Aftermath T.1

A narrativa inicia com uma tempestade solar de proporções épicas, que vai incapacitar grandes partes das comunicações. Progressivamente, vamos tomando conhecimento de comportamentos estranhos, que envolvem ataques canibais e tendências homicidas, com a família Copeland no centro da acção.

Torna-se complicado inserir esta série num género, uma vez que somos bombardeados com tempestades, quedas de meteoritos, terramotos, pragas, criaturas sobrenaturais e o fim do Mundo nos primeiros dois episódios.

A narrativa é fragmentada, sem grande desenvolvimento de personagens e com decisões questionáveis, para dizer o mínimo. A primeira temporada é composta por treze episódios e confesso que não foi do meu agrado. Acaba por existir uma tentativa de explicação científica nos últimos dois episódios, que apresenta lacunas mas permite-nos ter algum sentido de foco.

As interpretações são medianas (para ser simpático) e o enredo é insipiente, mas a partir de certa altura senti a necessidade de chegar ao fim apenas para ter a certeza que existiria alguma explicação lógica para esta panóplia de lendas e mitos urbanos.

Aftermath é uma série estranha, que tenta ser única em vários aspectos, acabando por falhar redondamente. Sinceramente, não posso recomendar que invistam tempo em algo tão diferente mas deixo ao vosso critério a decisão. Espero que este artigo vos possa ajudar na decisão e caso tenham algo a partilhar, utilizem a caixa de comentários.

Sharknado IV

Cinco anos após os eventos da terceira aventura, Fin Shepard é um homem destroçado pela morte de April, dedicando grande parte da sua vida à educação de Gil, o seu filho mais novo.

Para o resto do Mundo, tudo parece correr pelo melhor, com a inexistência de eventos associados a tubarões, graças à Astro X, gerida por Aston Reynolds, que desenvolveu a tecnologia necessária para evitar a criação de sharknados, sendo igualmente responsável por salvar o Comandante Shepard do seu exílio na Lua.

Mas, uma simples inauguração do novo edifício da Astro-X, em Las Vegas, converte-se numa catástrofe, gerando um tornado de areia, que vai despoletar uma reacção em cadeira, que termina com a destruição de várias cidades dos EUA.

Consequentemente, a família Shepard vai ser chamada a intervir, com a sua habitual delicadeza na resolução destes problemas. Contem com as habituais piadas fáceis, participações especiais de muitas glórias passadas e cenas over the top, que nos arrancam uma valente gargalhada.

As referências a Terminator, Star Wars, Star Trek e mesmo a O Feiticeiro de Oz são constantes, tornando o filme numa experiência agradável. Relembro que a saga Sharknado assenta na premissa de “ser mau ao ponto de se tornar épico”, algo que lamentavelmente não ocorre neste quarto filme.

Pessoalmente, considero que é um dos mais fracos até ao momento, embora tenha os seus momentos de glória. Para quem é fã, penso que não ficará desiludido, restando saber qual será a receptividade para com o destino de April e outras personagens.

Fico a aguardar a confirmação do próximo filme, sendo que é facto consumado na Comic Con que existem planos para realizar mais três aventuras. Estão preparados para tal? Eu sei que estou 🙂

Killjoys T.1

Sou um grande entusiasta de ficção científica, pelo que não fiquei indiferente a mais uma série do Syfy. O enredo tem como base um ponto distante da galáxia, de nome Quad, em que existe um regime feudal, que fomenta a segregação social. Essencialmente temos sete planetas, onde habitam as classes sociais economicamente mais fortes e os planetas habitados pelos descendentes das gerações menos favorecidas, que se dedicam a minar e terraplanar zonas inóspitas e repletas de radiação.

Pelo meio, temos Westerley, onde se encontra a nossa equipa de heróis. Killjoys não são mais do que bounty-hunters, que trabalham para a Companhia, uma empresa independente que tem vários níveis de mandatos, mantendo a ordem no quadrante. Dutch é a líder da equipa e apresenta um passado obscuro, tendo sido treinada na arte de matar por Khlyen, uma personagem que se revelará fundamental para esta primeira temporada.

Os restantes membros da equipa são os irmãos Jaqobis: John é um perito em componentes electrónicos e D’Avin um ex-militar que tem memórias bloqueadas. Parte da premissa desta temporada inicial é precisamente a busca pela doutora responsável pelo bloqueio dessas memórias, assim como a batalha entre Dutch e o seu mentor. Temos igualmente algumas conspirações políticas e uma iminente guerra entre duas facções, o que forçará os nosso heróis a tomar partido.

A primeira temporada, que tem dez episódios, termina com um enorme cliffhanger, que vou evitar divulgar. Recomendo seriamente que acompanhem Killjoys, pelo seu enredo e pelas personagens. Não está ao nível de Firefly mas tenho a certeza que será uma agradável surpresa.