Captain America: Civil War

Na minha opinião, os melhores filmes da Marvel até ao momento são os do Capitão América, que tem conseguido combinar acção e narrativa de forma quase perfeita. Dito isto, foi com grande entusiasmo que aguardava pela estreia de Civil War, uma das minhas histórias preferidas da BD.

Sendo uma adaptação, era mais do que evidente que o desfecho seria diferente mas não posso deixar de revelar algum desapontamento pela narrativa, sobretudo a primeira hora de filme, que tem demasiados paralelismos com a aventura anterior. Para quem desconhece a premissa inerente a Civil War, a lógica assenta na necessidade dos Avengers serem “controlados” pela ONU, evitando cenários semelhantes aos que sucederam em New York, Sokovia e Wakanda, para citar alguns exemplos.

O atentado que ocorre na assinatura do tratado e que leva à morte do Rei de Wakanda, despoleta uma série de eventos, que culminam na cisão dos Avengers, o aparecimento de Black Panther e uma caça ao homem, mais concretamente Bucky Barnes.

As cenas de acção estão soberbas e há que destacar a presença de Spider-Man e Ant-Man, que dão um toque de humor ao filme, embora a grande surpresa seja Chadwick Boseman, no papel de Black Panther. Como é habitual, evito os spoilers, mas a relação entre o Capitão América e Tony Stark muda radicalmente, com o desvendar de um segredo, algo que pode ser reaproveitado para os próximos filmes dos Avengers.

Há uma tentativa de humanizar Vision, o que faz todo o sentido face às suas origens na BD, assim como uma aproximação clara a Scarlet Witch. Contem com as presenças secundárias, mas positivas de War Machine, Hawkeye, Falcon e a incontornável Black Widow. Destaque para a sensacional batalha final entre Stark e Rodgers, que vemos parcialmente no trailer e para a presença de Baron Zemo, que acaba por ser o vilão principal desta história.

Pessoalmente, gostei e recomendo esta terceira aventura do Capitão América, embora considere que seja a mais fraca. Mas há sem dúvida alguma, muito fan service em Civil War, algo que merece ser destacado e apoiado.

Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas com relevância para o reboot do Spider-Man e para os Avengers.

World War Z

Considero Brad Pitt um bom actor mas confesso ter ficado surpreendido com a sua escolha para este filme. Afinal de contas, World War Z faz parte da minha lista de 2013 mas não deixa de ser uma adaptação da obra de Max Brooks, focando especificamente o apocalipse zombie. Esta produção deveria ter estreado em 2012 mas devido a sessões de screening com resultados desastrados, foi adiado e reformulado, com novas cenas.

Um dos pontos que me aguçavam a curiosidade era precisamente a forma como seria conduzido o enredo, dado que a novela gráfica não tem um herói específico, sendo uma espécie de documentário, narrado por diversas pessoas, de países diferentes. No fundo, acabamos por ter uma ideia da invasão zombie, de perspectivas religiosas e políticas completamente antagónicas, algo que não foi duplicado neste filme.

Confesso que gostei de World War Z, que apesar de não ser brilhante, é sólido e tem um bom enredo. Existe apenas uma personagem principal, cuja missão é identificar a origem da epidemia zombie,  percorrendo zonas dos EUA, Coreia, Israel, Escócia e Gales. O equilíbrio entre acção e narrativa é muito bom, evitando alguns dos habituais clichés neste tipo de filmes. Nota-se que existiu a preocupação de demonstrar a dimensão da “tragédia”, humanizando bastante o “herói” e os constantes obstáculos. É evidente que existem algumas cenas “impossíveis”, típicas de Hollywood mas no geral é um filme que tenta retratar de forma real e honesta um possível apocalipse.

Penso que não é um filme para todos, apesar de estar numa sala repleta, o que demonstra o interesse que o tópico suscita (Walking Dead fez maravilhas pelo género), dado que esta abordagem é completamente diferente. Mas gostei de World War Z, refutando algumas das críticas que li, que o consideravam “medíocre e sem interesse”.

Para terminar, apenas um pequeno spoiler: quanto terão pago a Matthew Fox para interpretar esta personagem secundária? É que entra talvez em 3, 4 minutos do filme, repartido por meia dúzia de cenas.