Legend of Vox Machina T.3

A terceira temporada baseia-se na demanda por artefactos mágicos, que podem ajudar a derrotar o poderoso Thordak. Inicialmente, a equipa encontra-se relutante, dado que esta informação é partilhada por Raishan, um dos membros do Conclave Chroma. No entanto, a sua ajuda na batalha inicial no ninho de Thordak fá-los aceitar a proposta, embora Keyleth continue a discordar.

Ao longo dos 12 episódios, temos várias histórias paralelas, das quais destaco a o arco narrativo inerente a Scanlan/Kaylie, Percy/Ripley, e Zerxus/Pike, que contribuem para o desfecho final. Temos as habituais batalhas épicas, em que os Vox Machina vão reunir um exército para derrotar Thordak e as suas recém nascidas crias, assim como missões ao Inferno, uma batalha com Vorugal, ataques a Whitehall e o cerco a Emon.

No que diz respeito à equipa, a sua coesão vai ser testada, sobretudo após eventos específicos, que vou manter em segredo, para evitar spoilers. Posso no entanto adiantar que Pike vê a sua fé colocada em causa, sobretudo após a sua visita à Torre de Zerxus e que Vax’ildan desafia a Raven Queen para resgatar uma alma que se encontra na posse de Orthax.

O humor continua a ser parte integrante desta série, que, na minha opinião, continua a ser uma referência neste género. Se procuram acção constante, aliada a uma narrativa fluida, esta é sem dúvida uma escolha acertada.

A quarta temporada já se encontra confirmada e, de acordo com os derradeiros momentos do último episódio, irá centrar-se numa estranha entidade, que se intitula The Whispered One.

Legend of Vox Machina T.2

A temporada original termina com um ataque iminente de quatro dragões à cidade de Emon. Ficamos a saber que se trata do Chroma Conclave, que possuem poderes específicos associados a cada um dos seus membros: ácido, gelo e fogo.

A equipa e o exército de Emon é incapaz de derrotar esta ameaça, que facilmente derruba as defesas da cidade. Adicionalmente, o líder do Conclave, Thordak, exige o pagamento de um tributo aos sobreviventes, com o objetivo de escravizar o máximo de cidades em Exandria.

Os Vox Machina, com a ajuda de Gilmore, retiram para Whitestone, onde decidem solicitar ajuda dos Slayer´s Take, em Vasselheim. Após uma série de eventos, conseguem finalmente obter uma audiência com Osysa, uma esfinge milenar, que sugere a obtenção dos Vestiges of Divergence, uma série de artefactos mágicos que poderão ajudar a derrotar a aliança dos Dragões.

Ao bom estilo da campanha de D&D em que é baseado, vamos acompanhar as aventuras da equipa, que irá correr riscos e ultrapassar obstáculos, no sentido de alcançarem o level-up necessário para derrotar Umbrasyl, o dragão com o poder ácido. Na minha opinião, o arco narrativo mais interessante é o de Vax’ildan, que se converte no campeão da Matron of Ravens.

A animação é excelente e introduz alguns momentos hilariantes, que ajudam a descomprimir alguma da  tensão. Adicionalmente, temos muito desenvolvimento das personagens de Vax, Vex, Keyleth  e Grog, elevando esta segunda temporada a um patamar elevado. Sem revelar pormenores significativos, a equipa consegue uma vitória relevante, abrindo caminho para a batalha épica com o Chroma Conclave.

À data de elaboração deste artigo, não existe confirmação da data, no entanto a terceira temporada irá ser disponibilizada no decorrer do primeiro semestre de 2024.

King Arthur

Legend of the Sword é realizado por Guy Ritchie, seguindo uma abordagem diferente à tradicional história do Rei Artur. Os minutos iniciais apresentam-nos a premissa do enredo, dando a conhecer o desejo de poder de Vortigern, o irmão do Rei Uther Pendragon, que faz um pacto de sangue que lhe permite ascender a Rei de Inglaterra.

Artur acaba por escapar ileso, graças à coragem dos seus Pais, sendo criado por prostitutas em Londinium, onde vai desenvolver aptidões naturais para a luta, criando uma rede de negócios que envolve o pagamento de comissões para contrabando e outras actividades ilícitas.

Misteriosamente, a Excalibur reaparece no local onde o Rei Uther foi assassinado, instigando uma violenta acção de Vortigern, que obriga todos os jovens a tentar retirar a espada da pedra onde se encontra, na tentativa de encontrar Artur. Ficamos a saber que existe uma lenda, que narra o regresso do legítimo herdeiro da coroa, algo que o actual Rei vai tentar impedir a todo o custo.

O filme tem os seus momentos de acção verdadeiro épicos, sobretudo a partir do momento em que Artur passa a brandir a Excalibur. Parece-me desnecessário abordar a narrativa, dado que todos sabemos como termina, pelo que me vou limitar a falar das interpretações e o resultado final.

Apesar do elenco repleto de nomes sonantes (Eric Bana, Jude Law, Dijon Hounson e Charlie Hunnam) o produto final está longe de me convencer. É um filme repleto de acção, com uma cinematografia digna de registo mas que falha na empatia com o público. As partes sobrenaturais são interessantes e a inserção da aprendiz de Merlin tenta criar alguma dinâmica com Artur, sem sucesso.

Se procuram algo para vos entreter durante duas horas, Legend of the Sword pode ser interessante, mas não consigo recomendar o filme, mesmo sendo um fã do trabalho de Guy Ritchie.