Prince of Persia – The Sands of Time

Rotulado como um dos blockbusters do Verão, Prince of Persia apresenta um elenco recheado de bons actores, (Alfred Molina, Ben Kingsley e Jake Gyllenhaal) tendo sido comparado com os Piratas das Caraíbas. Agora que vi este filme, posso dizer-vos que em comum tem apenas o facto de ser um projecto da Disney.

O príncipe Dastan, mítica personagem do jogo de computador dos anos 90, tem como missão devolver o punhal que controla as areias do tempo à sua origem. Pelo meio, terá de desvendar a identidade do assassino do seu pai e salvar o Mundo da vingança dos Deuses, combatendo assassinos e tropas persas de forma muito acrobática, bem ao estilo parkour. Estamos perante um razoável filme de acção, com um enredo fraco e sem muita emoção. O desfecho é bastante previsível, o que retira alguma credibilidade à aventura.

Francamente não acredito que exista uma sequela, apesar de correr muita especulação nesse sentido. Pelos motivos acima enumerados, não posso recomendar este filme, que se revelou uma desilusão.

Kick Ass

E como prometido, consegui finalmente ver o filme Kick Ass. É baseado na BD criada por Mark Millar e fala-nos de como pessoas comuns se podem transformar em super-heróis. Existem duas storylines paralelas que se interligam, sendo que a primeira parte do filme relata-nos a vida de Dave Lizewski e a sua evolução até se tornar em Kick Ass. A sua fama rapidamente atravessa a internet, catapultando-o para estrelato, mas como vamos poder comprovar, nem sempre é uma boa ideia tentar salvar o mundo.

O bad guy da praxe, Frank D´Amico, domina o submundo do crime e Kick Ass torna-se num problema a resolver. É nessa fase que ficamos a conhecer Hit Girl e Big Daddy, respectivamente filha e pai, que tentam vingar a morte da mãe/esposa. O filme está carregado de sátira e violência gratuita, chegando a atingir momentos gore dignos de filmes de série B. No entanto, toca temas muito reais, como a indiferença e o medo em ajudar o próximo. As novas tecnologias são uma constante no filme, com especial destaque para a Apple e MySpace, que dominam grande parte da acção.

Em termos de interpretações, há que destacar a personagem de Nicholas Cage e claro Chloe Moretz, a jovem Hit Girl, que é extraordinariamente credível em todo o filme. Acredito que este filme vá essencialmente apelar a fãs do género, mas recomendo sem hesitação uma ida ao cinema. A data de lançamento deveria ser mais distante do “Homem de Ferro“, que está numa liga diferente, mas este Kick Ass foi muito do meu agrado…

Apenas para terminar, esta é talvez a quote do ano, em termos cinematográficos:

Kick-Ass: “How do I get a hold of you?”
Hit-Girl: “You just contact the Mayor’s office, he has a special signal he shines in the sky. It’s in the shape of a giant c*ck.”

Ratatouille

Há que aproveitar o facto de as férias ainda não terem terminado e como tal pareceu-me uma excelente ideia ir ver mais esta pérola da Pixar. O filme fala-nos de Remy, um rato que aspira ser chef, algo que à primeira vista se torna num paradoxo.

Contudo, uma série de eventos vai colocá-lo na cozinha de Auguste Gusteau, um dos melhores cozinheiros de Paris. Pelo meio, Remy vai reencontrar a sua família, lutar pela sobrevivência e tentar superar-se em termos gastronómicos de forma a levar de vencida Anton Ego, um tenebroso crítico de culinária.

A animação está ao nível da Pixar e mais uma vez destaco a escolha das vozes, que continua soberba (Peter O´Toole, Ian Holm e Lou Romano entre outros). Numa nota solta, começa a ser frustrante o reduzido número de salas onde passam a versão original dos filmes.

Pessoalmente, não gosto da grande maioria das adaptações dado que se perde muito da essência do humor e do próprio enredo. Mas essa é outra batalha, que será preferível deixar de lado para um post futuro. Quando a este Ratatouille, recomenda-se e cá fico ansiosamente a aguardar pela próxima aventura da Pixar.