Sherlock T.2

Há cerca de um ano atrás fiquei maravilhado com a mini-série, tendo reiterado o meu desejo de continuidade numa segunda temporada. A espera terminou finalmente e posso partilhar a minha opinião acerca das novas aventuras de Holmes e Watson.

O formato permanece inalterado, com três episódios de cerca de 90 minutos, mantendo os pontos fortes que a convertem numa das melhores séries dos últimos anos. A forma como é apresentada a mente de Sherlock é brilhante, com destaque para os métodos de dedução e para a relação embrionária com o Dr. Watson. Nesta segunda temporada, somos presenteados com a recriação de clássicos como “A Scandal in Belgravia“, “The Hounds of Baskerville” e “The Reichenbach Fall“.

Como não podia deixar de ser, Sherlock vai continuar a sua batalha com Moriarty e tentará sobreviver a uma aventura frenética com Irene Adler.  A narrativa é fenomenal e a qualidade dos três episódios tem o dom de aguçar ainda mais o apetite para a terceira temporada, que embora confirmada apenas chegará em 2014.

Sherlock Holmes – Game of Shadows

A aguardada sequela de Sherlock Holmes chegou finalmente ao cinema e como seria expectável Guy Richie não desiludiu.

“A Game of Shadows” retoma a narrativa sensivelmente no ponto onde termina a primeira aventura. O iminente casamento de Watson vai ser abruptamente interrompido pelo Professor Moriarty, obrigando Sherlock Holmes a medidas extremas para derrotar o seu arqui-inimigo.

Gostei bastante da primeira aventura, sobretudo devido à abordagem irreverente de Richie, elevando o detective a uma figura de acção, quase a roçar o super-herói. É uma realidade que o pensamento dedutivo de Holmes continua presente, embora numa perspectiva muito própria de Hollywood.

Em relação a este filme, apraz registar que no global é melhor que o primeiro, embora tenha algumas falhas. Considero excessiva a duração do filme (129 minutos) e gostaria que existisse uma química mais forte entre Moriarty e Holmes. Outro ponto estranho é a forma abrupta como retiram Irene Adler da narrativa (10 minutos de filme), perdendo na minha opinião uma personagem importante.

Em relação a pontos positivos, destaco a fotografia, as épicas cenas de acção, apontamentos humorísticos e a simbiose quase perfeita entre Holmes e Watson. O filme leva-nos igualmente a várias cidades europeias, tentando sempre passar uma ideia de conspiração global mas sem esquecer a abordagem de Richie à personagem de Sir Conan Arthur Doyle.

Os últimos 15 minutos de filme, com o jogo de xadrez entre Sherlock e Moriarty é excelente e termina com uma “homenagem” muito interessante aos livros. No global, como já referi, gostei bastante desta sequela e vejo com bons olhos uma terceira aventura. 2012 começou de forma muito positiva!

Sherlock T.1

Sou um fã da obra de Sir Conan Doyle e da sua personagem, com especial destaque para a fenomenal interpretação de Jeremy Brett. Quando li acerca desta nova adaptação, confesso que fiquei extremamente céptico.

Os pontos positivos foram o facto de ter gostado do filme de Guy Ritchie (que segue uma premissa semelhante) e de a série ser adaptada por Steven Moffat, “pai” de Coupling e Doctor Who, entre outros.

A mini série é passada na Londres dos nossos dias, sendo que Sherlock é um detective privado e Watson um veterano médico de guerra. Baker Street torna-se a residência deste duo e resolver crimes passa a ser o dia a dia de ambos. Pelo meio, somos presentados com as personagens de Mrs Hudson, Mycroft, Lestrade e o inevitável Moriarty mas com uma abordagem moderna. iPhone, blogs e motores de busca são uma constante, assim como comparações técnicas que chegam a roçar o geek.

As interpretações são muito boas e espero sinceramente que seja convertida numa série. Como mencionei no Twitter, a minha única preocupação é a perda de qualidade, dado que os episódios seriam necessariamente mais curtos.

Sugiro que vejam esta minisérie de três episódios (4h30 aproximadamente) e caso pretendam mais informação o site da BBC é bastante específico.