The Defenders

O universo Marvel que foi criado na Netflix é fascinante e The Defenders continua a explorar a temática da organização criminosa The Hand, levando-nos finalmente a conhecer as suas verdadeiras intenções. Os primeiros episódios são dedicados a enquadrar a narrativa, envolvendo inicialmente de forma indireta todos os heróis, que acabam por formar uma equipa disfuncional mas focada em salvar a cidade de Nova Iorque.

Vamos igualmente conhecer os cinco dedos da Mão, que é liderada por Alexandra (Sigourney Weaver), assim como os segredos para a aparente imortalidade dos seus membros. A narrativa central assenta na necessidade de capturar Danny Rand, que aparenta ser a chave necessária para desbloquear algo místico que The Hand pretende obter.

Com o objetivo comum de travar a destruição de Nova Iorque, Jessica Jones, Luke Cage, Daredevil e Iron Fist juntam forças, com a ajuda de Stik, o velho mestre de Matthew, que está infimamente ligado à história de K´un Lun e Danny Rand.

Pessoalmente, gostei bastante desta série, dado que combina múltiplas personagens das séries da Marvel, num puzzle que lentamente vai sendo construído e que, de forma inteligente, lança algumas premissas interessantes  para a terceira temporada de Daredevil e a segunda de Luke Cage e Iron Fist.

Vou evitar os spoilers mas posso adiantar que o antagonista principal é uma personagem importante do universo Marvel, infimamente ligado a Daredevil e que as coreografias de luta estão extremamente bem conseguidas. Por último, salientar o quão bem funciona a disfuncionalidade entre os membros da equipa, que apresentam visões e princípios opostos, mas que no final acabam por unir esforços para derrotar a Mão, após uma batalha épica nas catacumbas de Midland Circle.

Jessica Jones T.1

O êxito de Daredevil abriu as portas para o aparecimento de novos heróis via Netflix. Jessica Jones é o mais recente projecto, narrando as aventuras de uma investigadora privada, que tenta desesperadamente encontrar a redenção pelos seus actos passados.

Pouco ou nada é mencionado acerca da génese desta heroína, que no universo da Marvel apresenta ligações profundas a Peter Parker. Durante esta primeira temporada, ficamos a saber que Killgrave controlou telepaticamente Jones, forçando-a a cometer um assassinato. Após uma crise profunda, o alcóol e o sentimento de vingança são tudo o que resta, originando uma narrativa algo sombria, mas repleta de twists e com um grau de qualidade elevado.

Mais uma vez, o casting é soberbo, com destaque para David Tennant (Killgrave), Carrie Ann Moss (Jeri Hogarth) , Mike Colter (Luke Cage) e Eka Darville (Malcolm). Existe uma simbiose quase perfeita entre o desenvolvimento das personagens e a acção, conferindo um ritmo fantástico à primeira temporada, que termina de forma muito interessante.

A interpretação é excelente e o vilão escolhido é absolutamente fantástico, o que é fundamental para manter o interesse ao longo dos 13 episódios. A participação de Luke Cage é igualmente digna de registo, sobretudo pela forma como é enquadrada com os eventos que decorreram no passado e que se ligam a Killgrave. E evitando spoilers, vamos assistir à transformação de algumas personagens, que irão tornar-se os vilões e heróis do futuro.

No geral, Jessica Jones é uma série muito competente, e embora não atinja o nível de Daredevil, deixa sem dúvida uma excelente imagem. Confesso que estou entusiasmado para a próxima temporada, assim como para os projectos futuros que se encontram confirmados:

  • Luke Cage – 30 Setembro 2016
  • Iron Fist – 2017
  • Defenders- 2019
  • The Punisher- data por confirmar

Para terminar, e caso ainda não tenham visto esta série, façam-no sem hesitação. Garanto que não se vão arrepender.

The Kingdom of Crystal Skull

É verdade, Indiana Jones está de volta! Dezanove anos depois, o nosso herói apresenta-se mais velho mas ainda em grande forma. Neste quarto filme, a aventura leva-nos na senda da caveira de cristal de Akator e o seu grau de importância no conhecimento dos povos maias.

Para não colocar spoilers, devo dizer-vos que o trailer não dá a entender a verdadeira essência do enredo. Harrison Ford traz-nos de volta uma das figuras míticas da 7ª arte, embora partilhe parte dos louros com o seu filho Mutt.

São cerca de duas horas de puro entretenimento, com muita acção mas pouco enredo. É fantástico reviver algumas da personagens de filmes anteriores, a música do genérico e o som do chicote do Dr Jones, mas não chega. Kate Blanchett interpreta uma vilã russa, que pretende descobrir os poderes da mente e acredita que a caveira é a solução.

Os efeitos especiais são extraordinários, mas aquela sequência final parece-me completamente desajustada (sem spoilers). Para mim, faria mais sentido lançar a teoria e deixar a interpretação ao critério do espectador.

Resumindo, Crystal Skull é um regresso mediano, e, na minha opinião,  a aventura mais fraca da saga, embora dispensável para os verdadeiros fãs.