The Walking Dead T.3

A terceira temporada apresenta um grupo unido, mas desgastado pelo Inverno rigoroso. Vai no entanto renascer a esperança com a chegada a uma prisão, que se encontra em bom estado, apresentando a segurança necessária para se tornar numa base. Em consequência, decidem erradicar os zombies daquela área, opção que é do agrado de todos.

A partir desta altura, começa a engrenar a narrativa principal que vai servir de pano de fundo à temporada. O grupo vai permanecer na prisão, facilitando o nascimento da filha de Rick e pela primeira vez em muito tempo, vão poder dormir relativamente protegidos. Como nem tudo pode ser simples, vamos descobrir que existem outros humanos na prisão, que acabam por ajudar os nossos “heróis” e mais tarde, integrar o grupo.

Paralelamente, vamos acompanhar a viagem de Andrea e Michonne, que são acolhidas em Woodbury, uma cidade gerida pelo Governador. Vamos ficar a conhecer a história dos elementos mais importantes da cidade, assim como dos seus segredos. Um dos pontos interessantes desta temporada é o ressurgimento de Merle, que tal como Andrea, foi salvo pelo Governador.

Vamos ter cenas de violência, que vão implicar a captura de Maggie e Glenn e uma guerra entre as duas facções. Existem perdas de ambos os lados, como é apanágio em Walking Dead e traições inesperadas. Na minha opinião, esta temporada fica marcada por Michonne, que é uma excelente adição ao grupo e o Governador, que representa o vilão que ofusca por completo os zombies.

Esta série tem vindo a elevar a qualidade da narrativa e só posso estar entusiasmado com a próxima temporada. Para quem ainda não acompanha, resta-me apenas recomendar sem hesitação. O apocalipse zombie é apenas uma camada da narrativa, sendo que o mais fascinante para mim são as relações humanas e a evolução das personagens, que é absolutamente soberba.

The Walking Dead T.2

A segunda temporada traz de volta a luta pela sobrevivência deste grupo, que se foca inicialmente no desaparecimento de Sophia na floresta. Temendo o pior, Rick conduz as buscas e numa das incursões, Carl acaba por ser atingido involuntariamente por Otis, um residente local que andava a caçar veados.

Um dos pontos fortes de Walking Dead é a narrativa, pelo que Hershel se torna fundamental, representando uma nova esperança para Rick e restantes sobreviventes. A quinta está praticamente imaculada, permitindo refúgio, descanso e alguma paz. No entanto, a permanência do grupo não é uma opção para Hershel, que aguarda pela recuperação de Carl.

Paralelamente, vão decorrendo as buscas por Sophia e Shane começa a debater-se com alguns demónios pessoais (sem spoilers). É extremamente interessante assistir ao desenvolvimento de personagens, nomeadamente Daryl e Glenn, que passam a ter uma importância maior no seio do grupo.

Dale continua a ser a consciência colectiva e Shane parece mais agressivo que nunca, sobretudo após saber que Lori está grávida. Como não podia deixar de ser, vão existir mortes, traições e um gigantesco ataque de zombies, que resultam no abandono da quinta no final da temporada. O grupo vai reorganizar-se, com algumas baixas e segue em frente, com a liderança de Rick, que começa lentamente a mudar o seu comportamento após um evento que permanecerá em segredo, para evitar spoilers.

Para terminar, esta segunda temporada foi muito interessante e termina com muitas variáveis por determinar. Qual será o pano de fundo para a terceira temporada? Como irão lidar com as perdas? E sobretudo, como vai ser a liderança de Rick? Todas estas questões serão abordadas por mim nos próximos meses, pelo que fiquem atentos.

The Walking Dead T.1

Sou um entusiasta de filmes e séries mas tento repartir o meu tempo entre família, trabalho e este espaço, o que implica realizar cedências e definir prioridades. Por esse motivo, The Walking Dead tem ficado em standby, algo que planeio alterar neste Verão. Pareceu-me adequado começar por rever a primeira temporada, para me voltar a familiarizar com as personagens e respetiva narrativa (acompanhei esta série até metade da segunda temporada).

A forma como é apresentado o cenário envolvente é quase perfeita, levando-nos a preocupar com o bem estar e destino das várias personagens. Apesar de existir sempre a preocupação de humanizar o grupo, nota-se a evolução na forma de pensar, com o instinto de sobrevivência a tornar-se cada vez mais forte.

A caracterização dos zombies é soberba e as cenas de acção estão bem intercaladas com a narrativa, deixando sempre a sensação de perigo, mesmo em zonas aparentemente mais pacatas. Todo o ambiente e feel que é transmitido nos primeiros seis episódios é excelente, retratando uma sociedade destruída por um apocalipse e que termina numa nota devastadora, com a morte de alguns membros do grupo e algumas decisões complexas a tomar.

A nível de interpretações, confesso que fiquei fã da personagem de Shane, Andrea e Morgan, por motivos distintos mas que beneficiam imenso a narrativa, na minha opinião. Contem com um artigo acerca da segunda temporada muito em breve e claro, digam de vossa justiça, caso pretendam.