Jungle Cruise

Este projeto é baseado numa atracção turística da Disney, com o mesmo nome, o que considero ser um facto curioso e invulgar. A narrativa assenta na história de Don Aguirre, um conquistador espanhol que tenta localizar a Árvore da Vida, que possui extraordinários poderes curativos, no sentido de salvar a vida da sua filha.

O primeiro acto apresenta-nos as personagens principais, apostando numa simbiose entre ação e humor, muito ao estilo de Piratas das Caraíbas ou A Múmia. A Dra Lily Houghton (Emily Blunt) está obcecada em retomar a missão de Don Aguirre, com o intuito de revolucionar a Medicina moderna e conquistar o respeito dos seus pares. Cronologicamente, este eventos decorrem em 1916, numa era em que a mulher tem um papel secundário, algo que é explorado de forma inteligente ao longo de Jungle Cruise.

A acção decorre maioritariamente na Amazónia. a bordo do La Quila, capitaneado por Frank Wolff (Dwayne Johnson), que tem um sentido de humor único e aceita auxiliar Lily e o seu irmão MacGregor Houghton. Como é evidente, tem de existir um antagonista, que neste caso é o Príncipe Joachim, um membro da realeza germânica que pretende utilizar as propriedades regenerativas da flor para garantir a vitória dos nazis na Guerra.

Temos inúmeras cenas de acção, humor constante e algumas revelações (previsíveis) no que diz respeito à narrativa e principais motivações de algumas das personagens. Aliás, diria que o ponto mais forte é precisamente o factor entretenimento, que foi alcançado com sucesso, resultando numa agradável experiência de 127 minutos.

Caso tenham oportunidade, fica a minha sugestão. Caso já tenham visto este filme, convido-vos a partilhar a vossa opinião na caixa de comentários. Para terminar, apenas a informação de que está a ser preparada uma sequela, o que faz todo o sentido, face ao desfecho do terceiro acto.

Mediano
70%

Mission Impossible: Fallout

Três anos após a estreia de Rogue Nation, Ethan Hunt e a sua equipa estão de volta para mais uma missão. Desta vez, a CIA vai estar envolvida na operação, com a inclusão forçada de August Walker (Henry Cavill).

A narrativa assenta na necessidade de recuperar ogivas nucleares, que estão na posse dos Apóstolos, uma organização criminosa criada após a queda de The Syndicate.

A acção é non-stop, como é apanágio da franchise e começa por levar-nos ao centro de Paris, onde vamos conhecer a White Widow, uma das partes envolvidas na transação das ogivas. Para complicar ainda mais a situação, Ilsa Faust tem ordens do Mi6 para eliminar Solomon Lane, levando a inúmeras perseguições de carro e motas, com uma fuga audaz de Hunt e Lane.

Benji e Luther complementam a equipa de forma soberba, com alguns apontamentos humorísticos, num filme que nos leva numa viagem alucinante de quase duas horas e meia. No segundo acto, Londres é a capital escolhida, com mais tiroteios e os clássicos exemplos de dissimulação, com stand offs dignos de um western dos anos 60.

O ritmo frenético permanece constante ao longo do filme, com o terceiro acto a levar-nos para a Índia, onde uma vez mais temos um twist, com a (inesperada) aparição de Julia, a ex-mulher de Hunt. É nesta altura que somos presenteados com a “típica” cena final, numa batalha que desafia as leis da gravidade, a bordo de um helicóptero. Como seria de esperar, o nosso herói acaba por prevalecer, embora sofra diversas mazelas, salvando uma vez mais o Mundo da aniquilação total.

Em conclusão, MI Fallout é um excelente filme de acção e mantém-se fiel à sua origem. E o mais inesperado é que consegue reinventar-se e aumentar a fasquia em cada aventura, o que não é fácil nos dias que correm.

Bom
75%

The Mummy

Quando a Universal anunciou a criação do Dark Universe, confesso que fiquei entusiasmado com o conceito. O primeiro reboot traz-nos The Mummy, que junta Tom Cruise e Russell Crowe, entre outros, para nos narrar a história de Ahmanet, uma princesa egípcia que é enterrada viva, após assassinar o Faraó.

A narrativa tem início em pleno conflito no Médio Oriente, onde vamos acompanhar Nick Morton e Chris Vail, dois marines que tentam resgatar tesouros perdidos para vender no mercado negro. O seu plano falha miseravelmente, mas permite-lhes encontrar um túmulo que vai mudar a vida de ambos. Nick torna-se parte integrante de uma maldição, convertendo-se no receptáculo humano para a entrada de Set no Mundo dos Vivos.

Vamos ter igualmente a presença da Dra Jenny Halsey, que demonstra um interesse peculiar em estudar o túmulo e os seus segredos. Por último, Russell Crowe interpreta a personagem do Dr. Henry Jekyll, o líder de uma organização governamental que lida com este tipo de ameaças e que tentará frustrar os planos de Ahmanet.

A grande maioria da acção decorre em Londres e no global, o filme é bastante fraco, nunca conseguindo cativar a minha atenção. Nenhuma das interpretações é particularmente envolvente, o que resulta na despreocupação absoluta em relação ao destino das personagens principais. A narrativa é francamente previsível e o casting de Cruise e Crowe pouco acrescentou em termos qualitativos.

Para terminar, apenas salientar que A Múmia de Brendan Fraser é francamente superior a este reboot, que é parcialmente inspirado nesse filme. Diria que o Dark Universe começa de forma muito negativa, deixando pouco espaço de manobra para o próximo projecto, que será a Noiva de Frankenstein.