Hellboy: Sword of Storms

A fantástica obra de Mike Mignola teve a sua primeira adaptação em termos de animação com Sword of Storms. Doug Jones, Selma Blair e Ron Perlman dão a voz ás persongens principais, à semelhança dos filmes live action.

A ação tem início num templo Maia, em que Hellboy, Abe e Liz enfrentam uma horda de zombies. Após uma batalha árdua, os nossos heróis saem vencedores, regressando à base. A narrativa prossegue, apresentando o Professor Mitsuyasu Sakai, que se encontra a estudar um antigo pergaminho, que narra a lenda de dois demônios que são aprisionados numa katana, denominada Sword of Storms.

Após a introdução, o Professor Sakai é possuído pelo espírito dos Demónios, que pretendem localizar a katana e destrui-la, para obter a sua liberdade. Após um ataque ao colecionador que é o atual dono do artefacto, o BPRD é chamado a investigar. Hellboy, Kate Corrigan e o psíquico Russell Thorne são os elementos destacados para a missão, que vai rapidamente tornar-se num desafio complexo.

Ao tocar numa katana, Hellboy é projetado para uma dimensão paralela, que é idêntica ao Japão Feudal. A partir deste momento, passamos a acompanhar duas aventuras paralelas, embora o maior destaque resida na dimensão em que se encontra o nosso herói. Os desafios são constantes, com o aparecimento de um kitsune, kappa, um trio de rokurokubi e por último, o fantasma da filha de Daimyō.

Após conseguir regressar à nossa realidade, temos o acto final de Sword of Storms, em que Liz, Abe e Hellboy terão de derrotar os Dragões Thunder e Lightning , os dois demónios irmãos que se libertaram da katana. Vou obviamente evitar os spoilers mas contem com uma batalha final interessante e uma conclusão simples mas inesperada.

Sword of Storms está bem conseguido e consegue proporcionar entretenimento. Está longe de ser brilhante mas para os fãs de Mignola este é uma filme a não perder.

Mediano
68%

King Arthur

Legend of the Sword é realizado por Guy Ritchie, seguindo uma abordagem diferente à tradicional história do Rei Artur. Os minutos iniciais apresentam-nos a premissa do enredo, dando a conhecer o desejo de poder de Vortigern, o irmão do Rei Uther Pendragon, que faz um pacto de sangue que lhe permite ascender a Rei de Inglaterra.

Artur acaba por escapar ileso, graças à coragem dos seus Pais, sendo criado por prostitutas em Londinium, onde vai desenvolver aptidões naturais para a luta, criando uma rede de negócios que envolve o pagamento de comissões para contrabando e outras actividades ilícitas.

Misteriosamente, a Excalibur reaparece no local onde o Rei Uther foi assassinado, instigando uma violenta acção de Vortigern, que obriga todos os jovens a tentar retirar a espada da pedra onde se encontra, na tentativa de encontrar Artur. Ficamos a saber que existe uma lenda, que narra o regresso do legítimo herdeiro da coroa, algo que o actual Rei vai tentar impedir a todo o custo.

O filme tem os seus momentos de acção verdadeiro épicos, sobretudo a partir do momento em que Artur passa a brandir a Excalibur. Parece-me desnecessário abordar a narrativa, dado que todos sabemos como termina, pelo que me vou limitar a falar das interpretações e o resultado final.

Apesar do elenco repleto de nomes sonantes (Eric Bana, Jude Law, Dijon Hounson e Charlie Hunnam) o produto final está longe de me convencer. É um filme repleto de acção, com uma cinematografia digna de registo mas que falha na empatia com o público. As partes sobrenaturais são interessantes e a inserção da aprendiz de Merlin tenta criar alguma dinâmica com Artur, sem sucesso.

Se procuram algo para vos entreter durante duas horas, Legend of the Sword pode ser interessante, mas não consigo recomendar o filme, mesmo sendo um fã do trabalho de Guy Ritchie.

Sword of Destiny

Dia 28 de Fevereiro ficou disponível mais um exclusivo Netflix, desta vez a sequela de “Crouching Tiger, Hidden Dragon“. Desta vez, Yu Shu Lien terá de proteger a espada Green Legend, que é pretendida por Hades Dai, um senhor da guerra impiedoso e que fará tudo para obter a mesma.

Consciente que as forças á sua disposição são insuficientes, Shu Lien faz um apelo a todos os guerreiros que queiram ajudar a defender a Casa de Te. Poucos são os que se voluntariam, mas acaba por ser reunida uma equipa de cinco elementos: Silent Wolf, Flying Blade, Thunder Fist Chan, Silver Dart Shi e Turtle Ma (nomes épicos, confesso).

Mais tarde, acaba por juntar-se à equipa uma misteriosa jovem, que se tornará na pupila de Shu Lien, mas que revela ter um passado tortuoso e que poderá gerar conflitos com a missão de defender a espada. Existem várias cenas de acção, bem coreografadas, apesar do filme estar longe de ter um grande orçamento. A narrativa não é particularmente densa, mas também não é esse o objetivo. Na realidade, Sword of Destiny é uma história paralela que nada tem a ver com Crouching Tiger, Hidden Dragon, excepção feita a algumas personagens em comum.

É um filme que entretem, embora não deslumbre. Pessoalmente, considero a aventura inicial muito superior em termos de narrativa, interpretação e cenas de acção. Mas se são fãs do género, fica a minha sugestão. Convido-vos igualmente a partilhar a vossa opinião, caso tenham visto Sword of Destiny.