The Umbrella Academy T.1

Steve Blackman é o principal responsável pela adaptação da obra de Gerard Way, que está disponível via Netflix. The Umbrella Academy narra as aventuras da disfuncional família Hargreeves, que se reúne após a morte do milionário Sir Reginald.

Estamos perante uma equipa de super-heróis pouco usuais, que ganhou os seus poderes, fruto de uma gravidez espontânea em 43 mulheres distintas e sem qualquer correlação. Todos acabam por ser recolhidos e educados por Sir Reginald Hargreeves, que os treina com o objetivo de um dia salvarem a Humanidade.

Nos primeiros episódios, vamos conhecendo os poderes individuais dos seis membros sobreviventes da família, assim como os seus medos e segredos mais ocultos. Percebemos que existe uma escala numérica para os identificar, apesar de terem nome próprio, cujo objetivo não é desvendado na série, ao contrário do que ocorre na obra literária da Dark Horse Comics.

A narrativa principal acompanha o regresso de Cinco ao presente, após ter passado quatro décadas no futuro, como único sobrevivente do apocalipse. O seu regresso tem objetivo evitar esse evento e para tal irá recorrer a métodos que o vão tornar num alvo a abater por parte de The Handler, da Temps Commission.

Cha Cha e Hazel são os assassinos enviados para garantir que o Apocalipse ocorre, o que vai originar batalhas intensas e que vão ter consequências no resultado final. A parte mais fascinante desta série é o facto de retratar as personagens como seres humanos com falhas, que cometem erros e que se deixam levar pelas emoções de forma bastante frequente.

Confesso que gostei bastante desta primeira temporada, sobretudo pela sua abordagem pouco convencional. Apesar do tema principal, há uma preocupação clara em desenvolver as personagens, o que favorece imenso a narrativa. Se são assinantes do Netflix, recomendo vivamente que invistam tempo em The Umbrella Academy.

Resident Evil: Final Chapter

A saga Resident Evil tem um lugar especial no meu coração, sobretudo pela recordações de adolescência que tenho dos jogos. No que diz respeito aos filmes, confesso que são um guilty pleasure, desde o original em 2002. Como tal, era imperativo ver o derradeiro capítulo da história de Alice, que procura a todo o custo derrotar a Umbrella Corporation e salvar a Humanidade.

A narrativa começa em Washington, após uma emboscada de Albert Wesker, que elimina a derradeira resistência humana, com excepção da nossa heroína. Quando tudo parece estar prestes a terminar, a Red Queen faz a sua aparição, informando Alice da existência de um antivirus capaz de salvar o (pouco) que resta do Mundo. Para tal, será necessário regressar à origem, mais concretamente a Racoon City, num prazo máximo de 48 horas.

É com esta premissa que se desenvolve Final Chapter, que conta com o regresso de Claire Redfield e Dr Isaacs, numa luta desenfreada contra o tempo. Temos as habituais cenas de acção over the top, zombies, traições e algumas explicações que tentam dar uma sensação de conclusão à franchise.

Torna-se difícil recomendar este capítulo final a quem não é fã da saga, apesar de ter uma estrutura suficientemente forte para ser visto por alguém que desconheça por completo os cinco filmes anteriores. O enredo faz pouco sentido e a narrativa é extremamente previsível, mas uma vez mais, consegue ser interessante graças à performance de Milla Jovovich. Relativamente a receitas de bilheteira, os resultados são modestos, mas a franchise deve atingir o bilião de dólares (total combinado dos 6 filmes).

Na minha opinião, é um dos capítulos mais fracos, mas fica a sensação de dever cumprido. Não vou colocar spoilers acerca do final, mas gostaria de ouvir a vossa opinião acerca de Resident Evil. São fãs? Gostaram da conclusão da saga? O que mudariam?