What If T.2

O sucesso da primeira temporada garantiu o regresso desta série, que volta a explorar universos alternativos, em que existem ligeiras diferenças para o que conhecemos da MCU. The Witcher, na voz de Jeffrey Wright, continua a ser o narrador, explorando a importância da Captain Carter, que funciona como uma espécie de anomalia cósmica.

Ao longo dos vários episódios teremos uma versão de Nebula, que se converte num membro da Nova Corps, outra de Peter Quill que foi educado por Ego e um Happy Hogan que foi injetado com o sangue de Bruce Banner, entre muitas outras histórias, que culminam nos dois derradeiros episódios, em que existe uma batalha pela existência deste Universo.

Sem colocar spoilers, confesso que gostei imenso desta temporada, que mantém a qualidade da anterior, introduzindo personagens cativantes, tais como Kahhori e Xu Wenwu, para além das versões alternativas de vários dos heróis que conhecemos. No que diz respeito ao casting, destaque para a presença de nomes sonantes como Hayley Atwell, Benedict Cumberbatch, Clancy Brown, Cate Blanchett, Stanley Tucci, John Favreau, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Lake Bell e Sebastian Stan.

Se procuram algo diferente, que não fica restringido ás limitações da MCU, esta é uma excelente escolha. Temos confirmação de uma terceira temporada e foi igualmente divulgado um projeto semelhante, para o universo Star Wars.

Agents of S.H.I.E.L.D. T.7

A aventura de Coulson e a da equipa chega ao fim, com a batalha final com os Chronicoms. O primeiro episódio ocorre nos anos 30, durante a Lei Seca e vai influenciar a criação da S.H.I.E.L.D. e da própria Hydra. O plano de Sibyl, a líder dos Chronicoms, passa por eliminar o duo composto por Fitz-Simmons, que aparenta ser a variável temporal que afecta o desfecho do seu plano.

Vamos ter a reintrodução de Sousa, o antigo parceiro da Agente Carter, que passa a fazer parte da equipa, que continua a ser liderada por Mack. Esta temporada tem alguns momentos interessantes, mas é notória a ausência de ideias. Os argumentistas revitalizam o arco dos Inhumans e apresentam Nathaniel  Malick como o vilão desta temporada.

A equipa continua a ter dificuldade em lidar com as constantes mudanças no fluxo temporal, que implicam perdas significativas a nivel pessoal. A Agente May e Yo-Yo acabam por ser as mais afectadas, mas acabam por superar os traumas e encontrar forma de maximizar os seus poderes.

Um ponto positivo é o regresso de Fitz,  para a batalha final e a reposição da linha temporal conforme a conhecemos. No entanto, vão existir alterações, que acabam por consolidar um final feliz e que apresenta um desfecho para cada uma das personagens. Considero interessante a fusão com a linha temporada da MCU e  a utilização do Quantum Realm como ferramenta de combate aos Chronicoms.

Agents of S.H.I.E.L.D é uma série interessante, que na minha opinião atinge o ponto alto nas três primeiras temporadas, com a batalha com a HYDRA e a introdução dos Inhumans. A partir dessa altura, assistimos a um decréscimo qualitativo proporcional ao número de temporadas disponibilizadas. No entanto, recomendo que invistam nesta série, que acaba por concluir num tom positivo e satisfatório.

Agents of S.H.I.E.L.D. T.5

A quinta temporada tem uma abordagem interessante, levando-nos para um futuro, em que a Terra foi literalmente partida ao meio. De acordo com a escassa informação disponível, a responsável foi Daisy Johnson, o que coloca a nossa equipa numa situação complexa.

Alguns dos membros são capturados pelos Kree, que criaram uma espécie de prisão espacial, nos destroços da Terra, que é apelido de o Farol. Lentamente, vai ser criada uma resistência, liderada por Coulson, que acaba por ser traída por um dos seus membros. Diria que esta primeira metade da temporada, está bem conseguida, introduzindo as personagens de Deke Shaw e Casius, que serão relevantes para o desfecho dos eventos.

A equipa consegue regressar ao presente, com o objetivo claro de prevenir os eventos que levam à destruição do planeta. No entanto, são considerados criminosos, após a tentativa de assassinato do General Talbot, por um LMD com a aparência de Quake. Vamos igualmente assistir ao regresso de uma organização criminosa, que tem uma ligação directa com  a SHIELD e tomamos conhecimento do estado de saúde de Coulson.

Sem colocar spoilers, a equipa vai passar por diversas experiências traumáticas, que envolvem a perda de alguns elementos, na tentativa de parar a General Hale e a sua filha, Ruby. Confesso que esta temporada tinha potencial para uma narrativa épica, mas perde-se na segunda parte, com a introdução de Graviton.

São lançados alguns pontos interessantes para a sexta temporada, embora confesse a minha relutância, face ao que ocorre na segunda metade. No entanto, gosto de ter uma perspectiva positiva, motivo pelo qual vou dar uma oportunidade a Coulson e Companhia.