X-Men 94

Existem várias séries que marcaram a minha infância e adolescência. Nessa categoria tenho de incluir o mítico X-Men, que tive agora oportunidade de revisitar, através da Disney+.

Ao longo de cinco temporadas, vamos acompanhar as aventuras da equipa de mutantes, liderada por Cyclops. Existem várias histórias épicas, das quais destaco Days of Future Past, The Phoenix Saga, The Phoenix Force, Weapon X e Age of Apocalypse. Temos igualmente inúmeros  episódios dedicados à origem de heróis e vilões, assim como a participação de mutantes relevantes tais como Bishop, Cable, Psylocke, Banshee, Shard e Emma Frost.

Um dos pontos curiosos da série é o facto de originalmente estarem previstos 65 episódios. No entanto, com o sucesso obtido, a intenção passava por extender a duração, mas as dificuldades financeiras da Marvel na altura permitiram apenas mais 11 episódios, que compõem a quinta e derradeira temporada.

Confesso que foi fantástico reviver estes momentos, desde a história de Lady Deathstrike e Wolverine, passando pela sua experiência nos Alpha Flight, culminando com o Império Shi’ar e a ligação telepática de Lilandra com o Professor Xavier. Pessoalmente, considero esta adaptação a mais fiel aos comics dos anos 90, naquela que pode ser considerado o apogeu dos X-Men, com Jim Lee na batuta.

A animação é um reflexo do seu tempo, mas diria que envelheceu bem, proporcionando uma experiência positiva, sobretudo para quem é fã. No entanto, diria que há muito conteúdo que pode interessar aos mais jovens, sobretudo no que diz respeito a alguns dos arcos narrativos mais épicos, assim como a história de origem de vilões como Mister Sinister e Apocalypse, sem esquecer o Hellfire Club.

Caso tenham algo a partilhar sobre este tema, utilizem a caixa de comentários para o efeito. Confesso que gostaria de obter feedback, sobretudo da geração que não cresceu com os X-Men.

Deadpool & Wolverine

A quarta fase da MCU tem sido repleta de filmes decepcionantes e que pouco acrescentam ao lore. Dito isto, estava na altura de Kevin Feige puxar um coelho da cartola e tentar revitalizar uma franquia que parecia estar a dar os seus derradeiros suspiros. A escolha recaiu no terceiro filme de Deadpool, que marca o regresso de Hugh Jackman, como Wolverine.

A narrativa é francamente básica e consiste em encontrar a âncora que pode ajudar a estabilizar a Sacred Timeline, evitando a destruição de vários universos, em que se inclui o de Wade Wilson. O nosso herói aceita ajudar Mr Paradox, um dos membros da TVA, dando inicio a uma série de encontros com versões alternativas de Wolverine. Existem momentos hilariantes e um cameo relevante, que conferem a componente cómica, que caracteriza Deadpool.

Sem colocar spoilers, saliento que nem tudo é o que aparenta, o que vai colocar os nossos heróis numa aventura épica no Void, que é controlado por Cassandra Nova, a irmã mais nova do Professor Charles Xavier. Contem com diversas personagens que reconhecem dos filmes de X-Men e outros cameos de super-heróis pr? MCU, que culminam numa batalha épica pela manuteção da linha temporal que conhecemos.

Diria que o grande ponto a favor deste projecto é o incrível fan service, que atinge proporções bíblicas em determinadas cenas. A narrativa é praticamente inexistente e serve como justificação para algumas das cenas dos dois super heróis. O final garante a permanência de ambos no universo MCU, o que pode antever alguma participação futura em Secret Wars ou mesmo The Avengers.

Ironicamente, este acaba por ser o filme em que poucos apostariam mas a realidade é que Deadpool & Wolverine revitalizou a MCU, alcançando um sucesso de bilheteira e deixando uma sensação de optimismo para os projectos futuros. E, pessoalmente, nem considero que seja superior ao primeiro filme da saga.

Bom
76%

Madame Web

O quarto filme da SSU (Sony Spider-Man Universe) traz-nos a origem de Cassie Webb, uma paramédica que após uma paragem cardíaca, começa a ter vislumbres do que aparenta ser o futuro. O primeiro acto tem início na Amazónia, numa expedição liderada por Constance, a mãe da protagonista. Ezekiel Sims, um dos membros da equipa, acaba por trair a confiança de todos, assassinando vários cientistas e fugindo com uma espécie rara de aranha, que aparenta ter propriedades curativas únicas.

A narrativa avança trinta anos, para Nova Iorque, em que acompanhamos a atribulada vida de Cassie, que tenta salvar vidas diariamente, na sua função de paramédica. Conforme referi no parágrafo anterior, os poderes de Cassie manifestam-se e, numa viagem de metros, salva um conjunto de jovens, que por motivos do destino, irão converter-se em heroínas ( três versões distintas de Spider-Woman).

Ezekiel ao longo das três útimas décadas, dominou os segredos e consequente poder da aranha, adquirindo velocidade e agilidade sobre-humana, que utiliza para efeitos criminosos. Paralelamente, tem poderes psíquicos limitados, que lhe permitem aferir que será derrotado pelas três jovens no futuro, levando-o a optar por eliminar a ameaça antes dos poderes se manifestarem.

Este projecto foi mal recebido, muito em sequência do que tem sido a qualidade da SSU. Está longe de ser um filme brilhante, mas tem ideias e conceitos interessantes, que deveriam ter sido explorados de forma mais inteligente. No que diz respeito a elenco, destaque positivo para Dakota Johnson e Adam Scott, mas que é manifestamente insuficiente no deserto narrativo que assola Madame Web.

As cenas de ação cumprem a sua função, mas são o mal menor de um filme, que, na minha opinião, falha pela ausência de uma narrativa forte e que permitisse que alguns actores brilhassem. Dito isto, considero que, no global, é uma experiência superior a Carnage e Morbius.

Mediano
62%