The Witcher T.2

A segunda temporada retoma os eventos da batalha de Sodden. Geralt é informado por Tissaia do falecimento de Yennefer mas apesar do abalo psicológico, resolve manter a sua missão. O spasso seguinte passa por visitar o seu amigo Nivellen, algo que vai revelar-se numa aventura imprevista . O primeiro episódio foca-se numa maldição e apresenta-nos as várias fações que estarão envolvidas na narrativa.

Ficamos igualmente a conhecer Filavandrel e Francesca Findabair, os líderes dos Elfos, que irão forjar uma aliança improvável com Nilfgaard. Pelo meio, teremos a estranha aparição de uma entidade, conhecida por Deathless Mother, que tem uma agenda própria e que será fulcral para o desfecho desta temporada.

Como habitualmente, gosto de evitar os spoilers, mas posso adiantar que vamos conhecer Kaer Morhen, a fortaleza onde os Witcher repousam e treinam as suas aptidões sobrenaturais. Vesemir, o mentor de Geralt, descobre um segredo que converte Ciri numa poderosa arma na luta contra as trevas. De forma relutante, o nosso herói concorda em treinar a jovem na arte do combate, ficando Triss com a parte de magia e ciência.

Esta temporada tem um excelente ritmo e desenvolve de forma muito competente as personagens. O arco narrativo que envolve Yennefer, Jaskier e Cahir é muito interessante, abrindo uma série de desfechos inesperados, mas fundamentais para conhecemos finalmente a identidade do Imperador Emhyr.

O derradeiro episódio é repleto de ação, com uma batalha épica entre os Witchers e Voleth Meir. Paralelamente, ficamos igualmente a conhecer mais do plano de conquista do Rei Vizimir , que conta com a ajuda de Sigismund Dijkstra. Ao longo desta temporada são frequentes as menções a Wild Hunt, algo que inevitavelmente irá fazer parte do futuro desta série.

Termino com a recomendação (óbvia) de The Witcher, que tem uma segunda temporada superior à original, na minha opinião. O que mais me impressionou foi a narrativa fluida e a ligação criada para com as personagens, que podem converter este projeto numa referência do género.

Nightmare of the Wolf

A adaptação de Witcher ao formato de série revelou-se um sucesso, criando espaço para projetos paralelos, baseados no mesmo universo. Nightmare of the Wolf conta-nos as aventuras de Vesemir, um jovem Witcher que tem uma ligação importante a Geralt.

O primeiro ato incorpora uma cena de ação fantástica, que envolve a batalha com um leshen, dando início a uma série de eventos que culminará numa conspiração maliciosa e que terá consequência desastrosas para a ordem dos Witcher.

Começamos por revisitar a infância de Vesemir, tomando conhecimento das suas motivações e a sua ligação a Illyana, uma jovem que partilha o seu destino enquanto servo. A chegada de um Witcher de nome Declan cria as condições necessárias para que o jovem herói opte por ir treinar para Kaer Morhen, em busca de glória e riqueza.

A narrativa alterna entre o passado e presente, focando-se na floresta de Kitsu e no pedido de ajuda de Filavandrel, que informa Vesemir do estranho desaparecimento de jovens elfos. Como habitualmente, vou evitar os spoilers, embora possa adiantar que existirá uma aliança improvável entre o nosso Witcher e Tetra, uma humana descendente da linhagem original de magos. Contem com algumas batalhas, magia negra e  uma conspiração que visa destruir Kaer Morhen.

O terceiro acto contém a derradeira batalha pela sobrevivência dos Witcher e tem um desfecho previsível, mas que faz sentido tendo em conta os eventos futuros. Kwang Il Han é o realizador de Nightmare of the Wolf, que cumpre a sua função de entretenimento e cria a ponte necessária para compreendermos a ligação entre Vesemir e Geralt, algo que será certamente explorado na segunda temporada de The Witcher.

Sem atingir patamares de brilhantismo, este projeto tem a minha recomendação e garante 83 minutos de diversão.

Mediano
70%

The Witcher T.1

Henry Cavill é o nome mais sonante desta produção da Netflix, que conta a história de Geralt de Rivia, um “mutante” com força sobre-humana e conhecimento do mundo mágico. A premissa principal da narrativa acompanha a invasão de Nilfgaard, na tentativa de derrubar Cintra e reclamar o trono, o que pode, à primeira vista, parecer terrivelmente genérico.

Mas na realidade existem várias sub-narrativas, em que nos é dado a conhecer a princesa Ciri, o bardo Jaskier e a ascensão de Yennefer como maga. A primeira temporada é composta por oito episódios e investe fortemente no desenvolvimento de personagens, tentando explicar as suas motivações. O tema do destino é abordado frequentemente e a neutralidade de Geralt é uma constante, embora a invocação da Lei da Surpresa acabe por desencadear uma série de eventos que potenciam profundas alterações.

Como sabem, opto sempre por não revelar spoilers, mas posso adiantar que estas aventuras são baseadas nas short stories The Last Wish e Sword of Destiny, que antecedem as histórias épicas dos livros, que posteriormente foram adaptadas (com enorme sucesso) para jogos de consola e computador.

A fotografia e as coreografia de batalha são francamente boas, o que aliado uma narrativa envolvente e personagens interessantes, converte The Witcher numa série a seguir. Como não podia deixar de ser, a temporada termina num gigantesco impasse, colhendo a semente que tinha vindo a plantar durante os oito episódios.

Fiquei agradavelmente surpreendido com a qualidade desta série e fico a aguardar (pacientemente) por 2021, data em que teremos o regresso das aventuras de Geralt.