Lost in Space T.3

Judy, Penny e Will não alcançam Alpha Centauri mas conseguem escapar de SAR. A narrativa desta derradeira temporada acompanha os eventos a bordo da Resolute, assim como a luta pela sobrevivência dos adultos se sacrificaram.

Smith tornou-se na professora de Francês da colónia, trabalhando em parceria com os Robinson. No entanto, a situação torna-se precária, dado que o planeta onde se encontram foi misteriosamente destruído por uma explosão. As reparações da sua nave estão claramente a levar mais tempo do que previsto, o que força Judy a uma missão perigosa, que lhe vai permitir chegar a bordo da Fortuna, onde vai encontrar o seu pai biológico, Grant Kelly.

Como habitualmente, vou evitar os spoilers mas posso adiantar que os jovens colonistas conseguem minar o titânio necessário para sair do planeta mas optam por resgatar os pais, que se encontram sobre ameaça de SAR. No entanto, o plano de salvamento de Maureen e John, que envolve a ajuda de Scarecrow, corre terrivelmente mal, permitindo aos robots obterem a localização de Alpha Centauri.

Para complicar ainda mais, Will tem ferimentos graves, após a batalha com SAR, obrigando a medidas extremas para tentar salvar a sua vida. Os derradeiros episódios resumem a chegada a Alpha Centauri e a preparação da batalha final entre humanos e robots.

Na minha opinião, o ritmo desta derradeira temporada está bem conseguido, apesar de existirem algumas decisões que fazem pouco sentido. O final, apesar de aberto, fecha o arco narrativo inerente aos robots. Pessoalmente, considero que foi uma conclusão apropriada e que converte esta série numa boa recomendação para quem é fã de ficção científica.

Lost in Space T.2

A segunda temporada vai acompanhar a saga da família Robinson, que se encontra “encalhada” num planeta com atmosfera repleta de metano. Para aumentar as probabilidades de sobrevivência, optam por adaptar uma parte da estrutura da nave para criar uma estufa.

Maureen continua a encontrar forma de carregar as baterias da Jupiter 2, mas a realidade é complexa, levando a seis longos meses no planeta em questão. Com o auxílio da Dra Smith (nada de spoilers), vão conseguir encontrar uma estranha infra-estrutura e partir na direção da Resolute.

Como não podia deixar de ser, os desafios são constantes e a Resolute encontra-se à deriva, praticamente sem energia, por motivos que irão ser explicados ao longo dos 8 episódios seguintes. Vamos ser apresentados a novas personagens, que serão relevantes para a narrativa mas no global, esta segunda temporada é claramente inferior.

Existem poucas explicações e não gosto particularmente da “liberdade” quase total que a família Robinson tem, sobretudo se consideramos a hierarquia da missão em que estão envolvidos. A narrativa vai introduzir um novo robot, apelidado de “Espantalho”, que apesar de ter uma função, acaba apenas por ser um complemento que pouco acrescenta ao resultado final.

O décimo episódio termina num cliffhanger, como expectável, numa decisão que pode criar uma nova dinâmica para a terceira temporada ou arruinar por completo a série. Veremos em Abril deste ano se Lost in Space continua a merecer o destaque como uma série relevante em termos de ficção científica.