Star Trek: The Animated Series

Como fã incondicional do universo Star Trek não faria sentido deixar de revisitar a série de animação. O primeiro episódio teve a estreia mundial a 8 de Setembro de 1973, com o bónus de manter as vozes de todas as personagens da série, o que ajudou e muito ao sucesso do projeto.

São duas temporadas, compostas por dezasseis e seis episódios respetivamente e em que temos uma perspectiva diferente da Enterprise, com aventuras que não podiam ser criadas com a tecnologia da série original. Existem episódios em que temos a presença de Harry Mudd e dos Tribles, assim como outros que se tornaram icónicos e polêmicos (Voyages of Imagination, acerca da infância de Spock).

No global, a animação é bem conseguida e complementa de forma muito interessante a viagem da Enterprise. Um dos pontos mais curiosos reside no facto do realizador Hal Sutherland ser daltónico, o que resultou na utilização de vários tons de cor de rosa, quando na realidade deveriam ter sido cinza.

1975 marca o fim da série, que acabou por ser a única aventura de animação da franchise. Se são assinantes do Netflix esta é a melhor forma de acompanhar mas podem igualmente utilizar outro serviço de streaming da vossa preferência.

Star Trek T.2

A segunda temporada retoma as aventuras da USS Enterprise na sua missão de cinco anos. A narrativa mantém a lógica de monster of the week, mas é no global mais competente. Há uma clara intenção em fomentar a relação que existe entre Kirk, Spock e McCoy, sendo que os episódios estão bem conseguidos, mantendo um equilíbrio entre humor e acção.

Gostei imenso da influência da mitologia na narrativa, assim como para o reaparecimento de Harry Muud, que conferem um toque de qualidade extra aos vinte e seis episódios que compõem esta temporada.

Outro ponto de destaque é a importância atribuída a Scotty, Sulu e Uhura, que passam a ter um papel mais importante, o que ajuda a descentralizar a narrativa e mostrar o resto da tripulação. Existem vários episódios que poderia destacar, mas nenhum ultrapassaria o nível épico dos Tribbles, que marcaram claramente uma era, sendo alvo de homenagem no segundo filme do reboot de JJ Abrams.

Se são fãs do universo Star Trek, recomendo vivamente que invistam tempo nesta temporada, utilizando por exemplo a plataforma Netflix. Beam me up, Scotty, que a terceira temporada já espera por mim 🙂

Star Trek T.1

Nas últimas semanas, tenho dedicado algum tempo a rever a série original de Star Trek, algo que não fazia há muitos anos. A narrativa assenta na missão de cinco anos da USS Enterprise, que tem como objetivo descobrir novas formas de vida e promover relações diplomáticas.

Os primeiros doze episódios são francamente confusos, dando a sensação de que são completamente aleatórios, com constantes mudanças no elenco e no guarda roupa. No entanto, começa a ganhar consistência e ritmo a partir do episódio quinze, com boas histórias, repletas de imaginação e com uma evolução progressiva das personagens.

Temos de ter noção que esta série foi criada em 1966, pelo que não esperem grandes efeitos especiais ou interpretações extraordinárias. Mas no cômputo geral, a primeira temporada termina de forma francamente positiva, com excelentes episódios em que destaco a primeira aparição dos Klingons.

O trio composto por Kirk, McCoy e Spock consegue captar a nossa atenção, sendo notório o evoluir da sua ligação ao longo dos primeiros trinta episódios que compõem esta temporada inicial. Se são assinantes do Netflix, recomendo sem hesitação que invistam algum tempo, sobretudo para os fãs de ficção científica.