Hitman’s Wife’s Bodyguard

Michael Bryce está de regresso para mais uma aventura épica, repleta de humor e com a participação de Darius Kincaid e a sua esposa, Sonia. O primeiro acto introduz a premissa principal, que consiste numa missão de resgate.

Bryce tenta encontrar o seu equilíbrio emocional, dado que a sua licença de guarda costas está suspensa e Sonia Kincaid vai recrutar os seus serviços para salvar Darius, que aparenta ter sido sequestrado por uma organização criminosa que pretende destruir a economia europeia. As cenas de ação são completamente ridículas e a sinergia entre Salma Hayek e Ryan Reynolds é contagiante, resultando num filme divertido e que não se leva particularmente a sério.

Adicionalmente, este trio vê-se forçado a trabalhar para Bobby O’Neill, um agente da Interpol que pretende capturar Aristotle Papadopoulos, o magnata grego que controla uma poderosa teia criminosa. A narrativa é o menos relevante neste filme, mas existe, conduzindo o segundo acto pelo passado de Sonia Kincaid, que tem uma ligação inesperada ao vilão.

A cereja no topo do bolo é a inserção de Michael Bryce Sr. na narrativa, uma lenda do universo dos guarda-costas, que fecha o arco narrativo deste filme. O terceiro acto conta com as habituais cenas de ação e uma batalha final memorável, a bordo de um iate. Se procuram um filme despretensioso e divertido esta é sem dúvida uma boa escolha.

O casting composto por Antonio Banderas, Morgan Freeman, Samuel L Jackson, Salma Hayek, Ryan Reynolds, Frank Grillo e Tom Hopper é soberbo e vale certamente os 100 minutos de investimento.

Mediano
66%

Mortal Engines

Em 2009, Peter Jackson adquiriu os direitos para adaptar a obra de Philip Reeve ao cinema. Oito anos mais tarde, surge Mortal Engines, uma co-produção americana e neozelandesa que nos leva mil anos para o futuro, num futuro steampuk que ocorre após os eventos da Guerra dos Sessenta Minutos.

A civilização ocidental passou a aglomerar-se em Traction Cities, gigantescas cidades que conseguem mover-se pelo chão, a grande velocidade. No primeiro acto, vamos conhecer Hester Shaw, uma fugitiva com uma estranha cicatriz na sua face e Tom Natsworthy, um aprendiz do museu da Cidade de Londres, que se veem envolvidos numa conspiração que visa a destruição da muralha da China.

O vilão é Thaddeus Valentine, um arqueólogo que procura replicar tecnologia antiga, na tentativa de construir uma bomba quântica, a arma responsável pela Guerra dos Sessenta Minutos e que mudou a civilização como a conhecemos. Conforme mencionei, o ambiente é muito steampunk e o conceito no geral, é extremamente interessante, mas falha na componente das personagens e do próprio ritmo. São raros os momentos em que sentimos alguma preocupação para com o bem estar de Tom e Hester, que tem uma história de origem terrivelmente previsível e que pouco acrescenta à narrativa.

Os pontos mais altos são a interpretação de Hugo Weaving e a personagem de Anna Fang, uma fora da lei que é responsável pela defesa da Muralha Chinesa. O segundo acto, que acompanha a viagem dos nossos heróis é bastante fraco, valendo apenas pela introdução da personagem de Shrike, que tinha potencial para ser um antagonista relevante mas que acaba por ser terrivelmente mal aproveitado.

O acto final apresenta a batalha final, que opõe a cidade de Londres e a Muralha da China, mais conhecida por Shield Wall. As cenas de ação estão bem conseguidas e sinceramente, esta acaba por ser a parte mais interessante do filme, que falha redondamente na sua tentativa de criar um universo aliciante, que sustentasse o lançamento de dois filmes adicionais, para completar a saga. Previsivelmente, o filme foi um insucesso nas bilheteiras, o que inviabilizou a continuidade do projeto.

Mediano
66%

Zoo T.3

A terceira e derradeira temporada de Zoo mostra um cenário apocalíptico, em que a Humanidade se encontra estéril e condenada à extinção. Foi construída uma gigantesca barreira, que separa a Costa do Pacífico dos temíveis híbridos, que evoluíram a um ritmo assustador.

Jackson está na linha da frente, assumindo uma nova identidade, com o intuito de ajudar Abraham, agora um Doutor,  na busca de uma cura para a esterilidade. Jamie encontra-se obcecada por encontrar um misterioso membro dos Shepard e Clementine vai reaparecer na narrativa, após ter provas que o seu Pai se encontra vivo.

Sem colocar spoilers, a equipa acaba por se reunir, após reencontrarem Mitch, que sobreviveu milagrosamente ao ataque que conclui a temporada anterior. A vilã principal é Abigail, a irmã perdida de Jackson Oz e que tem um plano maléfico que consiste na ascensão dos híbridos ao topo da cadeia alimentar.

Há uma mudança profunda nas motivações das principais personagens, que se torna obsessiva em vários níveis e que vai condicionar as suas ações ao longo desta temporada, que é francamente penosa. São introduzidos alguns twists na narrativa que nunca são convincentes e que me levam a não conseguir recomendar esta temporada, excepção feita a quem acompanhou desde o início.

No entanto, saliento desde já que a série foi cancelada e termina num gigantesco cliffhanger, o que é tudo menos surpreendente.