King Arthur

Legend of the Sword é realizado por Guy Ritchie, seguindo uma abordagem diferente à tradicional história do Rei Artur. Os minutos iniciais apresentam-nos a premissa do enredo, dando a conhecer o desejo de poder de Vortigern, o irmão do Rei Uther Pendragon, que faz um pacto de sangue que lhe permite ascender a Rei de Inglaterra.

Artur acaba por escapar ileso, graças à coragem dos seus Pais, sendo criado por prostitutas em Londinium, onde vai desenvolver aptidões naturais para a luta, criando uma rede de negócios que envolve o pagamento de comissões para contrabando e outras actividades ilícitas.

Misteriosamente, a Excalibur reaparece no local onde o Rei Uther foi assassinado, instigando uma violenta acção de Vortigern, que obriga todos os jovens a tentar retirar a espada da pedra onde se encontra, na tentativa de encontrar Artur. Ficamos a saber que existe uma lenda, que narra o regresso do legítimo herdeiro da coroa, algo que o actual Rei vai tentar impedir a todo o custo.

O filme tem os seus momentos de acção verdadeiro épicos, sobretudo a partir do momento em que Artur passa a brandir a Excalibur. Parece-me desnecessário abordar a narrativa, dado que todos sabemos como termina, pelo que me vou limitar a falar das interpretações e o resultado final.

Apesar do elenco repleto de nomes sonantes (Eric Bana, Jude Law, Dijon Hounson e Charlie Hunnam) o produto final está longe de me convencer. É um filme repleto de acção, com uma cinematografia digna de registo mas que falha na empatia com o público. As partes sobrenaturais são interessantes e a inserção da aprendiz de Merlin tenta criar alguma dinâmica com Artur, sem sucesso.

Se procuram algo para vos entreter durante duas horas, Legend of the Sword pode ser interessante, mas não consigo recomendar o filme, mesmo sendo um fã do trabalho de Guy Ritchie.

Kong: Skull Island

O início deste filme tem como pano de fundo uma “dogfight”, entre um piloto americano (Hank Marlow) e um nipónico (Gunpei Ikari), que termina com o aparecimento de Kong, em plena Skull Island. A premissa desta aventura assenta na descoberta da ilha, por parte de uma organização do Governo Americano, de nome Monarch.

Segue-se o processo de recrutamento da expedição, que inclui cientistas, uma fotógrafa de guerra, membros do exército americano, liderados pelo Tenente Coronel Preston Packard e o Capitão James Conrad, um batedor das Forças Especiais Britânicas.

Temporalmente, a acção decorre imediatamente após a guerra no Vietnam, sendo notória a tentativa de obter um feel “Apocalypse Now”. Assim que a equipa entra na Ilha, temos o primeiro confronto com Kong, que consegue dizimar as forças americanas, assim como os helicópteros, eliminando o único meio de transporte disponível para a extracção.

Segue-se uma verdadeira luta pela sobrevivência, em que vai lentamente vamos descobrindo o papel de Kong no ecossistema da Ilha. A abordagem utilizada é muito semelhante a Godzilla, funcionando com uma forma de equilíbrio natural entre as várias espécies.

Os nossos heróis vão encontrar uma tribo local, assim como um sobrevivente da Segunda Grande Guerra, que lhes dará a conhecer os Skullcrawler, uma raça que vive no subsolo e que foi despertada pelas cargas sísmicas e explosões realizadas pelas forças militares.

No último acto da narrativa, temos a batalha final entre Packard, Kong e o Skullcrawler, assim como a tentativa de chegar à parte norte da Ilha, onde podem ser resgatados por um transporte aéreo. No global, estamos perante um filme competente, fluido e com excelentes cenas de acção. Em termos de interpretações, destaque para John C. Reilly e Samuel L. Jackson, que conferem aquele toque extra de classe.

Recomendo apenas que aguardem pelo final dos créditos, dado que existe uma cena que sugere uma sequela, mas focada em Godzilla (temos igualmente imagens de Rodan, Mothra e King Ghidorah).

Obrigado Rei Eusébio

É frequente associarmos os três F quando pensamos em Portugal (Fado, Futebol e Fátima) e sem dúvida que Eusébio da Silva Ferreira representa como ninguém o futebol lusitano e do SLB. Apesar de hoje ter partido aos 71 anos, o seu legado permanece e a lenda continuará viva no coração de todos os benfiquistas e adeptos do desporto.

Tem sido fantástico observar as centenas de notícias e condolências via redes sociais, quer seja de ex-glórias do futebol, passando por clubes e terminando em rivais e adeptos de equipas derrotas pelo SLB dos anos 60. Mais do que vencer, Eusébio ganhou o respeito dos rivais com a sua simplicidade e simpatia. Como alguém comentou no Twitter, não é coincidência que seja enterrado no Dia de Reis.

Eusebio_Estatua

O trono do Rei