Venom

Após uma aparição em 2007, no terceiro filme do Homem-Aranha, a Marvel resolveu dedicar um filme inteiro a Eddie Brock e Venom. A narrativa vai acompanhar a saga da Life Foundation, uma empresa dedicada à colonização do espaço, que numa das suas missões de exploração consegue recolher formas de vida alienígena presentes num meteorito.

A viagem de regresso termina em tragédia, com uma violenta queda, em que um dos simbiotes (Riot) consegue fugir para uma zona populacional. Os restantes são levados para laboratório, onde começam a ser estudados, com o intuito de os integrar com um hospedeiro humano.

É nesta fase que somos apresentados a Eddie Brock, um jornalista especializado em desvendar escândalos, que vai investigar os misteriosos testes humanos realizados por Carlton Drake, o CEO da Life Foundation. Escusado será dizer que os acontecimentos que ocorrem levam a que Eddie se una a Venom, criando uma entidade dupla, que começa a aprender a lidar com os seus super poderes.

Essencialmente, Brock tenta ajudar Venom a regressar a casa, algo que é igualmente pretendido por Riot, mas que Drake tenta evitar a todo o custo, por entender que a evolução da Humanidade passa pela união simbiótica com estas criaturas. Sem colocar spoilers, ficamos a saber que existem motivações extra, o que origina uma luta titânica entre estas três fações.

Pessoalmente, considero que este filme é mediano, sobretudo quando comparado com os mais recentes projetos da Marvel. As interpretações são pouco memoráveis e a narrativa tem várias incongruências que condicionam a qualidade e fluidez da história.

Pelos motivos indicados, não posso recomendar Venom aos meus estimados leitores, que recebe a seguinte pontuação na escala que vou passar a utilizar em 2019.

Mediano
65%

Laundry Day

É uma pena que The Punisher tenha sido tão maltratado pela Marvel, embora reconheça imenso potencial na escolha inicial de Tom Jane. Ao invés do filme que foi lançado em 2004, merecíamos algo deste género.

Nada como colocar Ron Perlman nesta curta para aguçar o nosso apetite. E nem vou tecer comentários acerca de War Zone.

Edge of Tomorrow

Tinha este filme no topo da minhas preferências para o ano que decorre, o que significa que não poderia falhar uma ida ao cinema para poder escrever este artigo. Edge of Tomorrow conta a história do Major Cage, um especialista em imprensa que acaba por lutar na frente da batalha, por motivos que me obrigariam a fazer o primeiro spoiler. Como tal, vou passar esta parte à frente e enquadrar-vos com a restante narrativa. Cage morre na praia, num desembarque muito ao estilo da Normândia, mas com um feel moderno. Ao morrer, o nosso herói a aniquila um Alfa, ser alienígena que possui a capacidade de voltar atrás no tempo, dando início à premissa que sustenta todo o filme.

A partir deste momento, Edge of Tomorrow arranca em grande estilo, com Cage a perceber que vai reviver este dia sempre que morrer, tendo a capacidade de antecipar os movimentos do inimigo e tornar-se uma mais valia no desfecho da Guerra, que os Humanos estão a perder frente aos Mimics (raça que invade a Terra para nos exterminar). Para tal, vai recrutar a ajuda de Rita Vrataski , uma heroína que o vai treinar e orientar na difícil missão de converter um civil num verdadeiro soldado. Os efeitos especiais são sólidos e as cenas de acção estão bem coreografadas, num misto de MECS (os fatos utilizados pelos humanos) vs Sentinelas do Matrix. A evolução das personagens é excelente, nomeadamente a transformação de Cage e a humanização de Vrataski, que começa por ser fria e impiedosa. 

O filme termina com pompa e circunstância, com uma batalha final épica mas com um desfecho que francamente não me agrada, tendo em conta a narrativa, que é sólida e com um bom fundamento em termos de ficção científica. Pode não ser o filme do ano mas é altamente recomendado para os fãs do género. Estamos perante 113 minutos repletos de acção e com um excelente equilíbrio entre momentos cómicos e de heroísmo.

Nota alta para a interpretação de Tom Cruise, de quem não sou fã, o que diz muito.