro. Vou evitar os spoilers porque nem todos os leitores do blog podem ter conhecimento da obra literária de Tolkien, o que só por si é uma falha tremenda. Aliás, aproveito para sugerir a leitura imediata dos livros, que marcam claramente um estilo inconfundível.

Mas deixemos de parte esses “pormenores” e passemos à minha análise acerca do filme. A principal preocupação consiste no facto de Jackson ter optado por uma trilogia, decisão arriscada para um livro com uma narrativa bem mais curta do que o Senhor dos Anéis. Após ter visionado esta primeira parte, confesso que fiquei agradavelmente surpreendido com a fluidez. As pequenas adaptações são sempre no sentido de ligar Hobbit à restante obra, o que funciona excepcionalmente bem. Os cerca de 170 minutos estão repletos de pormenores deliciosos e quem é fã do universo de Tolkien ficará agradado com o resultado final.

Não deixa de ser curioso que todas as dúvidas acerca do filme se dissipem no início, com as primeiras imagens e aquela fantástica banda sonora, que me transportou de imediato da cadeira para a Terra Média. Para não variar a escolha dos actores é simplesmente soberba e as aparições de Elrond, Galadriel, Saruman, Gandalf, Frodo e Gollum são a cereja no topo do bolo. Uma pena que este primeiro episódio termine num dos momentos mais interessantes mas resta aguardar pacientemente pela próxima aventura (The Desolation of Smaug). Em jeito de balanço, recomendo sem hesitação uma ida ao cinema, de preferência para assistirem à versão 2D. Continuo com muita dificuldade em recomendar filmes em 3D, uma tecnologia que na minha modesta opinião é claramente sobrevalorizada.

Obrigado Peter Jackson por mais uma trilogia que ficará na História!

Jumper

Hayden Christensen, Samuel L. Jackson e Diane Lane só por si não garantem um bom filme, sobretudo quando não há enredo. Este é a grande ilação a retirar de Jumper.

A grande vantagem foi que apenas gastei um euro no bilhete (pontos da Galp). Como filme de acção está interessante, tem bons efeitos especiais e fala-nos da batalha entre os Jumpers, humanos com a capacidade de se teleportar para qualquer ponto do mundo e os Paladinos, uma agência que caça e elimina Jumpers.

Tudo o resto falha redondamente, apesar do realizador tentar muito timidamente contar a história da família de David (Hayden Christensen) , mas parece-me que com o êxito de bilheteira teremos uma sequela. Na minha modesta opinião, é um filme a evitar caso pretendam ir ao cinema.

1408

Mike Enslin é um escritor com vasta experiência na elaboração de obras que desmistificam a existência do oculto. Sendo necessário um fim para o seu mais recente livro, é com curiosidade que recebe um convite para se deslocar ao Hotel Dolphin, mais concretamente ao quarto 1408, local que tem sido alvo de inúmeras mortes inexplicáveis.

Com o decorrer do filme, somos confrontados com os fantasmas do passado de Mike, assim como uma sequência de acções que poderá ou não ter relevância para o final. É um típico thriller psicológico, baseada na obra de Stephen King. Samuel L Jackson tem uma aparição breve, como o gerente do hotel.

A grande questão é: conseguirá Mike Enslin fazer o checkout? Tal como é avisado “ninguém aguenta mais de 60 minutos no quarto 1408″…