Primeval – New World

Primeval – New World é um spinoff da série original da ITV, cuja acção se vai desenrolar nos Estados Unidos.  Há alguns meses atrás dei a minha opinião acerca de Primeval e lamentei o facto de não terem aproveitado o potencial da série, sobretudo pela dificuldade em garantir a continuidade das temporadas e com a constante saída de elementos importantes do elenco.

Nesta nova versão, existe uma tentativa inicial de ligar os eventos com a narrativa do original, que é rapidamente abandonado no segundo episódio e retomado no penúltimo. Evan Cross é um milionário americano, perito em desenvolver software para contratos militares, que vive angustiado com a morte da sua esposa. Rapidamente compreendemos que a mesma foi atacada por um dinossauro, resultante de uma anomalia, justificando a obsessão de Cross com o tema.  Utilizando os seus amplos recursos, vai criar uma equipa que tenta devolver as criaturas ao seu tempo e esta é essencialmente a premissa da série.

A escassez de ideias, a redundância do enredo (embora melhore para o final), os clichés  e sobretudo a inexistência de ligação entre muitos dos episódios na maioria dos casos, faz com que Primeval – New World seja apenas mais uma série que poucos recordarão no futuro. Sem surpresa, a segunda temporada foi cancelada e não estão previstas novas aventuras para a equipa composta por Cross, Dylan, Mac e Toby.

Sherlock T.1

Sou um fã da obra de Sir Conan Doyle e da sua personagem, com especial destaque para a fenomenal interpretação de Jeremy Brett. Quando li acerca desta nova adaptação, confesso que fiquei extremamente céptico.

Os pontos positivos foram o facto de ter gostado do filme de Guy Ritchie (que segue uma premissa semelhante) e de a série ser adaptada por Steven Moffat, “pai” de Coupling e Doctor Who, entre outros.

A mini série é passada na Londres dos nossos dias, sendo que Sherlock é um detective privado e Watson um veterano médico de guerra. Baker Street torna-se a residência deste duo e resolver crimes passa a ser o dia a dia de ambos. Pelo meio, somos presentados com as personagens de Mrs Hudson, Mycroft, Lestrade e o inevitável Moriarty mas com uma abordagem moderna. iPhone, blogs e motores de busca são uma constante, assim como comparações técnicas que chegam a roçar o geek.

As interpretações são muito boas e espero sinceramente que seja convertida numa série. Como mencionei no Twitter, a minha única preocupação é a perda de qualidade, dado que os episódios seriam necessariamente mais curtos.

Sugiro que vejam esta minisérie de três episódios (4h30 aproximadamente) e caso pretendam mais informação o site da BBC é bastante específico.