Nintendo Switch: a minha opinião

No Natal de 2021, recebi de forma inesperada uma Nintendo Switch. Confesso que sempre me senti atraído pela mobilidade que este dispositivo confere, embora tenha optado por uma Xbox One, pelo simples facto de já conhecer o ecossistema e necessitar de um leitor de blu-ray.

Este artigo vai ser curto mas tem como função partilhar a minha experiência e ajudar quem estiver a considerar adquirir esta consola. Para mim, a componente mais relevante é a mobilidade e o desempenho, algo que a Switch consegue garantir a um nível muito elevado. Existem igualmente ports muito bem conseguidos e que “escondem” de forma quase perfeita a perda de resolução e frame rate.

Tem sido uma experiência fenomenal jogar títulos indie, tais como Huntdown, ou acelerar nas pistas de Hotshot Racing, sem esquecer igualmente os cl?ssicos da Nintendo, nomeadamente Mario Kart e Zelda. Sou o primeiro a admitir que tenho utilizado exclusivamente o modo portátil, apesar de ter recebido a dock. Nos dias que correm, a maioria dos utilizadores privilegia a performance gráfica e a resolução, o que é perfeitamente natural. Para quem se enquadra perfil, esta é claramente uma solução a evitar.

Mas, se como eu, preferem a jogabilidade e a componente de diversão, esta pode ser a solução ideal, dado que podem utilizar a caminho do trabalho, no sofá ou mesmo na cama, antes de concluírem um longo dia. Adicionalmente, existem promoções constantes na eShop, que vos permitem expandir a biblioteca sem grande investimento.

Para terminar, gostaria apenas de ouvir o vosso feedback acerca deste tema. São team Playstation, XBOX ou Nintendo?

O Futuro da Nintendo

Em Janeiro, tive a oportunidade de partilhar a minha opinião acerca do hardware e software da Switch. Agora que já tive oportunidade de a testar, parece-me evidente que a Nintendo está a preparar o futuro, que vai passar exclusivamente pela plataforma móvel (handheld e telemóveis/tablet).

A Wii-U foi a primeira visão da marca nipónica, que teve como objetivo a consolidação de ideias e do conceito inerente a um produto híbrido. No que diz respeito à Switch, gosto do look cel-shaded de The Legend of Zelda: Breath of the Wild e do facto de ser open world, dando uma escala completamente diferente das aventuras anteriores. Acredito no entanto que esta será uma das últimas consolas da Nintendo, pelos motivos que passo a enumerar.

A Classic Mini teve uma procura enorme, vendendo 1.5 milhões de unidades em dois meses, apesar da recorrente falta de stock. A previsão de vendas da Switch para este ano é de 5 milhões de unidades, o que demonstra a despreocupação em competir com a Microsoft e Sony. Parece-me claro que esta consola é mais uma experiência, no caminho para a implementação do produto híbrido, o que faz sentido, com o actual status quo.

A nível de hardware e software, os rivais Microsoft e Sony apresentam um produto muito superior e continuarão a liderar o mercado. No entanto, o cenário na plataforma móvel é bem distinto, com a 3DS a dominar claramente, sem rival à altura. Por todos estes motivos, acredito que nos próximos cinco a oito anos, a Nintendo vai mudar claramente o seu foco, assentando numa oferta de produtos híbridos, que privilegiem a mobilidade.

Parece-me uma decisão inteligente e que procura capitalizar no sucesso e conceito de dois produtos que foram lançados há alguns anos: a Wii e a DS. E não é por acaso que no final de 2016 foi lançado o Super Mario Run, que acabou por ter um sucesso assinalável, mesmo com um valor de 10 euros.

Qual é a vossa opinião? Partilham desta ideia ou acreditam que o rumo da Nintendo será totalmente distinto?

Nintendo Switch

Sou um fã da Nintendo desde o lançamento da NES, em 1983. Com o passar dos anos, acumulei algumas consolas, que ainda hoje mantenho no Quartel General do Portal Pessoal. Naturalmente, fiquei entusiasmado quando saíram os primeiros vídeos promocionais da Switch mas era importante aguardar pela apresentação oficial, algo que sucedeu no passado dia 13 de Janeiro.

Diria que o ponto mais frustrante da keynote foi a ausência de informação detalhada, mais concretamente em relação ás especificações técnicas e funcionalidades disponíveis. Tivémos no entanto a confirmação do preço da consola (300 dólares), assim como de alguns periféricos e jogos.

Tendo como base a informação apresentada, diria que a Nintendo vai ter alguma dificuldade em alcançar grandes números de vendas no lançamento. Temos um produto final, que alegadamente vai ter um processador assente na tecnologia Tegra, da Nvidia e que funciona como um híbrido, com um foco elevado na portabilidade. No entanto, as concorrentes directas no mercado, apresentam um hardware superior a um preço mais competitivo, o que vai fazer mossa.

Em termos de títulos disponíveis no lançamento, as opções são limitadas, com destaque para The Legend of Zelda Breath of the Wild (59.99) e Mario Kart 8 Deluxe (49.99). Foram efetivamente apresentados alguns mini-jogos mas, uma vez mais, pouca informação foi disponibilizada em termos da consola virtual, elemento fundamental para potenciar a venda da Switch, face à escassa oferta de títulos.

Os periféricos estão sobrevalorizados (Pro Controller a 69.99 e Pack 2 Joy-Con a 74.99), o que não faz sentido, sobretudo face ás limitações no lançamento. Para complicar ainda mais o cenário, a consola não tem qualquer jogo incluído no pacote base. Ainda sobre este tema, partilho o conteúdo da Nintendo Switch:

  • Consola Switch
  • Switch Dock
  • Joy-Con (L+R)
  • Joy-Con Grip
  • Joy-Con Straps
  • Transformador
  • 1 cabo HDMI

A autonomia de bateria varia entre as duas horas e meia e as seis horas e meia, mas sem confirmação das especificações técnicas acredito que estes valores de referência sejam pouco fiáveis. O ponto positivo está no facto de ser utilizada a tecnologia USB Type-C, o que permitirá períodos de carregamento substancialmente mais curtos.

Pessoalmente, acredito que as vendas vão ficar muito aquém das expectativas, num mercado que continuará a ser liderado pela Sony. Acredito no potencial da Switch, embora não tenha planos para adquirir uma unidade a curto/médio prazo. Os últimos projectos da Nintendo têm sido lucrativos (Amiibo, NES Mini e Mario Run), embora tenham começado com decisões polémicas. Espero sinceramente que corrijam algumas das falhas acima mencionadas, de forma a disponbilizar um produto final mais apelativo.

Qual é a vossa opinião acerca da Switch? Estão entusiasmados? Têm planos para pré-encomendar uma unidade?