Morbius

O primeiro acto tem início na Grécia, em que somos apresentados a Michael Morbius, um jovem de dez anos, com uma doença rara de sangue. A sua condição é partilhada com Milo, com quem vai criar laços de amizade que perduram no tempo. A narrativa avança vinte cinco anos, para uma floresta remota na Costa Rica, em que Morbius tenta encontrar uma cura para a sua condição.

Após recusar um prémio Nobel, o nosso protagonista recebeu fundos de Milo para prosseguir com a sua pesquisa. A fórmula criada com o gene dos morcegos funciona mas transforma-o num vampiro, com necessidade de beber sangue humano de forma uma regressão aos instintos animais. Após dizimar todos os humanos presentes no laboratório, com excepção da Dra Martine Bancroft, vamos acompanhar a evolução dos seus poderes, assim como o aparecimento de um outro vampiro, que tem uma visão completamente distinta de Morbius.

As cenas de ação e o CGI cumprem a sua função, embora estejam longe de ser brilhantes. O segundo acto, na minha opinião, é a parte mais fraca da narrativa, dado que é extremamente previsível e falha em cativar o interesse do espectador.  Os agentes Simon Stroud e Al Rodriguez são personagens secundárias e que pouco acrescentam ao filme, sendo igualmente frustrante o aproveitamento narrativo da personagem do Dr. Emil Nicholas. Como é habitual, vou evitar os spoilers mas há potencial nalgumas decisões do terceiro acto, que estão em consonância com a versão dos comics.

No que diz respeito a interpretações, diria que é um filme mediano, embora Jared Leto tenha um bom desempenho no papel de Morbius. Esperava mais da personagem de Matt Smith, que representa o antagonista principal desta aventura inicial do The Living Vampire. Existem duas cenas pós-créditos, que lançam uma premissa interessante para uma  sequela, que dificilmente se converterá numa realidade. Os resultados de bilheteira foram fracos e este universo que a Sony pretende criar conta nesta fase apenas com Spider-Man, Venom e agora Morbius, o que me parece manifestamente insuficiente.

Mediano
60%

Moon Knight

Após uma longa espera e alguns teasers, temos finalmente disponível via Disney + a história de Marc Spector e Steven Grant. Jeremy Slater é o responsável por adaptar Moon Knight ao universo MCU e, no global, diria que cumpriu a sua missão com sucesso. Adicionalmente, há uma forte componente mitológica associada a esta personagem, motivo pelo qual estava ansioso por validar o caminho escolhido.

Começamos por acompanhar Steven Grant, que é um modesto trabalhador do museu de Londres, que aparenta ter dupla personalidade. Durante os frequentes apagões, o seu alter ego, Marc Spector, assume o controlo, semeando o caos e violência. Progressivamente vamos sendo introduzindo aos restantes elementos da narrativa, com destaque para Arthur Harrow, Layla El-Faouly e Khonshu.

Torna-se complexo abordar os eventos desta série sem colocar spoilers, mas diria que há uma dúvida recorrente  acerca da veracidade dos acontecimentos, dado que Steven questiona de forma constante a sua sanidade mental. À medida que vamos progredindo na narrativa, vamos compreender o motivo da escolha de Marc Spector como avatar do Deus Khonshu, assim como a sua ligação a Arthur Harrow.

Existem momentos de ação verdadeiramente fantástico, bem complementados com fases de densidade narrativa, que convertem esta série numa boa experiência. Não é claramente para todos, dado que tem uma componente mais violenta, que se afasta do que tem sido a MCU em termos das séries mais recentes.

Dito isto, recomendo Moon Knight, embora tenha perfeita noção que estará longe de ser consensual para os puristas da BD, assim com para os entusiastas da MCU.

Guardians of the Galaxy T.2

Nada como iniciar a segunda temporada com uma parceria com os Avengers, que tentam anular a ameaça de High Evolutionary. A sinergia entre ambas as equipas culmina em momentos únicos de humor e complementa bem o arco narrativo seguinte.

Thanos é derrotado e a equipa fica na posse de um estranho sarcófago, que é altamente cobiçado por Mantis e os Universal Believers. Sem colocar spoilers, vamos descobrir que uma poderosa entidade, com ligações aos Guardiões, está contido no artefacto.

É igualmente nesta fase que Sam Alexander entra na narrativa, o que complementa alguns dos episódios disponíveis em The Ultimate Spider-Man. Como seria expectável, J’son tem um papel relevante nos eventos, corrompendo e influenciando as decisões dos nossos heróis. Graças à sua intervenção, vamos assistir à criação de Magus, que pretende conquistar o Universo, após ter derrotado os Nova Centurions.

No entanto, o meu arco narrativo preferido é sem dúvida o dos Symbiotes, que infestam o planeta natal de Groot. Apesar da vitória dos Guardiões, esta ameaça irá persistir, levando ao aparecimento de Carnage e Venom no Planeta Terra. Mas essa informação fará parte da terceira temporada, cujo artigo será partilhado futuramente.