Deadpool & Wolverine

A quarta fase da MCU tem sido repleta de filmes decepcionantes e que pouco acrescentam ao lore. Dito isto, estava na altura de Kevin Feige puxar um coelho da cartola e tentar revitalizar uma franquia que parecia estar a dar os seus derradeiros suspiros. A escolha recaiu no terceiro filme de Deadpool, que marca o regresso de Hugh Jackman, como Wolverine.

A narrativa é francamente básica e consiste em encontrar a âncora que pode ajudar a estabilizar a Sacred Timeline, evitando a destruição de vários universos, em que se inclui o de Wade Wilson. O nosso herói aceita ajudar Mr Paradox, um dos membros da TVA, dando inicio a uma série de encontros com versões alternativas de Wolverine. Existem momentos hilariantes e um cameo relevante, que conferem a componente cómica, que caracteriza Deadpool.

Sem colocar spoilers, saliento que nem tudo é o que aparenta, o que vai colocar os nossos heróis numa aventura épica no Void, que é controlado por Cassandra Nova, a irmã mais nova do Professor Charles Xavier. Contem com diversas personagens que reconhecem dos filmes de X-Men e outros cameos de super-heróis pr? MCU, que culminam numa batalha épica pela manuteção da linha temporal que conhecemos.

Diria que o grande ponto a favor deste projecto é o incrível fan service, que atinge proporções bíblicas em determinadas cenas. A narrativa é praticamente inexistente e serve como justificação para algumas das cenas dos dois super heróis. O final garante a permanência de ambos no universo MCU, o que pode antever alguma participação futura em Secret Wars ou mesmo The Avengers.

Ironicamente, este acaba por ser o filme em que poucos apostariam mas a realidade é que Deadpool & Wolverine revitalizou a MCU, alcançando um sucesso de bilheteira e deixando uma sensação de optimismo para os projectos futuros. E, pessoalmente, nem considero que seja superior ao primeiro filme da saga.

Bom
76%

Madame Web

O quarto filme da SSU (Sony Spider-Man Universe) traz-nos a origem de Cassie Webb, uma paramédica que após uma paragem cardíaca, começa a ter vislumbres do que aparenta ser o futuro. O primeiro acto tem início na Amazónia, numa expedição liderada por Constance, a mãe da protagonista. Ezekiel Sims, um dos membros da equipa, acaba por trair a confiança de todos, assassinando vários cientistas e fugindo com uma espécie rara de aranha, que aparenta ter propriedades curativas únicas.

A narrativa avança trinta anos, para Nova Iorque, em que acompanhamos a atribulada vida de Cassie, que tenta salvar vidas diariamente, na sua função de paramédica. Conforme referi no parágrafo anterior, os poderes de Cassie manifestam-se e, numa viagem de metros, salva um conjunto de jovens, que por motivos do destino, irão converter-se em heroínas ( três versões distintas de Spider-Woman).

Ezekiel ao longo das três útimas décadas, dominou os segredos e consequente poder da aranha, adquirindo velocidade e agilidade sobre-humana, que utiliza para efeitos criminosos. Paralelamente, tem poderes psíquicos limitados, que lhe permitem aferir que será derrotado pelas três jovens no futuro, levando-o a optar por eliminar a ameaça antes dos poderes se manifestarem.

Este projecto foi mal recebido, muito em sequência do que tem sido a qualidade da SSU. Está longe de ser um filme brilhante, mas tem ideias e conceitos interessantes, que deveriam ter sido explorados de forma mais inteligente. No que diz respeito a elenco, destaque positivo para Dakota Johnson e Adam Scott, mas que é manifestamente insuficiente no deserto narrativo que assola Madame Web.

As cenas de ação cumprem a sua função, mas são o mal menor de um filme, que, na minha opinião, falha pela ausência de uma narrativa forte e que permitisse que alguns actores brilhassem. Dito isto, considero que, no global, é uma experiência superior a Carnage e Morbius.

Mediano
62%

What If T.2

O sucesso da primeira temporada garantiu o regresso desta série, que volta a explorar universos alternativos, em que existem ligeiras diferenças para o que conhecemos da MCU. The Witcher, na voz de Jeffrey Wright, continua a ser o narrador, explorando a importância da Captain Carter, que funciona como uma espécie de anomalia cósmica.

Ao longo dos vários episódios teremos uma versão de Nebula, que se converte num membro da Nova Corps, outra de Peter Quill que foi educado por Ego e um Happy Hogan que foi injetado com o sangue de Bruce Banner, entre muitas outras histórias, que culminam nos dois derradeiros episódios, em que existe uma batalha pela existência deste Universo.

Sem colocar spoilers, confesso que gostei imenso desta temporada, que mantém a qualidade da anterior, introduzindo personagens cativantes, tais como Kahhori e Xu Wenwu, para além das versões alternativas de vários dos heróis que conhecemos. No que diz respeito ao casting, destaque para a presença de nomes sonantes como Hayley Atwell, Benedict Cumberbatch, Clancy Brown, Cate Blanchett, Stanley Tucci, John Favreau, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Lake Bell e Sebastian Stan.

Se procuram algo diferente, que não fica restringido ás limitações da MCU, esta é uma excelente escolha. Temos confirmação de uma terceira temporada e foi igualmente divulgado um projeto semelhante, para o universo Star Wars.