Sem Créditos Ep.2

Ano: 1980 | Publicado por: Namco | Género: Labirinto

Escolher o jogo universalmente mais popular daria um debate interessante mas estou convicto que PacMan faria parte das escolhas de uma boa percentagem dos eleitos, sobretudo na faixa etária compreendida entre os 30-50 anos.

No meu caso, confesso que é efetivamente o primeiro grande vício que tive nos salões de jogos. A simplicidade deste título, aliado à necessidade de implementar uma estratégia converteu-o num dos maiores sucessos comerciais, dando lugar a inúmeros ports para outros sistemas, ao longo de quatro décadas.

Vulgarmente conhecido como Puckman no Japão, o jogador controla uma bola amarela, que tenta escapar a fantasmas coloridos, num labirinto. O objetivo é ingerir todos os pontos brancos (que são alegadamente biscoitos), assim como os vários items especiais que vão sendo disponibilizados  ao longo dos 255 níveis.

A dificuldade e a inteligência artificial dos inimigos é progressiva, tornando este jogo num verdadeiro vício. No que diz respeito à jogabilidade, a criação de Toru Iwatani é responsável pela introdução dos power-up nos videojogos, algo que se tornou recorrente e acompanha a indústria até aos dias de hoje.

Outra curiosidade interessante é o facto dos fantasmas terem sido programados individualmente, seguindo padrões e abordagens distintas, precisamente para aumentar o nível de dificuldade.

Se quiserem tentar fazer um jogo perfeito, fica o alerta que a pontuação máxima é de 3333360 pontos.

Finalmente… a Bartop!

Há sensivelmente seis anos e meio atrás, adquiri um iCade, para colmatar parte da minha nostalgia dos salões de jogos, embora tivesse consciência, de antemão que seria meramente uma solução provisória. Em consequência, desde essa altura que tenho procurado uma solução definitiva, que respeitasse o meu (limitado) orçamento.

Explorei a alternativa de um PiCade, após uma visita à LGW, assim como a Arcade 1Up e até a AT-Games Cabinet, mas acabei por não ficar totalmente convencido. Tendo em conta o espaço disponível, comecei a considerar seriamente uma bartop de 1 jogador, em detrimento do que tinha concebido inicialmente.

Há cerca de dois meses, de forma completamente aleatória, tomei conhecimento da Gamestation, uma loja que se dedica à compra e venda de jogos retro, assim como à criação/design de Arcade e Bartop. Após algum diálogo com Milton, o proprietário do espaço, realizei a encomenda de uma mini bartop (1jogador) e o resultado final é o que podem constatar na galeria abaixo.

O hardware utilizado é o Raspberry Pi 3, num écran de 9.4 polegadas e com o software Recalbox, que disponibiliza uma skin retro fantástica e que se adequa ao tema escolhido. Inicialmente estava direccionado para uma artwork que combinasse Milipede, Centipede e Donkey Kong mas optei pelo clássico Pac-Man, com uma aposta num design muito clean e simples, que resultou de forma fantástica, na minha opinião.

Estou extremamente satisfeito com o resultado final e posso finalmente afirmar que tenho a minha própria arcade em casa (mais um objetivo alcançado). A qualidade final do produto é extremamente satisfatória, permitindo horas de diversão com os 5000 jogos incluídos, distribuídos por uma panóplia de 14 consolas/handheld e MAME.

Tendo em conta que o sistema é open-source, há sempre espaço para upgrades, o que representa uma mais valia adicional. Confesso que estou muito satisfeito com o resultado final e gostaria imenso de ouvir a vossa opinião sobre este tema. São fãs de retro arcade? Sentem essa nostalgia ou fazem parte da geração que cresceu com as consolas?

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30 anos de Pacman

Por incrível que pareça já passaram 30 anos desde que o Pacman foi lançado. Já tive oportunidade de jogar nas Salas de Arcade, no Spectrum, na Mega Drive, Windows e Mac. Saíram versões retro, 3D e revamps deste clássico, mas ainda hoje consegue ser um grande vício.

A Google tomou a iniciativa de criar um excelente doodle e permitiu aos utilizadores do seu motor de busca matar saudades da bola amarela faminta.

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