Star Trek T.2

A segunda temporada retoma as aventuras da USS Enterprise na sua missão de cinco anos. A narrativa mantém a lógica de monster of the week, mas é no global mais competente. Há uma clara intenção em fomentar a relação que existe entre Kirk, Spock e McCoy, sendo que os episódios estão bem conseguidos, mantendo um equilíbrio entre humor e acção.

Gostei imenso da influência da mitologia na narrativa, assim como para o reaparecimento de Harry Muud, que conferem um toque de qualidade extra aos vinte e seis episódios que compõem esta temporada.

Outro ponto de destaque é a importância atribuída a Scotty, Sulu e Uhura, que passam a ter um papel mais importante, o que ajuda a descentralizar a narrativa e mostrar o resto da tripulação. Existem vários episódios que poderia destacar, mas nenhum ultrapassaria o nível épico dos Tribbles, que marcaram claramente uma era, sendo alvo de homenagem no segundo filme do reboot de JJ Abrams.

Se são fãs do universo Star Trek, recomendo vivamente que invistam tempo nesta temporada, utilizando por exemplo a plataforma Netflix. Beam me up, Scotty, que a terceira temporada já espera por mim 🙂

Star Trek T.1

Nas últimas semanas, tenho dedicado algum tempo a rever a série original de Star Trek, algo que não fazia há muitos anos. A narrativa assenta na missão de cinco anos da USS Enterprise, que tem como objetivo descobrir novas formas de vida e promover relações diplomáticas.

Os primeiros doze episódios são francamente confusos, dando a sensação de que são completamente aleatórios, com constantes mudanças no elenco e no guarda roupa. No entanto, começa a ganhar consistência e ritmo a partir do episódio quinze, com boas histórias, repletas de imaginação e com uma evolução progressiva das personagens.

Temos de ter noção que esta série foi criada em 1966, pelo que não esperem grandes efeitos especiais ou interpretações extraordinárias. Mas no cômputo geral, a primeira temporada termina de forma francamente positiva, com excelentes episódios em que destaco a primeira aparição dos Klingons.

O trio composto por Kirk, McCoy e Spock consegue captar a nossa atenção, sendo notório o evoluir da sua ligação ao longo dos primeiros trinta episódios que compõem esta temporada inicial. Se são assinantes do Netflix, recomendo sem hesitação que invistam algum tempo, sobretudo para os fãs de ficção científica.

Rogue One

Desde que a Disney adquiriu os direitos do Universo Star Wars que o Natal passou a ter outro significado, com o lançamento de um filme nesta quadra. Em 2016, fomos presenteados com Rogue One, a história de como a Resistência consegue ter acesso aos planos da Estrela da Morte, a arma mais mortífera do Império.

A narrativa acompanha a família Erso, mais especificamente Galen, o cientista responsável pela criação e desenvolvimento de uma arma temível. O filme está claramente assente em três actos, estando o primeiro focado nas motivações que levarão Jyn e Cassian a formar uma equipa improvável. A base é bastante sólida, com diálogos bem conseguidos e acção suficiente para manter a nossa atenção.

A segunda parte está direccionada para o desenvolvimento de personagens e formação da equipa que vai aceitar a missão suicida de penetrar no planeta Scarif. Confesso que fiquei bastante agradado com as interpretações e sobretudo com a qualidade dos heróis, que conseguem ser poderosos, sem ostentar poderes reais. Rogue One tem a virtude de providenciar um fan service fenomenal, com referências ao episódio IV e com outras surpresas que não vou revelar.

As cenas de acção estão muito bem coreografadas e destaco as interpretações de  Alan Tudyk como K-2S0, Donnie Yenn como Chirrut Îmwe e Ben Mendelsohn como Orson Krennic. A Estrela da Morte é recriada de forma brutal, com uma presença imponente, tornando-se parte integrante da narrativa. Como bónus, temos uma cena final verdadeira épica, que conta com a presença de Darth Vader e outra, com a aparição da Princesa Leia, que são a cereja no topo do bolo.

Rogue One é para mim uma excelente adição ao Universo Star Wars, dando ênfase a uma narrativa paralela, que apesar de secundária no cômputo geral, se revela fundamental no desfecho do episódio IV. Agora resta esperar cerca de um ano pela nova aventura, que nos vai contar a história de Han Solo.