Ultimate Spider-Man T.2

Após os eventos iniciais, a equipa passa a viver com Peter Parker e a Tia May, o que vai originar momentos altamente cómicos. No entanto, o maior foco desta segunda temporada está no soro de DNA animal, desenvolvido por Doctor Octopus e que irá criar super-vilões tais como The Lizard, Rhino e Electro.

Previsivelmente, vamos obter mais informação acerca da origem dos elementos da equipa, com episódios focados exclusivamente em  K´un-Lún, nos Pais de Power Man, na origem dos poderes de White Tiger e na estranha ligação de Nova aos Guardiões da Galáxia.

Contem por isso com participações de Titus e Kraven o Caçador, assim como o regresso de Norman Osborn, que pretende ser um herói, envergando a armadura de Iron Patriot.

No que diz respeito a Spider-Man, subsistem as dificuldade em conciliar a vida pessoal com a sua identidade secreta, para além do dilema moral associado à perda do Dr. Connors, que se converte num dos membros dos Sinister Six. A temporada termina numa gigantesca batalha entre heróis e vilões, que irá culminar com um gigantesco desafio para Peter Parker: integrar os Avengers.

A título pessoal, considero esta segunda temporada superior à original, sobretudo pela fusão de ação com desenvolvimento de personagens. Paralelamente, é notória a evolução da sinergia entre os vários membros da equipa, assim como a capacidade de liderança de Spider-Man, que continua a ser um dos membros mais ativos da SHIELD.

Resumindo, se são subscritores do Disney+, esta é uma série a não perder!

Venom: Let There Be Carnage

Cletus Kasady foi uma personagem introduzida no filme original, que se irá converter nesta sequela num dos vilões mais icónicos de Venom.

O primeiro acto foca-se no passado criminoso de Cletus, em que faz parceria com Frances Barrison (Shriek). Após determinarmos o seu perfil de serial killer e percebermos o motivo pelo qual a sua parceira se encontra internada no Instituto Ravencroft, vamos acompanhar a evolução da relação de Eddie Brock com o simbionte.

Existem algumas cenas de humor bem conseguidas, sobretudo com as personagens de Mrs Chen e Venom. A narrativa e os diálogos são extremamente básicos, o que condicionou claramente o meu nível de interesse. As cenas de ação estão maioritariamente bem conseguidas, embora em alguns momentos o CGI deixe algo a desejar.

A revolta na prisão de San Quentin acaba por ser a melhor sequência do filme, mostrando a faceta mais violenta de Kasady após ser infetado por Carnage. O terceiro acto contém a batalha entre os dois simbiontes, assim como o duelo entre Cletus e Brock. Sem divulgar spoilers, o final é pouco satisfatório e parece-me demasiado apressado.

Em conclusão, tinha expectativas moderadas para este filme, mas a realidade é que a visão de Andy Serkis não me conquistou. Faltam momentos épicos e a parte mais interessante acaba por constar nos créditos finais, em que temos uma ligação direta com o novo filme de Spider-Man.

Mediano
60%

Cosmic Ghost Rider: Baby Thanos Must Die

Este arco narrativo contém os cinco volumes iniciais de Thanos Legacy e apresenta-nos um Frank Castle consumido pela dor. O facto de ter sido recompensado com uma estadia em Valhalla não  fez qualquer diferença nas suas convicções, o que leva a uma decisão inesperada de Odin.

Essencialmente, o All Father propõe devolver os poderes de Ghost Rider a Frank, colocando-o em qualquer momento da História à sua escolha. A escolha recai em Titan, numa era em que Thanos é ainda uma criança, no sentido de alterar drasticamente o seu futuro. Após utilizar o Penance Stare na criança e confirmar a inexistência de pecados, Frank torna-se no mentor de Thanos, levando-o para Markus-Centauri, um planeta que à primeira vista aparenta não ter qualquer significado.

Após uma sequência hilariante num bar, um velho conhecido chega ao planeta, no sentido de o consumir. Segue-me um diálogo épico entre Ghost Rider e Galactus, que resulta na intenção de destruir Thanos, algo que Frank discorda. É nesta altura que somos confrontados com as alterações na linha do tempo, resultantes das escolhas realizadas. Uatu, the Watcher aparece igualmente para testemunhar a “pior decisão do universo”, algo que nos é revelado algumas páginas mais tarde.

Uma versão alternativa dos Guardiões da Galáxia viaja no tempo para eliminar Thanos, o que origina uma batalha colossal, com a  vitória de Cosmic Ghost Rider. E com base no resultado desta batalha, é criada uma nova versão de Thanos, que surge com o traje típico de Punisher, num dos momentos altos do livro.

O acto final desta narrativa mostra-nos o futuro criado por Thanos, que permanece um  ditador. Ficamos igualmente a saber que Frank Castle foi assassinado por Thanos, precisamente por discordar das suas ações. E é nesta altura que temos a batalha final entre “Pai” e “Filho”, que culmina com a derrota do Mad Titan.

A premissa principal desta narrativa  é a tentativa frustrada de Frank, em redimir-se dos seus pecados, levando à inevitável aceitação de que Thanos será sempre um vilão, independentemente das escolhas realizadas. Baby Thanos Must Die é, na minha opinião, uma história divertida, que pode interessar a fãs de Ghost Rider, assim como aos seguidores mais acérrimos do trabalho de Donny Cates.