E se em pleno séc XXI o Homem deixasse de se conseguir reproduzir? É basicamente este o conceito de “os Filhos do Homem”. Mergulhado num regime totalitarista e extremamente xenófobo, a Grã Bretanha é a única nação ordeira existente no mundo.
Apesar de dezoito anos sem qualquer nascimento, os cidadãos acreditam que tudo correrá pelo melhor e que o o futuro será auspicioso. Em Londres é formada uma resistência que tenta a todo o custo inverter a situação e que irá contar com a involuntária ajuda de Theo (Clive Owen), um desiludido e alcoólico burocrata.
O milagre vai acontecer e Kee, uma jovem negra, que muito satíricamente representa a salvação da Humanidade, apresenta-se grávida. O filme desenrola-se numa viagem frenética e rodeada de perigos com o intuito de entregar a criança a um barco com rumo aos Açores (sim leram bem), último refúgio da comunidade resistente.
As cenas de accão estão incrivelmente realistas embora reconheça que é um filme “difícil” de se gostar. Michael Caine está soberbo no seu papel, pelo que este é um filme que recomendo.
Hugo Cardoso
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